Muita gente que está planejando a próxima viagem está bastante receosa e pensa até mesmo em cancelar por conta do coronavírus. Entrevistei o médico Alexandre Piva Sobrinho, professor de infectologia da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) para falar sobre o assunto
Conversei com Dr. Jessé Alves, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK, uma das indústrias farmacêuticas líderes no mundo, sobre a importância da vacinação antes de viajar. Mas de quais vacinas estamos falando? Leia a entrevista e descubra!
Planejar uma viagem envolve diversos tipos de pormenores, como checar se a documentação está em dia, separar roupas de acordo com a previsão do tempo, fazer reservas de passeios e tours, trocar o seu dinheiro pela moeda local etc. Mas o que muita gente se esquece é de verificar se a sua carteirinha de vacinação está em dia!
Se tem uma recomendação que posso dar para as famílias que estão planejando uma viagem é: não abra mão do seguro viagem! Sem ele, um contratempo pode se tornar uma grande dor de cabeça!
foto: pexels.com
Quando fomos para Miami, o Teodoro foi brincar em um dos parquinhos que tinham ao longo da Ocean Drive e caiu com a mão no chão. Chorou bastante e em pouco tempo o pulso estava bem inchado. Mediquei com um analgésico que tinha levado (leia aqui o post sobre “Quais remédios levar em uma viagem com crianças”) e aguardamos mais um pouco. O pulso continuava a inchar e, em conversa com a pediatra deles por Whatsapp, decidimos levá-lo a uma clínica.
O seguro saúde que eu havia contratado tinha uma cobertura de US$ 24.000 e funcionou muito bem. Ligamos para o número indicado no voucher, relatamos o ocorrido e em poucos minutos nos retornaram indicando uma clínica credenciada mais próxima. Chegando lá, apresentamos os documentos e o seguro autorizou o atendimento médico, que também incluiu raio-X e a imobilização do braço do Teodoro.
Eu realmente nem sei o quanto esse tipo de evento poderia ter nos custado. Isso porque nos EUA os hospitais, clínicas e profissionais da saúde estão entre os mais caros do mundo. Os testes diagnósticos e medicamentos custam muito mais do que no Brasil – e são cobrados em dólar.
Uma consulta em clínica nos EUA pode custar até US$ 500 e, em um hospital, chega a US$ 6 mil. Em casos de internação, o paciente pode ter que desembolsar até US$ 50 mil.
Para a nossa próxima viagem (para o Canadá, leia o post clicando aqui), contratamos um seguro viagem com cobertura de US$ 30 mil, mas existem planos que cobrem de US$ 200 mil a até US$ 1 milhão. Alguns planos de saúde e cartões de crédito também ofecerem seguro de viagem. Acionei o meu plano de saúde para o Canadá, mas a cobertura é baixa, de R$ 15 mil.
Para quem viaja para Cuba, Venezuela e Equador, o seguro viagem é exigido. Os dois primeiros estipulam um mínimo de cobertura de US$ 10,8 mil e US$ 40 mil, respectivamente. Para destinos da América do Sul, Central e Caribe, não é exigido, mas altamente recomendado ter um seguro saúde.
Para a Europa, os países que fazem parte do Tratado de Schengen estabelecem como requisito para entrada um seguro viagem com cobertura para assistência médica no valor mínimo de € 30 mil.
Já para os países da Ásia, Oceania e África não é obrigatório a contratação de um seguro viagem, mas ainda assim é muito importante não deixar esse item de fora.
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Dia 31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco e dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos 25 anos a porcentagem de fumantes diários no país caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres (dados de 2017). E posso dizer com o maior orgulho que faço parte dessa estatística!
Comecei a fumar aos 16 anos. Quando percebi, fumava um maço inteiro (do Marlboro vermelho) por dia. Nas noites que eu saía para beber com os amigos, fumava fácil mais de um maço, totalizando 2 maços durante o dia todo. O cigarro fazia parte da minha rotina desde a hora que eu acordava. Podia ser a hora que fosse, mas meu dia só começava depois de uma xícara de café e um cigarro.
Mas também na minha época de fumante era menos restritivo: podia-se fumar em restaurantes, bares, locais fechados, em qualquer lugar! Para ter uma ideia, eu trabalhava em uma assessoria de imprensa cuja dona também era fumante. Naquele escritório era super normal você ter um cinzeiro na sua mesa.
Então eu fumava a hora que eu bem entendesse. Na minha mesa… Do trabalho! Que época mais egocêntrica que nós, os fumantes, vivemos, né, sem se preocupar com o vizinho… Ainda bem que tudo mudou. Já viajei na época que era permitido fumar dentro do avião! Não consigo mais imaginar como seria isso!!
Tentei parar algumas vezes. Poucas vezes. Até com aqueles adesivos de nicotina já tentei. Mas não passava de poucos dias até eu acender um cigarro. Casei e depois veio a vontade de engravidar.
Dizia para o meu marido que quando eu engravidasse iria parar de fumar pra valer! Tentei engravidar por uns 6 meses e nada. Eu já tinha lido que o tabagismo poderia afetar a fertilidade, mas não conseguia me livrar daquele vício por nada! E também morria de medo de engravidar e não conseguir parar de fumar.
A Gravidez
Eis que a menstruação atrasa e lá fui eu comprar o exame de farmácia para detectar a gravidez. Nunca, nunca vou me esquecer desse dia! Voltei da farmácia, sentei em frente ao computador, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame.
Dei longas tragadas, curtindo mesmo aquele momento… o tal do raro prazer, propaganda do antigo Carlton rs. Enfim, apaguei a bituca, fui pro banheiro, fiz o exame e … POSITIVO!!! Voltei para a sala, peguei o maço de cigarro e joguei no lixo.
“Voltei da farmácia, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame”. Photo credit: massimo ankor via Visualhunt.com / CC BY-NC
Como eu disse lá em cima, eu já tinha tentado parar de fumar algumas vezes, mas dessa vez me apeguei na gravidez e foi mais fácil do que eu imaginava! Finalmente eu consegui largar o cigarro após 16 anos fumando!
A mudança de hábito me ajudou bastante também! Como estava grávida, não tomava mais bebida alcoólica. No início parei de tomar café e troquei por suco de laranja. Depois voltei com o café descafeínado e foi tudo bem.
Aí comecei a comer muito chocolate durante toda a gravidez! Era doce que não acabava mais (mas eu fazia o pré-natal direitinho, então estava acompanhando a taxa de açúcar no sangue).
Eu ainda sentia vontade de fumar, principalmente nos momentos que passava por alguma tensão. Mas eu consegui ser firme, sempre pensando no meu bebê. Lembro muito de um amigo que havia parado de fumar, que disse que a vontade nunca vai embora, ela sempre vai aparecer. O que vai mudar é que você vai conseguir se controlar melhor. Mesmo depois que meu filho nasceu, eu dizia para mim mesma que se eu quisesse muito fumar, tudo aquilo era temporário… eu poderia voltar a fumar se eu quisesse, só tinha que ser depois de desmamar.
Bem, meu filho parou de mamar no peito depois de 1 ano. Ou seja, eu já estava há 1 ano e 9 meses sem fumar. Minha opinião sobre voltar a fumar tinha mudado… Eu já tinha passado tanto tempo sem dar um trago, não podia voltar atrás. Mas ainda sentia vontade de fumar. Quando voltei a tomar cerveja, então…minha nossa!
A Recaída
Foi então que no carnaval, quando o Teodoro tinha 14 meses (e eu 23 meses longe do cigarro), conseguimos um “vale folia”. Deixamos meu filho com a minha sogra no final de semana e fomos pular o carnaval nos bloquinhos de São Paulo. Programa de adultos! Bebemos bastante e me bateu uma vontade incontrolável de fumar. Pedi um cigarro. Sou bem grandinha, não admiti que alguém me negasse um cigarro, né? Sabia muito bem o que estava fazendo.
Nossa, percebi o quão forte é um cigarro. Dei alguns tragos e fiquei super tonta, parecia que estava me dando barato! E não foi viagem minha, não! Li que a nicotina atua no sistema nervoso central da mesma forma que a cocaína, heroína e álcool, porém de maneira mais rápida, chegando ao cérebro entre sete e 19 segundos
Acho que nem consegui fumar o cigarro inteiro. Mas aí sabe o que aconteceu? Bateu novamente a vontade incontrolável de fumar. Falei: quer saber? Não vou ficar filando cigarro! Vou comprar um maço!
Foram muitas horas de carnaval, muitas cervejas e quase um maço in-tei-ro em uma tarde. Nem preciso dizer como foi minha ressaca, né? Parecia que eu ia morrer!
No dia seguinte, a princípio, fiquei chateada por ter quebrado o meu jejum de quase 2 anos sem fumar. Mas eu sabia também que havia sido um impulso de carnaval. O comportamento que resultou naquela vontade incontrolável de fumar não caberia na minha rotina do dia a dia. E assim foi, não pensei mais em cigarro.
Campanha contra o fumo: “Your body is your home. Don`t smoke/ Seu corpo é sua casa. Não fume”.
Tratamentos
Pouquíssimo tempo depois do carnaval (e da minha recaída), engravidei novamente. E desta vez foi pela Alice que não cheguei mais perto de um cigarro. Não vou negar que muito de vez em quando dá vontade… Mas do mesmo jeito que a vontade vem, vai embora rápido! Mesmo com as cervejinhas a mais (rs). Uma coisa que eu não sabia é que a dependência química causada pela nicotina do cigarro é reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde desde 1997.
Jaqueline Xavier, gerente de gestão em saúde da Vitallis Sanitas, operadora de planos de saúde no Brasil, explica que em muitos casos, o tabagista precisa de apoio para largar o vício. “O próprio Sistema Único de Saúde (SUS) oferece desde 2004 um tratamento gratuito nas Unidades Básicas de saúde e nos hospitais para quem deseja parar de fumar e não consegue”, completa.
O tratamento pode passar por grupos de apoio com ajuda psicológica aliado à terapia medicamentosa. A avaliação médica é indispensável para indicar o tratamento ideal personalizado a cada paciente.
Tenho muito orgulho de ser ex-fumante, reconheço o meu esforço e serei eternamente grata aos meus filhos Teodoro e Alice, pois por eles consegui largar o vício e manter-me firme nesta decisão. Mas não julgo quem não conseguiu parar de fumar… Sei que é extremamente difícil. É uma droga, né?Mas vale a pena tentar, seja quantas vezes for! Quer motivos? O pneumologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dr. Waldomiro José, explica. “A cada dia sem fumar, diminui o risco de câncer e doenças cardíacas, a respiração fica mais fácil, há melhora no desempenho físico, mental e sexual. Além disso, as pessoas que convivem com o fumante também são poupadas das toxinas, pois não podemos esquecer que os fumantes prejudicam a si mesmos e ao outro, provocando doenças pelo tabagismo passivo. Por último, ainda há benefício econômico, já que não gastarão mais com maços de cigarro”, finaliza.
P.S. Já li que toda vontade que você tem (de tudo: cigarro, chocolate, compras compulsivas, mensagens de texto alterada rs) duram apenas 5 minutos. Então, na hora que bater aquela vontade de fazer besteira…please…espere apenas 5 minutos que passa!
Mais de 100 razões para parar de fumar (extraído INCA – Instituto Nacional do Câncer):
Ao parar de fumar os benefícios à saúde são quase imediatos, conforme demonstrado a seguir:
Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram
Você sabia que o dia 05 de maio foi instituído pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como o Dia Mundial da Higienização das Mãos? É nessa data que entidades da área de saúde de todos os países promovem campanhas para conscientizar profissionais de saúde e população de como o ato de lavar as mãos pode evitar vários tipos de doenças, principalmente infecções.
Photo credit: UGA College of Ag & Environmental Sciences – OCCS via Visual Hunt / CC BY-NC
De acordo com a OMS, doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta podem ser reduzidas em até 40% com o simples ato de lavar as mãos.
“Ao longo do dia tocamos em objetos que contêm inúmeros microrganismos e podem passar para as nossas mãos. No momento em que tocamos os olhos, nariz, boca e mesmo a comida eles conseguem entrar em nosso corpo e causar infecções e doenças como a gripe, por exemplo”, explica a infectologista pediátrica, Fabianne Carlesse, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).
Será que as pessoas estão lavando as mãos? A infectologista Fabianne Carlesse listou as 10 ocasiões essenciais para lavar as mãos.
P.S. Depois de ler essa lista, você pode pensar “dard, cadê a novidade?”. Mas, ACREDITE, tem MUITA gente que não leva tão à sério a higienização das mãos. Já aconteceu comigo de receber pessoas na minha casa que chegaram da rua, vieram de transporte público, não lavaram as mãos e ainda pegaram minha filha, na época bebezica de poucos meses. Imaginem como não fiquei fula da vida? Nossa, gente, lavar as mãos é o básico, do básico, do básico da higiene, né?!
Lave:
1 – Sempre que chegar da rua e quando suas mãos estiverem visivelmente sujas
2 – Antes de preparar as refeições
3 – Após usar o banheiro, trocar de fraldas ou levar crianças ao banheiro
4 – Antes e após cuidar de crianças que estão doentes
5 – Após assoar o nariz, tossir ou espirrar
6 – Após brincar com animais de estimação
7 – Após mexer no lixo, jardim ou limpar a casa
8 – Antes e após o cuidado de feridas
9 – Antes e após administrar medicações
10 – Após mexer ou lidar com dinheiro
Além do dia 05 de maio, também existe a campanha do Dia Mundial de Lavar as Mãos (Global Handwashing Day), em 15 de outubro. A data foi co-criada pela LifeBuoy, marca da Unilever, e lançada mundialmente em 2008. No Brasil a campanha chegou em 2010.
E se você, assim como eu, lava as mãos corretamente, mas infelizmente já se deparou com pessoas que ainda não têm esse hábito (oi???), compartilhe esse texto. Vamos dar um toque nessa turma aí! #ficaadica
Nós, mães, sabemos que com filho em casa não dá para vacilar 1 segundo! Basta um rápido descuido e a criança – aquela mesma, que a gente ACHA que já entende – pode fazer alguma besteira.
Por isso quero deixar uma dica valiosa pra vocês, que é o Ceatox, Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Peguei a dica em um grupo de mães do Facebook e infelizmente já tive que usar :/
O Ceatox-SP funciona 24 horas por dia, fornece informações e orienta a população em geral sobre casos de envenenamento, exposição a substâncias tóxicas, contaminação com defensivos agrícolas, acidentes com animais venenosos e reações adversas a medicamentos, via telefone, auxiliando no diagnóstico e tratamento. A equipe de plantonista é composta por médicos, farmacêuticos e enfermeiros. O plantonista informará se há necessidade do paciente ir ao hospital, ou se o mesmo pode ficar em casa. Além disso, ele poderá orientar alguma conduta que possa ser realizada em casa.
No meu caso liguei para o Ceatox porque percebi que a farmácia cometeu um erro (e eu também, de não verificar) e me vendeu um xarope adulto e não o pediátrico, apesar de ter apresentado a receita correta. Já tinha oferecido duas doses para o meu filho no dia. Aí fiquei naquela: “putz, e agora, o que eu faço??”. Esperar pra ver se aparece alguma reação, obviamente não dá! Antes de me desesperar e pensar em uma possível super dosagem, liguei no Ceatox para saber se poderia haver algum problema. Informei todos os dados solicitados da embalagem do remédio, além de idade e peso do meu filho. Fui muito bem atendida! E (ufa), graças a Deus, não era necessário ir ao PS porque AQUELE xarope era seguro.
Já vi algumas mães sem saber como agir porque o filho comeu pomada para assadura, tomou shampoo…ou seja, o perigo pode estar em qualquer canto de casa e a gente nunca sabe o que isso pode causar. Isso sem falar com as substâncias extremamente perigosas, que não sabemos quais os primeiros procedimentos a serem tomados antes de ir ao PS. Por isso, minha dica é anotar o telefone do Ceatox no celular, na agenda, na geladeira, aonde for…