Tag: entrevista

  • Mães em Viagem em destaque na revista Periscópio

    Mães em Viagem em destaque na revista Periscópio

    Viagens em família ganham destaque em publicação digital com milhões de leitores.

    O blog Mães em Viagem foi destaque na 12ª edição da revista digital Periscópio, publicação da Louder Media, editora especializada em conteúdos digitais bimestrais e gratuitos, que já alcança quase 5 milhões de leitores.

    revista Periscopio_materia viajar com crianças
    Capa da edição XI da Periscópio Magazine, com a matéria sobre Viajar com Crianças

    A matéria abordou o tema viagens em família, trazendo reflexões sobre os desafios, aprendizados e transformações que acontecem quando crianças fazem parte do roteiro. Um assunto que está diretamente ligado à proposta editorial do Mães em Viagem e à minha trajetória pessoal e profissional.

    Entrevista com Cátia Noronha

    Na reportagem, compartilhei minha trajetória como jornalista, mãe do Teodoro (14 anos) e da Alice (11), e criadora do Mães em Viagem, projeto especializado em turismo em família.

    revista Periscopio
    Na matéria conto sobre a trajetória no turismo, desde a infância até a criação do blog

    A entrevista resgata minha relação com as viagens desde a infância, passando pelas primeiras experiências com os filhos ainda bebês, road trips nacionais e internacionais e a marcante viagem de motorhome pelas Montanhas Rochosas, no Canadá. Foi a partir dessa vivência que percebi o potencial do conteúdo sobre viagens em família e decidi direcionar meu trabalho integralmente para esse universo.

    Hoje, o Mães em Viagem reúne dicas, roteiros, experiências reais, parcerias e coberturas de viagem, sempre com o olhar atento de quem acredita que viajar em família vai muito além do lazer.

    Clique para conferir a edição digital da Periscópio Magazine

    Viagens como ferramenta de conexão

    Estar presente na revista Periscópio reforça um dos pilares do Mães em Viagem: viajar em família é uma ferramenta poderosa de conexão, aprendizado e transformação.

    Agradeço à equipe da Louder Media e da Periscópio Magazine pelo espaço e pela oportunidade de ampliar essa conversa com um público tão expressivo.

    Seguimos em movimento, descobrindo novos destinos e mostrando que viajar em família é possível, enriquecedor e transformador.

     

  • Entrevista para o portal EQL, do Terra, sobre como viagens podem ser encarados como um investimento

    Entrevista para o portal EQL, do Terra, sobre como viagens podem ser encarados como um investimento

    Recentemente, tive o prazer de conceder uma entrevista ao site Elas Que Lucrem, do portal Terra, onde pude compartilhar minhas perspectivas sobre como as viagens podem ser encaradas como um investimento

    A matéria ficou muito legal e espero que inspire você e sua família a viajarem cada vez mais em família e conquistarem experiências inesquecíveis. Assim como o conhecimento, tudo o que você vivencia e aprende em uma viagem, é seu, ninguém nunca vai tirar de você!

    Clique na imagem abaixo para acessar e ler a entrevista no portal Elas Que Lucrem.

    Clique na imagem para acessar a entrevista

     

    E não deixe de navegar pelo blog e conferir os relatos de todas as nossas experiências em viagens!



  • Entrevista para revista Crescer: o que perguntar na hora do check in

    Entrevista para revista Crescer: o que perguntar na hora do check in

    A revista Crescer, da editora Globo, fez uma série de reportagens sobre viagens em família, e tive a honra de ser entrevistada como especialista em viagens com crianças.

    Capa da matéria da revista Crescer sobre viagens para hotéis e resorts com crianças

     

    Na matéria sobre viagens para hotéis e resorts, elaboramos as principais perguntas (e dúvidas) que devemos fazer na hora do check-in!

    A reportagem ficou demais, leiam no link abaixo:

    Turismo no Brasil em Família: O que perguntar antes de fazer o check in no hotel?

    E não se esqueçam que aqui no blog fiz dois guias bem completos sobre hotéis, hotéis fazenda e resorts para ir com as crianças, tanto no interior de SP quanto litoral:

    Hotéis fazenda e resorts em SP: guia definitivo com as melhores opções de viagens com filhos

    Guia litoral de SP: os melhores hotéis na praia com crianças

  • Dicas para viajar de carro com seu cachorro

    Dicas para viajar de carro com seu cachorro

    Quando a gente diz “planejar as férias em família”, isso quer dizer que todos os membros da casa devem estar nesse planejamento, incluindo os pets! Isso mesmo, na hora de pensar em uma viagem é importantíssimo saber o que fazer com o seu amigo cão! Por isso fiz uma matéria com dicas para viajar de carro com seu cachorro.

    (mais…)

  • Vacinas do viajante: o que você deve saber antes de embarcar

    Vacinas do viajante: o que você deve saber antes de embarcar

    Conversei com Dr. Jessé Alves, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK, uma das indústrias farmacêuticas líderes no mundo, sobre a importância da vacinação antes de viajar. Mas de quais vacinas estamos falando? Leia a entrevista e descubra!

    Salve no Pinterest:

    vacinas do viajante

    Planejar uma viagem envolve diversos tipos de pormenores, como checar se a documentação está em dia, separar roupas de acordo com a previsão do tempo, fazer reservas de passeios e tours, trocar o seu dinheiro pela moeda local etc. Mas o que muita gente se esquece é de verificar se a sua carteirinha de vacinação está em dia!

    (mais…)

  • Entrevista Jiang Pu do Masterchef: maternidade e empreendedorismo

    Entrevista Jiang Pu do Masterchef: maternidade e empreendedorismo

    Jiang Pu foi a terceira colocada da segunda edição do MasterChef e se tornou uma querida do público. Alguns meses depois de terminado o programa da Band, anunciou sua gravidez. Depois do nascimento de sua filha, apostou no empreendedorismo. Abriu um restaurante em Pinheiros e, com apenas 5 meses de funcionamento, ficou em 3º lugar no Prêmio Veja Comer e Beber 2017. Como era de se esperar, afirma que mesmo com a pressão dos jurados Jacquin, Paola e Fogaça, a maternidade é muito mais desafiante que o programa MasterChef.

    Confiram a entrevista que fiz com Jiang, mãe da Cecília e proprietária do restaurante Chi Culinária Oriental. Ah, no final ainda tem receitinha para fazer em casa para as crianças!

    entrevista Jiang Masterchef
    O que a maternidade fez mudar em você?

    Acho que a responsabilidade. Antes de ter filha, fazia o que eu quisess, agora tenho que planejar tudo com antecedência.

    Você abriu o restaurante Chi Culinária Oriental há menos de 1 ano. Qual foi a maior dificuldade que você sentiu como empreendedora? 

    No começo do projeto Chi, era uma cozinha, servindo comida está ok! Mas com avanço da execução, tive que decidir sobre arquitetura, engenharia, ceramista, agrícola, pecuária, mixologia, administração, economia, contabilidade, advocacia… Era um complexo que nunca imaginei!!!
    entrevista Jiang Masterchef

    Como foi ser indicada para a 21a edição do Veja Comer e Beber? 

    A casa só abriu há 5 meses, ainda está lutando com a melhoramento, foi com muita surpresa que recebemos a notícia. E nesse ano ficamos em 3º lugar.

    O que é mais desafiador? Participar do Master Chef ou ser mãe (risos)?

    Ser mãe, rsrsr, pois não tem fim!

    Como consegue conciliar a sua vida profissional com a vida de mãe? Tem horas que você “enlouquece” também (como qualquer outra mãe)?

    Na verdade sempre achei fui ‘premiada’, por que minha filha não deixa sossego em nenhum momento. Ela é toda o contrário que eu queria, rsrsrs, muito teimosa e elétrica, acho que qualquer um fica estressada depois de ouvir 10h de choro por dia. Por isso existe o pai, nessas horas eu deixo Cecilia por conta dele.

    Você pode dar alguma receita de um prato oriental para fazermos em casa para as crianças? 

    Tenho uma bem fácil, um ovo batido, adicione 2x de água do ovo, pouco óleo de gergelim, pouquinho sal, mistura bem, papel insulfilme, 1min no microondas e pronto! Tipo um suflê de ovo salgado!

    Chi Culinária Oriental

    Rua Cônego Eugênio Leite, 448, Pinheiros

    Telefone: (11) 30627350

  • Mindfulness: saiba como a meditação pode ajudar as mães

    Mindfulness: saiba como a meditação pode ajudar as mães

    mindfulness meditacao
    “O Mindfulness nos ajuda a sentir cada experiência como se fosse a primeira vez”

    Mindfulness é um termo que vem sendo muito ouvido nos últimos tempos. Basicamente é o estado mental de atenção plena. Sabe quando a gente está fazendo alguma coisa com a cabeça em outro lugar ou ainda com a sensação de estar sempre no piloto automático? O objetivo da meditação mindfulness é trazer você para o momento presente. O resultado: uma melhor qualidade de vida, relações mais saudáveis e uma infinidade de coisas positivas.

    “A fama de mindfulness tem acontecido principalmente por causa das pesquisas científicas. Os estudos têm revelado muitos achados importantes e demonstrado diminuição de ansiedade e estresse, aumento de bem-estar, qualidade de vida e muitos outros benefícios”, revela a psicóloga e instrutora de mindfulness Fabiana Saes.

    Eu mesma estou fazendo um curso de Mindfulness para pais e mães com a Fabiana. O curso tem me ajudado muito a encarar situações desagradáveis do dia a dia com mais leveza, me livrar de julgamentos que só me fariam mal e, o mais importante de tudo, notei que estou encarando melhor os momentos de estresse com as crianças aqui em casa, além de me acolher mais, deixando aquela famosa culpa materna de lado.

    Para vocês saberem do que estou falando, vou dar um exemplo prático do que já aconteceu aqui. Certo dia tive um problema na escola das crianças por telefone que me deixou muito irritada. Estávamos em casa os três. Eu com aquela irritação na cabeça e as crianças começam a pedir isso, pedir aquilo, a brigar, a chorar… Enfim, aquela cena caótica que todo mundo já viveu em casa. Tinha tudo para estourar e dar um berro de basta, como já fiz em outras vezes, mas dessa vez tentei de outro jeito. Aceitei aquela situação de crise e consegui me conectar com as crianças. Busquei um momento de paz em mim mesma para ouvi-los atentamente e depois consegui explicar a eles que naquela hora eu não estava bem e que eu não iria atendê-los. E mais: expliquei que eu precisava ficar um pouco quietinha para eu me acalmar.

    Outra situação clássica é quando temos alguma preocupação. Seja ela qual for, é muito comum estendermos o problema com vários possíveis desdobramentos lá na frente. Com a prática do mindfulness estou aprendendo a viver o momento presente, o agora. Consequentemente, me livrando de pesos desnecessários.

    Eu fiz uma entrevista bem legal com a instrutora de mindfulness – e também mãe de dois filhos – Fabiana Saes, para desmistificar o assunto e para vocês saberem melhor como a meditação pode ajudar nós, mães. No final da entrevista ela indicou dois livros sobre meditação, pais e filhos, e ainda sugeriu algumas práticas que podemos fazer com as crianças.

    mindfulness
    “Não adianta a mãe abaixar para ficar da altura da criança para falar com ela em um momento de ensinamento, se a mãe não estiver conectada a si mesma e com estado de atenção plena”/ Photo via VisualHunt

    As mães estão cada vez mais em um estado de desatenção, que é o oposto de mindfulness, com tantas tarefas e responsabilidades que muitas vezes se transformam em um trator e não conseguem observar necessidades básicas dos filhos

    Fazendo um panorama geral, como você definiria mindfulness?

    Mindfulness, traduzido como atenção plena, é um estado de presença que acontece quando, intencionalmente, colocamos nossa atenção no momento presente como ele se apresenta, com aceitação e sem julgamento. Passamos a observar a experiência vivida sem buscar alterá-la. Dessa maneira notamos todas as emoções, sentimentos e pensamentos envolvidos com a experiência presente, bem como todas as sensações corporais desencadeadas pela situação.

    Então percebemos como nos relacionamos ao que pensamos e sentimos e como nosso corpo reage às experiências e quando isso ocorre encontramos maneiras conscientes de agir e manejar nossos impulsos. Qual mãe nunca chegou em casa com problemas de trabalho e ficou mais irritada com um comportamento do filho rotineiro? Ou ainda, brigou com o filho fortemente, por ele não querer seguir a ordem, pensando que no futuro ele seria um adolescente rebelde? São duas situações em que há entrega automática ao que se pensa sobre o futuro ou por uma emoção difícil, mas não se está vivendo a situação do momento presente.

    Em resumo, mindfulness é viver com o “piloto automático” desligado.

    Por que o mindfulness está sendo tão falado ultimamente?

    Porque além dos benefícios comprovados é fácil de utilizar e simples para praticar. E a fama de mindfulness tem acontecido principalmente por causa das pesquisas científicas. Os estudos têm revelado muitos achados importantes e demonstrado diminuição de ansiedade e estresse, aumento de bem-estar, qualidade de vida e muitos outros benefícios. Além disso, a prática de mindfulness é bem simples.

    Mas é importante ressaltar que Mindfulness não é a solução de todos os problemas, não é uma panaceia, não garante a felicidade, como alguns profissionais “vendem”.

    Existem pesquisas comprovando que o mindfulness pode ser benéfico em diversas situações. Os benefícios de mindfulness podem ser verificados tanto no ambiente de trabalho, em escolas, na saúde.

    As pesquisas são realizadas com pessoas que passam por um programa de mindfulness de 8 semanas e já se tem comprovado redução de ansiedade e fadiga, maior rendimento no trabalho, melhora da empatia, melhora da memória, aumentos de atenção e concentração, regulação das emoções, aumento da compaixão, redução de estresse, dentre outros.

    Como ele pode nos ajudar na busca por uma relação plena entre mães / pais e filhos?

    Entrar em contato com o aqui e agora é poderoso e nos coloca frente a tudo, e tudo eu quero dizer sobre os sofrimentos e as alegrias dos momentos. E o que fazemos com tudo isso? Acolhemos de forma gentil e amorosa e assim lidamos de maneira compassiva conosco e com os outros. Como mães, a autocrítica para ser um estigma, pensamentos duros do tipo “estou fazendo tudo errado”, “sou uma péssima mãe”, “meu filho não gosta de mim”, parecem dominar nosso coração e não sabemos como reagir a tudo isso. Mindfulness nos ajuda a lidar com esses pensamentos.

    Quando uma mãe aceita que faz parte da condição humana tentar fazer o melhor e está tudo bem sofrer com isso, aceitamos essa condição com carinho. Rotular os filhos como se eles sempre agissem da pior maneira, só prende a mãe a uma experiência passada dificultando que ela viva o momento presente, e no momento presente pode ser que o filho tenha um comportamento desejado, mas o sofrimento de ter o pensamento de que ele não vai agir como se gostaria, traz sentimentos negativos e baixa tolerância. Com isso, fica muito difícil se conectar com o filho.

    Não adianta a mãe abaixar para ficar da altura da criança para falar com ela em um momento de ensinamento, se a mãe não estiver conectada a si mesma e com estado de atenção plena.

    As crianças só podem ser ensinadas a entenderem seus sentimentos e expressarem de maneira assertiva, se quem ensina entra em contato com suas próprias emoções e lida de forma atenta e consciente.

    As mães estão cada vez mais em um estado de desatenção, que é o oposto de mindfulness, com tantas tarefas e responsabilidades que muitas vezes se transformam em um trator e não conseguem observar necessidades básicas dos filhos.

    Pode haver uma melhora na relação entre mãe/pai e filhos com mindfulness, pois existe uma aproximação e conexão compassiva entre eles.

    Eu já fiz muitos posts aqui no Todas as Mães falando sobre como nos sentimos perdidas após a chegada da maternidade. O mindfulness pode ajudar a mulher nesse sentido também?

    Sim, com certeza pois o mindfulness nos ajuda a lidar com as situações difíceis e o mais importante, promovendo autocuidado. Ninguém nos ensina e ser mãe e vamos descobrindo dia-a- dia todos os desafios de lidar com uma nova vida. A responsabilidade e o sentimento de amor materno geram grandes preocupações. As preocupações são pensamentos sobre o futuro dos filhos, dúvidas, angústias que invadem a mente.

    “Será que ele dormir à noite toda?”, “Será que ele vai mamar?”, “Será que ele vai começar a andar?”, “Quando devo tirar a fralda?”, “Devo dar chupeta? E se prejudicar os dentes?”. Quais foram e são suas preocupações? Imagino que muitas né? Dos pensamentos que você teve que causou preocupação e ansiedade, quais realmente poderiam ter sido evitados sabendo de tudo que você sabe depois de ter vivido os primeiros anos com o filho? Pois é, imagino que a maioria.

    Vou compartilhar uma situação que acontecia na minha casa com meus filhos. Na maior parte das vezes que as crianças (tenho um casal de filhos) começavam a brincar e as gargalhadas aumentavam e começava um “para” daqui e um “para” de lá, eu já interrompia a brincadeira dizendo que iam se machucar e lógico que eles resmungavam. Essa situação me incomodava muito e enquanto eles se divertiam, eu já estava assistindo uma catástrofe acontecendo e como uma boa zelosa mãe, não queria que nada de ruim acontecesse com as crianças.

    Depois que comecei a praticar mindfulness, essa situação mudou, hoje percebo essa irritação no meu corpo, o pensamento grudando na minha mente “daqui a pouco alguém vai começar a chorar” e uma ansiedade presente, então entro em contato com o que está acontecendo no momento e um novo pensamento surge “eles só estão se divertindo” e na maior parte das vezes eles não brigam e não se machucam. Isso é viver o aqui e agora.

    Queremos que nossos filhos não se machuquem, mas também queremos que eles tenham boas experiências e se divirtam e quantas vezes evitamos a parte boa em função do pior que nem sempre acontece? Mindfulness nos ajuda a sentir cada experiência como se fosse a primeira vez.

    As crianças também conseguem fazer uma meditação mindfulness? Existe alguma prática que podemos inserir no dia a dia da criança para ela começar a entrar em contato com esse processo de atenção plena?

    As crianças também podem praticar mindfulness. As práticas são mais lúdicas e possibilitam atenção plena aos sons, partes do corpo, respiração, pensamentos, sentimentos, movimentoscorporais e alimentação.

    Uma prática simples para treinar mindfulness com as crianças é a atenção plena na respiração. Pede-se para que a criança, em um momento tranquilo do dia, sente-se (se possível de olhos fechados) imagine uma flor e uma vela, ela apaga a vela e cheira a flor, quantas vezes ela puder. A cada dia incentive que ela aumente o número de vezes em que faz as respirações. Uma outra prática que as crianças gostam muito é a atenção plena ao corpo e que pode ser feita sempre antes de dormir. Quando a criança estiver deitada peça que ela feche os olhos e peça que ela imagine uma borboleta pousando em vários locais do corpo, inicie dizendo que a borboleta está nos pés e peça que ela sinta os pés e vá seguindo até a cabeça, ou talvez funcione usar a água do mar tocando nas partes do corpo. Experimente e vá observando como a criança reage. Não tem certo nem errado. A ideia é permitir que a criança experimente entrar em contato com o momento presente e usar o corpo ou a respiração como âncora para o presente.

    Onde podemos saber mais sobre os seus cursos? Você pode indicar algum livro para que quiser saber mais a respeito?

    Tenho duas sugestões de leitura, ambas da Editora Rocco, “Quietinho feito um sapo: exercícios de meditação para crianças (e seus pais)”, da Eline Snel e “Mães e pais conscientes. Como transformar nossas vidas para empoderar nossos filhos”, de Shefali Tsabary.

    As informações sobre os meus cursos podem ser encontradas nas páginas tanto do Facebook quanto do Instagram. Também é possível acompanhar a publicação de textos na página da minha clínica Brace Psicoterapia e Mindfulness ou do Conectta Mindfulness e Compaixão, rede da qual sou membro.

    Quem quiser também pode falar comigo por e-mail: fabiana@brace.net.br ou por telefone (11) 96081-0404, que ficarei feliz em receber o contato.

    Leia também:

    Reflexões: “A alegria nos visita em cenas comuns”

  • Passeios escolares na educação infantil: você já autorizou?

    Passeios escolares na educação infantil: você já autorizou?

    Para algumas mães e pais, passeios escolares são sinônimo de preocupação e ansiedade! A gente nunca sabe se está na hora de autorizar e fica com remorso de não deixar ir. E agora?

    Crianças em passeios escolares. Photo credit: anna carol via VisualHunt / CC BY
    Photo credit: anna carol via VisualHunt / CC BY

    Logo que minha filha Alice entrou na escolinha, em 2015, participei de uma reunião de pais e professores sobre o ano letivo daquela turminha. Eis que um pai, visivelmente empolgado, pergunta para a orientadora quando as crianças participariam de um passeio fora da escola. Meu corpo gelou, senti uma tremedeira e engoli seco. Como assim, passeio? Mas jááá?? Ela estava com 2 anos…

    A impressão é que todo mundo saberia lidar tranquilamente com esse assunto, menos eu. Até o dia que o comunicado do passeio escolar chegou pela agenda. Eu tinha que tomar uma decisão! E aí? Deixar ou não deixar?

    Descobri que eu não era a única que se sentia insegura. O que me ajudou bastante na ocasião foi deixar a vergonha de lado, ligar para a escola e fazer toooodas as dezenas de perguntas que rondavam a minha cabeça. É importantíssimo que os pais se sintam seguros e confortáveis, até mesmo para passar esse sentimento para a criança. Minha dica é que você exponha para a escola quais são suas dúvidas, angústias e receios. Por mais absurdo que pareça, não tenha vergonha de perguntar!  A escola – não se esqueça – é a sua aliada!

    E para ajudar outras mães que também perdem o sono quando o assunto é passeio escolar, conversei com duas educadoras sobre a importância das vivências fora da escola e quais os cuidados que devemos ter na hora de autorizar o passeio.

    Katarina Bergami, coordenadora educacional da Faces Bilíngue, escola sócio-construtivista situada no bairro de Higienópolis, destaca alguns itens que os pais devem checar junto à coordenação da escola: “Deve-se levar em consideração o objetivo do passeio, se há infraestrutura apropriada no local, se o local é seguro, se o transporte é seguro e apropriado, se a equipe que acompanha as crianças é suficiente para garantir a segurança e os cuidados necessários”.

    Patricia Caram Miranda, diretora e orientadora educacional da Escola Meu Castelinho, acredita que essa experiência fora da escola é tão rica para a criança, quanto para os pais, pois temos que lidar com nossos medos e receios.

    A escola, localizada em Pinheiros, realiza passeios e estudos do meio para alunos com idade a partir de 2 anos “Os pais devem se informar muito bem sobre o lugar onde será o passeio, refletir sobre o quanto a experiência poderá agregar, consultar a intuição e decidir se estão prontos e seguros para proporcionarem para si e seus filhos esta experiência. Claro, uma certa insegurança faz parte no primeiro passeio do filho, mas ela deve ser em uma dose saudável e suportável. Cada um deve saber o seu limite e respeitar o seu tempo”, afirma.

    É interessante compreender que o passeio em si não diz respeito apenas ao destino final – o museu, o teatro, o parque. Toda a experiência da saída da escola pode ser benéfica ao aluno. “Envolve desde o meio de transporte até a vivência do lugar onde irão. Apenas a experiência de sair da escola e fazer um passeio já traz para o aluno a oportunidade de se ‘ver’ longe dos pais e ‘dar conta’, desenvolvendo autonomia, independência e autoconfiança”, explica Patricia Caram.

    Geralmente escolhemos locais que agregarão para os alunos experiências e vivências pertinentes à faixa etária, que geralmente relacionam aquilo que aprendem dentro da escola, servindo também de ferramenta de aprendizagem. Na escolha dos lugares para se passear, a equipe também considera as linguagens das crianças e quais as probabilidades de ampliação de repertório linguístico e cultural”, completa.

    Segundo Katarina Bergami, da Faces Bilíngue, tudo o que a criança pode observar, traz uma experiência.
    Segundo Katarina Bergami, da Faces Bilíngue, tudo o que a criança pode observar, traz uma experiência.

    Katarina Bergami, da Faces Bilíngue, destaca o estímulo à exploração e à observação nos passeios escolares: “Tudo o que ela pode observar, traz uma experiência, um estímulo, um interesse diferente sobre um assunto específico. E se considerarmos apenas o fato de estarem em um lugar diferente, que não conhecem, já os estimula à observação de tudo à sua volta – o que sempre é benéfico. A vontade de explorar aparece imediatamente”.

    E o que eu decidi sobre o passeio escolar da filha citado logo no início deste texto? Não deve ser levado em conta aqui, pois sempre será uma decisão muito pessoal, de cada família e que diz respeito a cada filho.

    Acredito que o mais importante é você entender a proposta da escola, tirar todas as dúvidas para sentir-se confiante e respeitar a sua decisão, seja ela qual for.

    Na hora de autorizar os seus filhos, os pais devem levar em consideração a experiência que proporcionarão para eles versus a escuta do próprio coração, no sentido de consultarem para saber se a família toda está preparada para tal desafio. O que garanto é que, após a experiência, a satisfação de aluno, família e escola é recompensadora”, finaliza a diretora e coordenadora Patricia Caram.

    Leia também:
    Guia com os melhores passeios em São Paulo com crianças e adolescentes