Estivemos algumas vezes em São Roque, localizada a apenas 60 km de distância de São Paulo. A cidade reúne muitas opções de lazer para a família e vem despontando cada vez mais como destino turístico, em especial por conta do Roteiro do Vinho.
O Roteiro do Vinho
O Roteiro do Vinho é um circuito em São Roque formado por três estradas e que inclui mais de 50 estabelecimentos, entre vinícolas/ adegas, restaurantes, lojas e hospedagens.
A mais importante e conhecida das estradas é a Estrada do Vinho, com 10 km de extensão.
É claro que não dá para conhecer todos os estabelecimentos do Roteiro do Vinho em apenas um final de semana, mas fica a dica para fazer uma visita a cada vez que for para São Roque!
Um lugar super gostoso para ir com a família é a Quinta do Olivardo, um complexo que envolve vinícola, restaurante português, lojinhas, pousada, além de parquinho e atividades de aventura, como playground, tirolesa e pedalinho no lago. Nós já estivemos na Quinta do Olivardo, quando participamos da pisa da uva.
Sr Olivardo Aqui, proprietário da Quinta do Olivardo
A Vila don Patto é outro complexo de entretenimento na Estrada do Vinho que reúne restaurante português, restaurante italiano, empório e adega, boulangerie, sorveteria, redário, loja de artesanato e playground.
Playground da Villa don Patto. Foto: divulgação.
Toda vez que vou a São Roque faço questão de passar na Vinícola Góes, que possui uma excelente infraestrutura turística, com loja, espaço de eventos, visitas orientadas, passeios aos vinhedos, restaurante e cafeteria.
Isso tudo além de ser um dos maiores representantes da produção de vinhos de São Roque. E esqueça aquela antiga fama que a cidade só produz vinhos de mesa (vinho de garrafão doce) e de baixa qualidade viu? Já faz um tempinho que a região vem ganhando destaque e notoriedade com seus vinhos secos, inclusive ganhando prêmios de referência.
Quer uma dica de vinho? Na última vez que estive na Góes levei o Philosophia, um Cabernet Franc colheita de inverno. Na verdade já cheguei direto nele, estava curiosa, pois foi um rótulo da Vinícola Góes que recebeu medalha duplo ouro no concurso Vinhos e Destilados do Brasil. E já que estava lá, queria provar uma das joias deles.
Outro vinho que também experimentei (e amei) foi o Concreto, um blend de Cabernet Franc e Syrah, também colheita de inverno, amadurecido em ovo de concreto (que substitui as barricas de carvalho).
Dream Car Museum
Uma das últimas novidades de São Roque é o Dream Car Museum, um complexo de lazer voltado para os fãs de automobilismo que também conta com shopping, lanchonete e parque de diversões. Lá estão expostos 145 veículos no total, entre automóveis, motos e bicicletas, todos pertencentes a colecionadores de São Paulo.
Em 2024 foi inaugurada a Arena Dream Car, uma das mais modernas pistas, projetadas para kart, moto e carros.
Para usar o circuito, é possível alugar o kart, disponível para adultos e crianças a partir de 6 anos. A bateria de rental kart tem duração de 25 minutos e o valor já inclui todos os equipamentos obrigatórios, como capacete, macacão e luvas.
E você, já esteve em São Roque? Tem alguma dica da cidade?
Em nossa viagem para Portugal, uma visita às caves de Vinho do Porto não poderia ficar de fora!
Entenda: o Vinho do Porto não é produzido no Porto!
As caves de vinho (literalmente “cavernas”) estão localizadas em Vila Nova de Gaia, que é uma cidade de frente para o Porto, às margens do rio Douro.
O Vinho do Porto é produzido no Douro, em Portugal, uma das regiões vinícolas mais lindas e importantes do mundo!
Para chegar até as caves, a partir do Porto, é possível cruzar a pé aponte D. Luís, atração bem popular da cidade. Nós fomos de carro do nosso hotel (Neya Porto Hotel) e levamos menos de 10 minutos.
Antes desse passeio, estávamos no WOW – World of Wine e fomos a pé até a região das caves, na beira do rio.
Caminhada pelas ruas estreitas de Vila Nova de Gaia
A importância do Vinho do Porto
Muito mais do que uma bebida, ou um produto, o Vinho do Porto faz parte da história e da cultura de Portugal, podendo ser considerado como uma parte do patrimônio do país!
O Vinho do Porto faz parte da Denominação de Origem (D.O.C.) do Douro. Para poder estampar no rótulo o nome Vinho do Porto ele deve ser elaborado seguindo certas normas de produção dentro da região vitivinícola do Douro, que abrange uma área de mais de quarenta mil hectares de vinhedos.
Ou seja, para ser chamado de Vinho do Porto, só se ele for produzido na região do Douro e seguir determinadas normas.
Ele é um vinho de sobremesa. Então a dica é harmonizar com chocolate, frutos secos, doces ou ainda queijos fortes como parmesão, gorgonzola, pecorino e roquefort.
Degustação de Vinho do Porto
O caminho do Vinho do Porto
Durante séculos, o vinho produzido na região do Douro era transportado em barcos rabelosao longo do rio Douro, desde as vinhas até Vila Nova de Gaia, onde envelhecia nas caves das empresas de vinho do Porto.
Hoje em dia, as caves de vinho do Porto em Vila Nova de Gaia continuam a ser um destino imperdível para os amantes de vinho que desejam conhecer mais sobre a história e produção do vinho do Porto.
Nelas, é possível fazer visitas guiadas, provar diferentes tipos de vinho do Porto e conhecer a história das empresas que produzem esta bebida tão singular.
Hoje os barcos rabelo fazem a função turística de navegar pelo rio Douro
Visita às Caves Sandeman
Nós visitamos as Caves Sandeman, situada em um lindo edifício de granito de 1811 com vista para o Douro.
Entrada da Sandeman e o teleférico de Gaia logo acima
A Sandeman é uma das mais antigas empresas de vinho do Porto e uma das mais famosas em todo o mundo, conhecida pela sua icônica imagem do “Don”, um personagem misterioso e enigmático vestido com um capote preto e um chapéu espanhol. A empresa foi fundada em 1790 por George Sandeman, um jovem escocês que decidiu se aventurar no comércio de vinho do Porto em Portugal.
A guia da Sandeman à caráter, explicando também a origem da marca
Hoje em dia, a Sandeman é uma referência na produção e exportação de vinhos de alta qualidade e as suas caves são um dos principais pontos turísticos de Vila Nova de Gaia. As caves Sandeman são conhecidas pela sua arquitetura singular, que combina tradição e modernidade, e oferecem aos visitantes uma experiência única de degustação e conhecimento do vinho do Porto.
Existem vários tipos de visita que você pode fazer. Nós fizemos a mais simples, que é a “Visita Porto Sandeman” (Porto Sandeman Visit), e pagamos 19 euros, com duração de 50 minutos e degustação de 3 Vinhos do Porto de diferentes estilos: branco, Ruby e Tawny.
Para um bom entendedor, meia garrafa bastaA principal diferença entre os três tipos de vinho do Porto que degustamos - branco, Ruby e Tawny - é o tempo de envelhecimento em barris de carvalho e o processo de maturação utilizado.O vinho do Porto branco é um vinho fortificado feito a partir de uvas brancas, geralmente envelhecido por cerca de dois anos em barris de carvalho antes de ser engarrafado. Ele é mais leve e fresco do que os outros tipos de Porto, com uma cor amarelo-palha e um sabor seco e frutado.O vinho do Porto Ruby é produzido a partir de uvas tintas e envelhecido em barris de carvalho por cerca de três anos. Ele é conhecido por sua cor rubi intensa e sabor doce e frutado, com notas de cereja e framboesa. É um vinho mais encorpado e tânico do que o Porto branco.O vinho do Porto Tawny Sandeman é um vinho fortificado feito a partir de uvas tintas e envelhecido em barris de carvalho por um período mínimo de seis anos, embora muitos sejam envelhecidos por muito mais tempo. É mais maduro, acastanhado e mais complexo do que o Porto Ruby, com notas de nozes, caramelo e baunilha. O Tawny é geralmente mais seco e menos doce do que o Ruby, e é conhecido por sua suavidade e elegância.
A mesa de degustação pronta para receber os visitantes após o passeio3 estilos diferentes de Vinho do Porto: branco, Ruby e Tawny
Você pode escolher a visita guiada em português, inglês, francês ou espanhol.
Passeamos entre as pipas de vinho enquanto ouvimos histórias e curiosidades do local, onde o vinho é envelhecido desde 1811! Uma delas é ver a marca nas paredes de duas enchentes que atingiram a cave, mas que deixaram as pipas de vinhos intactas!!!!
Passeio entre as pipas de vinhoA água alagou as caves da Sandeman, mas os tonéis de vinho ficaram intactos!Pronta pra degustar!
Não é um programa ideal para ir com crianças, mas eu não tinha outra escolha! Deixar de visitar uma cave de vinho no Porto não era uma possibilidade rs.
Então sim, as crianças foram conosco neste passeio, mas não pagaram. As falas do guia não são tão interessantes para eles ouvirem, mas eu acredito que tudo em uma viagem é experiência: o fato do guia estar vestido com a capa do “Don” e o passeio ser em um local escuro, deu até um ar misterioso, diferente… No final das contas se comportaram muito bem e o passeio é relativamente rápido e dinâmico (conversar com as crianças antes e alinhar as expectativas ajuda muito).
Lojinha Sandeman
Como vocês devem imaginar, o tour termina em uma lojinha e é lógico que eu trouxe um exemplar do Vinho do Porto.
Em Portugal está acontecendo um movimento de tentar uma aproximação do Vinho do Porto com o público jovem e por isso os drinks usando a bebida estão bem populares. Eu já tinha provado em um restaurante de Lisboa o Porto Tônica (Vinho do Porto + água tônica + gelo) e amei.
Vinho do Porto Rosé para drinks e coquetéis: tão bom que durou pouco!
Por isso, na loja da Sandeman, ao invés de comprar um Vinho do Porto, que não é um estilo de vinho que eu tomo normalmente, trouxe essa garrafa de Vinho do Porto Rosé que é indicada para fazer drinks e coquetéis. Foi uma ótima compra e inclusive desde o dia que eu cheguei de Portugal até o dia que escrevo esse artigo, o meu Vinho do Porto Rosé já acabou e virou uma linda jarra de água ou vaso para flores kkkk.
P.S. Segundo as normas da Receita Federal brasileira, a quantidade máxima de vinho que um viajante pode trazer para o Brasil é de 12 litros, equivalente a 16 garrafas de 750 ml de vinho.
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Engana-se quem pensa que visitar uma vinícola é um programa só para adultos ou enófilos! Descobrimos uma vinícola no Chile, no charmoso Vale do Rosário, que é um dos poucos produtores do país que recebem crianças: a vinícola Matetic.
Assista aos stories abaixo para conhecer este lugar maravilhoso:
Todas as bebidas da vinícola chilena são 100% orgânicas e biodinâmicas. Isso significa que todo o processo de produção, desde a plantação das uvas até a colheita e o preparo dos vinhos, é baseado no equilíbrio da natureza. Por isso, os frutos crescem, são colhidos e armazenados sem o uso de agrotóxicos, fertilizantes ou conservantes químicos.
Quem quiser saber mais sobre o assunto pode participar do Tour Biodinâmico, um dos principais passeios dentro da propriedade da Matetic. A programação é dividida em quatro etapas. Na primeira é feita uma caminhada pela “Trilha dos Sentidos”, passando pelo vinhedo mais antigo da vinícola, durante a qual são descritas as características climáticas do Vale do Rosário e explicados os conceitos da agricultura orgânica e biodinâmica.
Na sequência acontece uma visita ao Jardim Biodinâmico, em que é possível conhecer algumas das plantas utilizadas para a produção dos preparados biodinâmicos e da importância da biodiversidade no campo. Trata-se de um lugar perfeito para ver aves e insetos nativos dessa região do Chile.
O tour continua para a parte externa da Bodega, onde é mostrado o processo de transformação da fruta em um dos melhores vinhos do país, e finaliza com uma degustação no Empório de duas taças da linha Corralillo e de duas da linha EQ.
Gosta de viajar e apreciar um bom vinho? Então está na hora de conhecer as vinícolas de Serra da Mantiqueira e provar os vinhos da Colheita de Inverno!
Visitar as cidades da Serra da Mantiqueira, entre SP e MG, já é um programa e tanto pela paisagem, a culinária, o clima, o contato com a natureza e toda aquela energia boa da serra. E que tal misturar tudo isso com um vinho de qualidade?! É lá, nas vinícolas da Serra da Mantiqueira, onde a gente vai encontrar os chamados vinhos de inverno!
Para entender a fama: o que é a Colheita de Inverno
Antes de mais nada, é importante dizer que estamos falando de vinhos finos, elaborados com as uvas viníferas. Não estamos falando do vinho de mesa, o popular “vinho de garrafão”, feito com uvas americanas, iguais as que a gente come.
O destaque da Serra da Mantiqueira no enoturismo vem acontecendo graças a uma técnica chamada dupla poda (ou poda invertida). A introdução dessa técnica é recente, há 20 anos apenas, e é através dela que hoje as vinícolas aqui do Sudeste conseguem fazer a colheita de inverno.
Os vinhedos da Stella Valentino, a mil metros de altitude
Isso porque a colheita no hemisfério sul é feita no verão. Mas o clima chuvoso da estação na Serra da Mantiqueira impossibilita a maturação saudável das uvas.
E ai, com essa técnica da dupla poda, que engana o ciclo natural dos vinhedos, as uvas amadurecem no outono – época de dias quentes e ensolarados e noites frias – e são colhidas no inverno! Resultam em vinhos excepcionais que valem muita a degustação!
Na Serra da Mantiqueira você vai encontrar vinhos de inverno principalmente das variedades Syrah e Sauvignon Blanc.
No rótulo você vai encontrar a informação de que se trata de um vinho proveniente da colheita de inverno.
No rótulo você vai encontrar a informação que o vinho é proveniente da colheita de inverno
E para conhecer os vinhos de inverno, estive nas cidades de Espírito Santo do Pinhal – SP (não confunda com Santo Antônio do Pinhal) e Andradas – MG em busca dessas vinícolas que estão se sobressaindo com a técnica da dupla poda.
Roteiro e vinícolas da Serra da Mantiqueira
Espírito Santo do Pinhal (SP)
Distante apenas 190 km de São Paulo, é a cidade que abriga a Guaspari, vinícola boutique de grande prestígio, que ficou mais famosa ainda depois que a garrafa do seu Syrah Vista da Serra 2017 estampou a capa da revista Decanter – a primeira vinícola brasileira a conquistar tal façanha.
A visita guiada à Vinícola Guaspari para conhecer o processo de produção dos vinhos, ver a cave das barricas e degustar alguns rótulos, é feita mediante reserva.
Dica: a reserva para a visita na Guaspari, feita no site, é bem concorrida… Eu mesma não consegui, pois reservei a pousada antes e, quando fui agendar os passeios, a Guaspari já estava lotada.
Mas quem não faz questão do passeio guiado + degustação, é possível entrar para conhecer o recém inaugurado Wine Bar (onde você pode pedir uma taça de vinho ao ar livre e, lógico, a loja!
A loja da Vinicola Guaspari
Andradas (MG)
De Espírito Santo do Pinhal (SP) a Andradas (MG) são apenas 26 km e foi lá que tive a chance de visitar mais duas vinícolas: Casa Geraldo e Stella Valentino.
Comecei o dia na Casa Geraldo, vinícola que começou sua história em 1969, com os vinhos de mesa (expliquei no início do post), mas com o sucesso da técnica da dupla poda, a Casa Geraldo também passou a produzir vinhos finos (embora ainda tenha uma demanda muito grande nos vinhos de mesa).
A Casa Geraldo é um complexo turístico e vale muito a visita pela grandiosidade do lugar. Acho que quem vai com crianças é a vinícola mais interessante pelo espaço. Possui restaurante, loja e espaço para eventos (durante a minha visita estava sendo organizado um casamento – já quero renovar minhas bodas kkkk).
Durante a visita pelos vinhedos da Casa Geraldo, explicação sobre a dupla poda e degustação
Aqui você tem a opção de vários tipos de visita, desde um piquenique no vinhedo a tours guiados pela vinícola, com degustação de vinhos e de espumantes em processo de elaboração nas autoclaves. É uma aula ao vivo e muito bacana!! Também é possível fazer um almoço harmonizado no restaurante (lógico que eu também optei por essa escolha rs).
Degustação de espumante ainda em elaboração nos tanques de inox da Casa GeraldoUma super novidade na Casa Geraldo: tanques de concreto, ainda em fase de testes e experimentos
De lá, parti para a Stella Valentino, também em Andradas, um dos precursores da técnica da dupla poda. Passeamos pelos vinhedos e depois degustamos os rótulos da vinícola.
A entrada na Stella Valentino
O ponto alto deste passeio é sentar com o Sr. José Procópio Stella, agrônomo e proprietário da Stella Valentino. Seus antepassados vieram de Vêneto, na Itália, e começaram o cultivo de videiras para produzir vinhos para consumo próprio. Foi em 2002 que a Família Stella começou a produção de vinhos finos de inverno.
Entre um vinho e outro, o Sr, Procópio, hoje com 71 anos, e com uma simpatia e carisma excepcional, compartilha todo o seu vasto conhecimento, conta a sua história e relembra da época de menino quando comia a uva do pé junto com seu irmão. Não à toa, conhece suas terras de vinhedos como ninguém!
Degustação com o Sr. José Procópio Stella, proprietário da vinícola
Fiquei emocionada diversas vezes durante a degustação e bate papo. A cada gole, a gente consegue sentir toda a sua paixão e entende ainda mais porque o vinho é tão relacionado a experiências que ele carrega do que apenas o fato de ser uma bebida.
“Cada garrafa que você abre é uma história”, Sr. José Procópio Stella.
A degustação acontece em um salão da casa originária desde as primeiras gerações da família, com móveis rústicos e com todo aquele acolhimento de um sítio: janelas abertas que enquadram o verde, visita de esquilos, macaquinhos e passarinhos.
O salão de degustação: lugar de aromas, sabores e muitas histórias de vida
Provamos o Sauvignon Blanc Lonoris, o rosé Syrah Malus, o Syrah Modestus e o Tempranillo Angelus. Os nomes são uma homenagem aos antepassados.
Impossível não trazer para casa as histórias engarrafadas do Sr. Procópio. São vinhos muito elaborados, de extrema qualidade, que surpreendem o paladar.
P.S. Como não havia um “motorista da rodada”, pedi indicação para a pousada e contratamos um motorista da cidade, que nos levou em todas as vinícolas. Se beber, não dirija!
Onde se hospedar em Espírito Santo do Pinhal
Ficamos na Hospedaria Casa da Pedra, uma pousada mágica e aconchegante, encravada sobre uma rocha, a 1.100 metros de altitude.
Vista do Por do Sol na hospedaria Casa da Pedra
As suítes são muito charmosas, com vista para a mata nativa. Tem piscina, dá para fazer trilha, café da manhã muito gostoso e um atendimento muito simpático.
Janela da minha suite na Hospedaria Casa da Pedra
O jantar na pousada é muito agradável, montaram as mesas na área da piscina, com fogueira e música ao vivo.
Jantar com fogueira e, claro, vinho!
É bom saber que a carta de vinhos da pousada prestigia a Serra da Mantiqueira – taí uma ótima oportunidade para você conhecer alguns rótulos de vinícolas da região que você não vai conseguir visitar.
Por exemplo, escolhi um espumante premiado Sous Les Escaliers da Vinhos Maria Maria, que fica no sul de Minas, mas muitos quilômetros distante de onde eu estava.
A carta de vinhos da pousada prestigia os rótulos da Serra da MantiqueiraAntes de eu chegar, pedi para a pousada disponibilizar o espumante Maria Maria no meu quarto. Cheguei e ele já estava geladinho!
Gosta de Café?
Estamos em uma região cafeeira! Se sobrar tempo – ou se prefere o café ao vinho – tem o projeto Do Genoma à Xícara, que apresenta em seus passeios agendados toda a cadeia produtiva do café, desde a muda a torrefação.
Já no centro de Espírito Santo do Pinhal tem o Museu do Café, onde é possível fazer uma visita guiada com a historiadora Marly de Alencar Xavier.
Anote a principal dica: um final de semana é pouco!
É uma viagem para ir com crianças?
Esse é um ponto importante e que vai até merecer um outro post!
Já fiz uma visita com as crianças à Bodega Bouza, em Montevidéu, e foi muito gostoso, eles provaram a uva tannat do pé, curtiram os espaços ao ar livre e nós, adultos, conseguimos degustar os vinhos.
Teodoro comendo uvas do pé na Bodega Bouza, em Montevidéu
Também já participamos da Pisa da Uva na Quinta do Olivardo, em São Roque (SP), com os filhos e foi uma experiência muito divertida.
Mas desta vez a finalidade da viagem foi para degustar, conhecer, ouvir histórias e, principalmente, aprender.
Embora as visitas às outras vinícolas com as crianças tenham sido super proveitosas, vocês devem imaginar que a gente não consegue prestar atenção direito no que o guia fala, que uma hora ou outra tive que chamar a atenção das crianças, enfim. O intuito era outro!
A pousada que ficamos, a Hospedaria Casa da Pedra, não oferecia nenhuma atividade nem espaço voltado para os pequenos … É o estilo de uma pousada mais romântica ou para ir com amigos, embora não haja restrição nenhuma.
A minha dica para quem vai com crianças é ficar em outro hotel, a Pousada Famiglia Barthô, que oferece mais opções de entretenimento, como espaço kids, playground, campo de futebol, etc.
Na Vinícola Guaspari não é permitida a visitação guiada com degustação com crianças.
Já na Casa Geraldo é permitido crianças em alguns passeios, e inclusive servem suco de uva para os pequenos.
Na Stella Valentino não há restrição, mas a degustação acontece em um salão, onde ficamos sentados batendo papo com o proprietário da vinícola por cerca de 1 hora. Com certeza, se eu estivesse com meus filhos, teria pedido licença para sair com eles antes mesmo da primeira taça.
A convite da Quinta do Olivardo, adega e restaurante português, participamos no último sábado da tradicional Pisa da Uva, uma festa que celebra a temporada da colheita da uva (chamada de vindima), que acontece entre janeiro e fevereiro. A vinícola fica na cidade de São Roque, a 60 km de São Paulo.
A Rota do Vinho
A Rota do Vinho inclui 3 estradas e é formada por mais de 30 estabelecimentos, entre vinícolas, restaurantes e lojas. A Estrada do Vinho possui 10 km e é a mais importante e conhecida estrada da Rota do Vinho – é lá onde fica a Quinta do Olivardo.
De São Paulo, levamos apenas 1 hora até a Quinta do Olivardo, tranquilo para fazer bate e volta. Mas quem quiser esticar o passeio, a cidade de São Roque tem uma boa oferta de hotelaria
Sempre acompanhados do som de um simpático grupo folclórico e as músicas tradicionais portuguesas, foi um evento super bem organizado – com vinho e suco de uva à vontade, comida maravilhosa e uma experiência incrível de participar de um processo artesanal do vinho, desde a colheita até a pisa.
O proprietário Olivardo Saqui nos explicou que os melhores e mais caros vinhos do mundo ainda são produzidas dessa forma artesanal, com os pés separando as uvas da casca do sumo e da semente.
Pisa da Uva
Chegando, recebemos um kit contendo chapéu de palha + caneca personalizada – incluindo as crianças. Depois de ouvir algumas palavras do proprietário Olivardo Saqui sobre a tradição e um pouco de sua história, somos levados até as parreiras, onde recebemos um cesto com tesoura e colhemos as uvas (e experimentamos uva do pé!)
Os visitantes vão se espalhar pelas videiras e colher as uvas do pé
Depois de colhidas as uvas, vamos todos para a área do lagar, uma construção feita de pedras, com formato retangular, idêntico aos encontrados nas vinícolas portuguesas. Casa visitante deposita as suas uvas e então começa a pisa – sempre animada com muita música lusitana!
“Esse processo manual separa as uvas da casca do sumo e da semente. Nas prensas esse processo demora minutos, mas com os pés é um trabalho de horas, que vale cada minuto, pois a qualidade e o sabor do vinho são densos em cores e sabores”, afirma Olivardo Saqui, proprietário da Quinta do Olivardo.
Todo essa uva vai virar vinho e suco. Em novembro acontece a Festa de São Martinho, o padroeiro das vinhas, quando abrem os tonéis de vinhos da Pisa da Uva. Cada participante da Pisa recebe um vale vinho que poderá ser retirado nesta festa.
O almoço na Quinta do Olivardo
Depois da pisa, todos os participantes são direcionados ao restaurante. No cardápio, entrada com bolinho de bacalhau, Espetada Madeirense e depois um delicioso Bacalhau à Moda. De sobremesa, não poderia faltar o tradicional pastel de Belém! E sempre com suco de uva e vinho à vontade.
Não deixe de passar na lojinha e trazer para casa os vinhos e sucos da casa!!