Que tal viver uma experiência diferente em Serra Negra e aventurar-se em um jipe pelas estradas da área rural entre café, vinho e natureza?
Conhecida pelo clima de montanha, pelas compras e pelas suas fontes com águas terapêuticas, Serra Negra, que faz parte do Circuito das Águas Paulista, a pouco mais de 150 km da capital paulista, vem ganhando força com um novo olhar: o Turismo Rural.
Uma pesquisa da Booking.com apontou que 40% dos brasileiros desejam vivências ligadas à natureza e às áreas rurais, e Serra Negra é um prato cheio para quem busca esse tipo de turismo.
A cidade carrega em seu DNA o cultivo da terra — marcada pela colonização italiana impulsionada pelo ciclo do café. E são essas heranças que hoje se transformam em experiências, onde a gente visita, aprende, degusta e se conecta com a natureza e com os produtores locais!
Quem leva
Em um passeio de 3 horas – disponível tanto pela manhã quanto à tarde, inclusive em dias de semana – a Serra4x4, pioneira no turismo rural em Serra Negra, busca os visitantes diretamente no hotel e os leva pelas estradas de terra. No caminho, há paradas em adegas, cachaçarias e fazendas de café – esqueça a sua preocupação em beber e dirigir! Esses roteiros podem ser personalizados também.
Importante dizer que não é apenas um leva e traz. Os guias da Serra4x4 sabem tudo da região e enriquecem o passeio com histórias, informações e curiosidades!
Pajero da agência Serra 4×4 preparada para aventuras off road
Rota Rural em Serra Negra
O nosso passeio começou na Família Silotto, em uma propriedade que atravessa gerações desde que Pietro Silotto, vindo da região de Treviso, na Itália, se encantou com as terras do bairro Três Barras e decidiu fincar ali suas raízes.
O parreiral, com mais de 100 anos, é aberto à visitação. Além das videiras, também conhecemos o cultivo da cana-de-açúcar. Entre histórias de família, preservadas em um pequeno museu dentro de um antigo barril de 60 mil litros de cachaça, e a produção artesanal de vinhos finos e de mesa, dá para sentir o quanto a tradição continua bem viva.
E claro, nada melhor do que fechar a visita experimentando os produtos feitos ali mesmo. Para quem vai com crianças, também tem degustação do suco de uva da Adega Silotto.
Vinhos e cachaças na Família SilottoRetratos e lembranças no pequeno museu da Família SilottoOs parreiras da Família Silotto
A parada no Sítio São Geraldo, produtor do Café Nonno Marchi, é outro destaque do roteiro. A propriedade está na mesma família há mais de 50 anos e hoje é comandada por Roberto Marchi e Rosana Marchi, que se dedicam à produção de cafés especiais e ao manejo sustentável. Os grãos já conquistaram prêmios importantes, inclusive o título de 2º Melhor Café do Estado de São Paulo em 2020 e o 1º lugar no Concurso Regional do Circuito das Águas Paulista.
Ali não é só sobre provar café: é viver a experiência do grão à xícara. Caminhamos entre os cafezais, vimos de perto os terreiros onde os grãos secam ao sol e até brinquei de revolver o café.
Depois, em um bate papo com o barista Diego Silva sobre as diferentes torras e perfis de grãos, entendemos como cada detalhe influencia no sabor final.
O encontro terminou com o preparo de um café especial, que transforma a degustação em um verdadeiro ritual.
A visita ao Café Nonno Marchi é cheia de experiênciasDegustação do Café Nonno Marchi
Na Família Carra, no Sítio Bom Retiro, a visita começou na exclusiva adega de reserva da família, um espaço preservado desde o século XIX, onde estão guardados vinhos antigos que só são abertos em celebrações muito especiais.
Entre prateleiras cheias de garrafas, objetos de época e memórias da imigração italiana, é impossível não sentir a força da herança transmitida de geração em geração.
Seguimos para a degustação: nada menos que 10 rótulos de vinhos artesanais, elaborados com uvas cultivadas no Rio Grande do Sul e trazidas até Serra Negra. Tintos, brancos e rosés revelam a paixão da família pela enologia, que segue firme na 5ª geração, mantendo a mesma dedicação dos antepassados italianos.
Entrada da propriedade da Família CarraTalita Carra dando uma aula na degustação dos vinhos da vinícolaAnos de tradição nos vinhos da Família Carra
Pôr do sol
Foi no Mirante Alto da Serra, um dos picos mais alto de toda a região, com 1.310 metros acima do nível do mar, que o nosso roteiro encerra em grande estilo: o pôr do sol com uma vista privilegiada das montanhas.
O local é ponto de referência para a prática de voo livre, como asa-delta e parapente. Conta com estacionamento e uma praça de alimentação.
Não deixe de provar o chopp da Dortmund, microcervejaria artesanal de Serra Negra que montou um container no Alto da Serra com o a vista panorâmica!
Vista panorâmica do mirante Alto da SerraChopp artesanal com pôr do sol para fechar o dia!Espetáculo a 1.310 metros de altitude
Press trip realizada a convite do Visite Serra Negra e Ashores (Associação de Hotéis, Restaurantes e Similares de Serra Negra).
Família Silotto: Rodovia SP 105 (Dr. Rubens Pupo Pimentel) KM 9,3 – Serra Negra – SP
Família Carra: Rodovia SP 360 Km 158.5 – Serra Negra – SP
Café Nonno Marchi Estrada Municipal José Amatis Franchi – Bairro da Serra – Serra Negra -SP
Container Dortmund – Instagram oficial – Alto da Serra – Serra Negra – SP
Onde se hospedar em Serra Negra
Desta vez eu fiquei hospedada no Paladium Hotel, no centro de Serra Negra. Com café da manhã incluso, o hotel possui piscina, salão de jogos e localização privilegiada por estar a poucos metros da rodoviária de Serra Negra e principais pontos turísticos do centro da cidade, como Teleférico, Fontana di Trevi, a rua de compras Coronel Pedro Penteado, além de bares e restaurantes.
Em uma press trip gastronômica de 7 dias, percorri 10 municípios no interior de São Paulo e visitei 15 estabelecimentos que compõem a Rota Gastronômica Alta Mogiana, Raízes do Campo e Lagos do Rio Grande. Essa foi uma press trip à convite da Secretaria de Turismo de São Paulo (Setur) e do Mundo Mesa, onde participei da Semana Sabor de SP e descobri as delícias e tradições culinárias dos municípios.
O que é Sabor de SP e as Rotas Gastronômicas
O Sabor de SP é o maior programa de valorização da gastronomia paulista, uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) em parceria com o Mundo Mesa, responsável pela revista Prazeres da Mesa, e o Senac.
Para promover os produtores locais e estabelecimentos, foram mapeadas Rotas Gastronômicas em 301 cidades, destacando a riqueza e diversidade dos sabores de São Paulo.
O programa conta com 13 rotasgastronômicas que impulsionam a economia de 35 regiões turísticas do estado.
extraído da Secretaria de Turismo de SP
Como parte dessa iniciativa, a Setur-SP organiza press trips com jornalistas, influenciadores e agentes de viagem para vivenciar essas experiências gastronômicas de perto.
E eu estava lá para, literalmente, provar tudo isso e contar para vocês.
Saímos da cidade de São Paulo rumo ao norte do Estado e percorremos aproximadamente 1.200 km no total para conhecer os estabelecimentos selecionados da Rota Gastronômica Alta Mogiana, Raízes do Campo e Lagos do Rio Grande, entre produtores, restaurantes, bares, empórios, cachaçarias, vinícolas e cervejarias.
Pausa no meio do caminho (ops, da leitura): minha experiência como jornalista (e mãe)
Foram dias intensos, de muita estrada, muitos quilômetros rodados e surpresas muito boas. Vocês imaginam o quão deliciosa foi essa viagem!
Mas sou mãe, né gente, e entre uma parada e outra, meu coração rasgava de tantas saudades que eu sentia da minha família durante esses 7 dias. Eu queria voltar, retomar a minha rotininha com eles (ahhh, zona de conforto, sua linda), mas eu também queria muito estar ali, com o olhar atento de jornalista, vivenciando e registrando cada detalhe dessa experiência.
A cada lugar novo que eu conhecia do interior do nosso Estado, ser recepcionada com tanto carinho (e com mesas tão fartas rs), aquecia meu coração novamente. Era como se eu me recarregasse naquela energia boa vinda dos pequenos produtores que dedicam suas vidas à gastronomia e ao turismo de experiência.
E que experiência única para sentir, degustar e se conectar com a essência da culinária local e das histórias que atravessam gerações. Em praticamente todos os lugares por onde passamos, a base era sempre a mesma: família. E talvez tenha sido esse gostinho de lar que me fez sentir tanto a falta da minha.
Por isso, muito mais do que um mini guia dos estabelecimentos que visitamos nas Rotas Gastronômicas de SP, essa matéria é também um agradecimento por cada história partilhada e por cada prato servido com tanto afeto.
Fica aqui o convite para quem é da região e também para aqueles que adoram explorar o interior de São Paulo — são destinos recheados de sabores, tradição e hospitalidade!
Rota Gastronômica Alta Mogiana, Raízes do Campo e Lagos do Rio Grande
Rota Turística Raízes do Campo
— > Ribeirão Preto
Um dos polos mais importantes do interior paulista, Ribeirão Preto, famoso pelo agronegócio, tem uma forte ligação com a produção de cerveja artesanal — afinal, foi lá que nasceu a tradicional Cervejaria Pinguim, em 1936. A cidade, chamada de “Califórnia Brasileira” pela prosperidade econômica, também atrai visitantes com sua intensa vida cultural e espaços históricos como o Theatro Pedro II, o terceiro maior teatro de ópera do Brasil.
Restaurante da Tulha
Localizada em uma antiga fazenda de café do século XIX, à beira de um lago, o Tulha (nome que se dava ao depósito onde se estocava o café) é um restaurante que tem como carro chefe as moquecas, preparadas à moda capixaba e baiana.
Com 220 lugares, o espaço é encantador, oferece até pescaria no lago e tem uma área externa muito agradável. É daqueles passeios para uma tarde inteira!
Além da moqueca de tilápia, provamos o bobó, bolinhos de costela e o bife à parmegiana.
Avenida Eduardo Lucca Karaitti, 425 – Ribeirão Preto
Um boteco raiz com música ao vivo, porções bem servidas, cerveja gelada, decoração pitoresca e futebol na TV. Já conquistou cinco prêmios “Comida di Buteco”.
Provamos o premiado Pitel, um salgado com recheio cremoso nas versões carne seca com catupiry e camarão com catupiry, além do Ticary, prato que leva tilápia empanada, camarão à baiana e catupiry.
A sorveteria nasceu em 1966 e hoje conta com duas unidades em Ribeirão Preto. Produz sorvetes naturais feitos apenas com a polpa da fruta, sem emulsificantes, gordura hidrogenada, conservantes e aromatizantes. São mais de 60 sabores entre frutas regionais e do Norte e Nordeste.
Eu amei os meus sorvetes de Tamarindo e Jaboticaba, mas a turma pediu e aprovou também outros sabores, como abacaxi com hortelã, abóbora com coco, cupuaçu, amora, entre outros.
Unidade Campos Eliseos – Av. da Saudade, 901 – Ribeirão Preto
O município de Barrinha surpreende por sua forte tradição rural e por estar situada em uma das regiões mais férteis do Estado.
Fazenda Vista Alegre
Uma propriedade que oferece aos visitantes a experiência do turismo rural, seja como hospedagem ou day use. O carro-chefe do local é o doce de leite e o queijo feito com o leite do gado Jersey, criado na própria fazenda, de maneira orgânica.
A proprietária e professora Eva Maria Guidi Pinotti coordena as atividades voltadas para o público infantil, entre visitas ao museu da família (que conta também a história da imigração italiana na região), oficinas de queijos e lazer com piscinas e parede de escalada.
Fomos recebidos com queijos e doce de leite preparados lá mesmo e em seguida participamos da oficina, onde aprendemos e produzimos o nosso próprio queijo fresco.
Rodovia Pelegrino Marcos Guidi – Zona Rural – Barrinha
A cidade de Monte Alto é conhecida como “A Terra dos Dinossauros” por possuir mais de 30 pontos de coletas de fósseis. A cidade abriga o Museu de Paleontologia, que guarda peças descobertas em escavações locais, como ossos de dinossauros e outros animais pré-históricos. Monte Alto também é bastante conhecido pelo turismo religioso e explorado pelos ciclistas praticantes de mountain bike por fazer parte da Rota das Capelas, um percurso turístico de 90 km que passa por 13 capelas na região em meio às serras e paisagens rurais.
Cervejaria Maltvs
Idealizada por um grupo de amigos em um churrasco em 2014, a Cervejaria Maltvs abraçou a identidade dos dinossauros atribuída à cidade e incorporou o tema à sua marca, trazendo um dinossauro no logotipo.
Da produção caseira em panelas, ficaram conhecidos na cidade e partiram para a profissionalização. Um ponto que merece destaque é o uso de ingredientes que são produzidos na região, reforçando ainda mais a conexão entre a cultura local e a tradição cervejeira.
Degustamos as cervejas do tipo Cream Ale, Gose de Cajá, Sour de Seriguela, Summer Weiss, Session Ipa e Juicy Ipa. Difícil escolher a preferida, principalmente para quem, assim como eu, adora cerveja artesanal.
Depois da degustação, não resisti e precisei levar uma recordação de Monte Alto comigo. Escolhi a Califórnia, uma Cream Ale leve, refrescante e cheia de personalidade — não à toa, ela foi premiada no Festival de Blumenau, em Santa Catarina.
Se pensou em Santos Dumont, você não errou. Dumont é conhecida como a “Terra do Pai da Aviação”, já que foi onde viveu Santos Dumont. A cidade nasceu com a Fazenda Arindeúva, comprada por Henrique Dumont, pai de Santos Dumont. A cidade hoje abriga o Museu Santos Dumont e cultiva com carinho a memória do inventor.
Casa Veronezi
Na família dos irmãos Veronezi, a tradição de moer carne suína e preparar linguiças caseiras fazia parte do dia a dia. Com o tempo, a receita ganhou fama e passou a ser comercializada, preservando o sabor e a essência da fazenda.
Hoje, essa tradição se mantém viva na Casa Veronezi, comandada por Álvaro Veronezi, a 4a geração da família. Localizada na zona rural de Dumont, a Casa Veronezi mantém um açougue que atende os moradores da região, mas tem planos de receber futuramente os clientes para petiscar no local. Toda a produção é auditada pelo SISP (Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Estado de São Paulo).
Durante a visita, além de conhecer um pouco da história da família, degustamos algumas das especialidades da casa, como joelho de porco defumado e a deliciosa linguiça árabe, preparada com pernil, trigo e hortelã, além do sanduíche de copa lombo defumado com vinagrete de pimentão e azeitona.
Mococa é um charme só! A cidade conserva casarões centenários e, em uma caminhada pelo centro, já é possível sentir o clima de cidade histórica, com destaque para o entorno da Praça Marechal Deodoro. É a terra natal do saudoso ator Rogério Cardoso, eternizado como os inesquecíveis personagens Seu Flor, de A Grande Família, e Rolando Lero, da Escolinha do Professor Raimundo. A cidade tem tanto orgulho de sua trajetória que criou um museu dedicado ao ator.
Mirabile
Um dos restaurantes mais famosos de Mococa e região nasceu do amor pela gastronomia e pelo prazer de reunir pessoas à mesa. O casal Marcelo e Ana Vera Figueiredo herdaram o talento culinário da família. Juntos, desenvolveram pratos muito bem elaborados — com destaque para as massas e parmegianas, os mais pedidos do cardápio.
O grande segredo da casa está no molho, preparado com a receita tradicional da avó de Ana: feito apenas com tomates frescos e cozido lentamente por horas em fogo baixo, ele é o verdadeiro carro-chefe da cozinha.
O ambiente do restaurante é uma delícia: acolhedor, charmoso e perfeito para pedir um vinho, saborear um prato especial, desacelerar e curtir cada momento.
A cafeteria foi fundada em 2008, em São José do Rio Pardo/SP, na região da Baixa Mogiana, por Rodrigo Polachini Pereira, provador, barista e mestre de torra. O Senhor Espresso tem acesso aos melhores produtores de café do Brasil e domina diversos métodos de preparo, como Hario V60, prensa francesa, Chemex, coador de pano e espresso.
A unidade de Mococa tem um grande diferencial: está instalada em um dos casarões centenários em estilo art nouveau no entorno da Praça Marechal Deodoro. O lugar é lindo e vale a visita um café com calma!
Fizemos uma degustação de cafés utilizando métodos diferentes como Hario V60, filtro de ouro e Syphon. Antes que você me pergunte: eu não sou entendedora de café e por isso o atendimento especializado do Senhor Espresso foi fundamental para tornar a experiência ainda mais especial. Foi uma verdadeira imersão no mundo dos cafés especiais.
Rodeada por paisagens de tirar o fôlego, Itirapuã é um convite à conexão com a natureza. A cidade é ponto de partida para trilhas, mirantes e cachoeiras, e vem se destacando no turismo rural.
Cachaça Barra Grande
Imagine provar uma cachaça produzida em um engenho movido por uma roda d’água, o mais antigo e único do Estado de SP? Participamos de um tour pra lá de interessante na Fazenda Barra Grande, com muita história, curiosidades e, claro, engenharia para nos fazer entender como funciona todo o maquinário do século XIX que está em pleno funcionamento até hoje. Além da cachaça Barra Grande – premiada, diga-se de passagem, a Fazenda Barra Grande é também responsável pela produção da Cachaça Santo Grau.
A fazenda também produz outra preciosidade, o fubá de milho, produzido no moinho de pedra mó de 1869. A Fazenda Barra Grande recebe visitantes aos finais de semana e feriados para um tour guiado, onde conhecem toda a produção. Ao final, podem se deleitar no restaurante que serve pratos típicos da roça.
Estrada Itirapuã a São Tomás de Aquino, Km 08 – Itirapuã
A cidade de Pedregulho é um paraíso escondido no interior paulista, famosa por abrigar o Parque Estadual das Furnas do Bom Jesus, uma área repleta de trilhas, nascentes de águas cristalinas, córregos e cachoeiras.
Emporio Aroeira
Chegando ao Empório Aoreira, na beira da Estrada Pedregulho Taquari, a gente nota de cara que o local é caprichado e muito bem cuidado. Aos finais de semana, o empório vira o point dos clientes que vão em busca de um café da manhã colonial típico de Minas – a divisa com MG está bem próxima.
No empório, encontramos as delícias do interior, entre compotas, cafés e cachaças, mas o grande destaque mesmo fica para os queijos de fabricação própria. Não à toa o Empório Aroeira conquistou medalha de bronze no concurso Brazil’s Chesee Word Conquest, em Araxá (MG), com o seu Cremosinho. Eu, que não sou boba nem nada, finalizei a visita pedindo um lanche de pernil com o queijo da casa.
Além dos queijos, o Empório Aroeira conta com produção própria de outras iguarias. Não deixe de visitar os fundos do terreno, onde se tem a visão da represa da usina Hidrelétrica de Jaguara e uma parte do município de Rifaina.
Estrada Municipal Pedregulho a Taquari, Km 20 – Zona Rural Zona Rural – Pedregulho
Ituverava é uma das cidades mais antigas do nordeste paulista e carrega um forte legado histórico e cultural.
Vinícola Marchese di Ivrea
Assim que chegamos à Vinícola Marchese di Ivrea, nos salta aos olhos a linda casa rosa logo na entrada desta antiga fazenda de café de 1889. Adquirida há 20 anos com o intuito de ser um haras e casa de campo da família, o proprietário Luís Roberto Di San Martino Lorezato di Ivrea percebeu que o inverno desta região era bem similar ao verão da Itália, país de origem de sua família.
A amplitude térmica favorável foi o pontapé inicial para o plantio de uvas italianas para produzir vinho: as castas Sangiovese, Nebbiolo e Moscato Giallo se adaptaram bem ao terroir da fazenda, chegando a produzir até 70 mil garrafas por ano.
Na visita, fizemos um tour pelos vinhedos e pela área de vinificação, e finalizamos degustando os rótulos no amplo salão da vinícola boutique – que é linda e super instagramável, por sinal. Dentre os vinhos degustados, destaque para o premiado Bianca di Borgogna, medalha de bronze na Decanter World Wine Award.
O tour guiado pode ser feito, mediante reserva, aos sábados com degustação harmonizada no almoço.
Rodovia Eliphio Perez Quereza, km 21, s/no – Ituverava
Na cidade de Santo Antônio da Alegria, próximo à divisa com Minas Gerais, existe a “Rua da Gastronomia”! É um trecho que reúne pequenos comércios e cozinhas familiares que preservam receitas tradicionais, transmitidas de geração em geração. E lá fomos visitar e provar as delícias de doces produzidos na cidade!
Quitutes Quero
Você sabia que, em muitas regiões de Minas Gerais, do interior de São Paulo e de Goiás, “quitanda” é o nome carinhoso dado aos quitutes do café da tarde — como bolos, biscoitos, pãezinhos e outras delícias caseiras? Foi justamente esse amor por fazer quitanda com a família que levou Michele Rita Baldo a criar, há mais de 20 anos, a Quitutes Quero.
Tudo começou nos fundos de sua casa, com a produção das tradicionais bolachinhas de coco feitas com uma receita de família. Hoje, a pequena produção virou uma fábrica que distribui casadinhos de goiaba, cookies, biscoitos de nata e de polvilho para lojas e supermercados de toda a região.
Conhecemos a loja e tivemos a oportunidade de visitar a produção, com direito a degustação de muitos biscoitinhos com café. Saí de lá carregada de pacotes de delícias para trazer para os meus filhos, que amaram!
Rua Floriano Peixoto, 489 – Centro – Santo Antônio da Alegria
Há mais de 25 anos, Paulo Reis Rissi e sua esposa transformaram as receitas de família em um negócio que conquistou a comunidade local e as cidades vizinhas. Com doces em pasta e calda — como doce de leite com morango, maracujá, ameixa e abacaxi — além de bananada, batata doce e frutas cristalizadas, a Doces Caseiros Paulinho virou referência.
O leite utilizado nos doces artesanais, assim como as frutas, vem dos próprios produtores da região de Santo Antônio da Alegria. Começaram vendendo em carrinhos de rua, mas depois de um acidente de carro, a esposa não podia mais sair de casa. Foi então que os clientes começaram a ir até eles para comprar os doces. Em 2007 construíram a fábrica e em 2018 abriram a loja.
Tudo começou com o doce de leite, mas hoje a Doces Caseiros Paulinho produz 30 doces, sendo o “Tronquinho” um dos mais famosos da casa, que venceu até um concurso com mais de 60 produtores: leva doce de leite com calda de chocolate e coco.
Trouxe o Tronquinho (em destaque na foto) na bagagem e me arrependi – de não ter trazido mais!! Foi sucesso absoluto com as crianças. Como se não bastasse aqui em casa, o Tronquinho foi para a lancheira da filha, que dividiu com as amigas na escola e ainda mandaram o recado: “Pede pra sua mãe colocar mais Tronquinho na sua lancheira amanhã”.
Rua João Batista de Paiva, 458 – Santo Antônio da Alegria
Foi com a tradicional receita da avó que Jessica Cristine da Silva Fernandes se tornou a terceira geração da família a manter viva a produção da geleia de mocotó. Tudo começou quando sua mãe decidiu fazer o doce como forma de complementar a renda e, ao mesmo tempo, poder cuidar dos filhos em casa. A irmã resolveu oferecer para os vizinhos — e o sucesso foi imediato: venderam tudo!
A produção, que inicialmente era de uma tachada a cada 15 dias, cresceu tanto que hoje chega a cerca de 150 quilos por dia. Além da famosa geléia de mocotó, a loja também vende pé de moleque feito com rapadura, doce de leite e goiabada.
Rua João Batista de Paiva, 422, Distrito Industrial – Santo Antônio da Alegria
Famosa por ser a terra do Padre Donizetti, Tambaú atrai fiéis e turistas interessados no turismo religioso. A cidade é ponto de parada para os peregrinos que percorrem o Caminho da Fé rumo a Aparecida.
Cervejaria Usina do Malte
Comandada por Bruno Camarotti, o chopp é produzido artesanalmente, com foco na lager. Pela demanda do local, a casa também oferece chopp de vinho, além do growler de 1 litro para levar para casa.
O ambiente da cervejaria é super descontraído, e o destaque fica por conta da área de produção, separada do restaurante apenas por uma porta de vidro, deixando os barris de fermentação como as grandes estrelas da casa.
Além da cervejaria, faz parte do complexo a “Pousada no Caminho” que foi fundada há mais de 20 anos na Fazenda Santa Carolina, para receber os peregrinos que estão a caminho de Aparecida.
Estrada da, Estr. p/ Fazenda Santa Carolina, s/n – Tambaú
Conhecemos a capital do turismo de aventura: Brotas, municípioa 242 km de São Paulo, e nos hospedamos no Viva Brotas Ecoparque.
Brotas é um destino nacional de fácil acesso que une atividades ao ar livre e contato com a natureza. Essa foi uma viagem a convite do Viva Brotas Ecoparque, um hotel de aventuras!
A grande vantagem de se hospedar no Viva Brotas é que o hotel fica dentro de um ecoparque e oferece todas as aventuras típicas da cidade. Ou seja, você não precisa pegar o carro para nada!
Aqui são vários tipos de atividades, como tirolesa, rafting, rapel na cachoeira, trilha, queda livre, super bike, etc.
Mas a minha principal dúvida era: será que as crianças também conseguiriam aproveitar as atrações radicais pelas quais Brotas é tão famosa? A resposta está nesta matéria que você vai ler!
Viva Brotas Ecoparque
Aqui a proposta é acordar cedinho para assistir o nascer do sol (irresistível), tomar um banho revigorante de cachoeira e, lógico, descer as corredeiras do rio Jacaré-Pepira dentro de um bote e gritar a uma altura de 120 m de uma tirolesa com 1,2 km de extensão!
Os bichinhos fofos de fazenda dão lugar a uma jibóia de estimação que as crianças e os adultos podem mexer e até segurar (com supervisão)!
A parte da hospedagem do Viva Brotas é super aconchegante e acolhedor: são cabanas e chalés privativos, prato cheio para quem quer fugir de aglomerações dos super resorts!
Ficamos no Chalé do Lago, que possui varanda de frente para o lago com uma vista de tirar o fôlego. Um convite para assistir ao nascer do sol bem ali na nossa frente, num horizonte sem fim. Também existe a opção do Chalé Spa, com jacuzzi ao ar livre, além da Cabana da Mata para casais.
Nascer do sol na varanda do chalé do Viva Brotas
No Instagram você pode ver o tour que fiz do nosso chalé:
O Viva Brotas possui um restaurante onde é servido o café da manhã, almoço e jantar. Para tornar tudo mais especial ainda, o restaurante foi construído em um mirante com um visual incrível.
Anoitece e, para chegar até o restaurante, a gente usa uma lanterna que o próprio hotel fornece na hora do check in (calma, são apenas alguns metros!): com o céu estrelado,a experiência fica mais divertida ainda! Se for uma noite de lua cheia, uau, que sorte a sua!
Entrando no clima
Assim que chegamos no Viva Brotas fomos logo explorar cada pedacinho daquele lugar que transmite tanta paz e tranquilidade – ao mesmo tempo que exala emoção e euforia!
De cara as crianças foram se divertir no lago com os caiaques e stand-up paddle que ficam disponíveis! Para os dias e noites mais quentes, também tem uma piscina para refrescar.
Aventura no Viva Brotas: Trilha, macacos e aves
Como você está hospedado dentro do ecoparque, fica muito mais fácil montar o seu combo de aventuras, de acordo com os horários de cada atividade. Todas as atrações devem ser agendadas na recepção, com exceção da trilha que leva até a Cachoeira Santa Eulália, que possui uma queda de 47 metros de altura. Esse é um passeio livre, sem agendamento (mas nos recomendaram não entrar após as 15h30 para não correr o risco de anoitecer enquanto estivéssemos lá).
Encaramos a trilha e o máximo que poderia acontecer é achar difícil e voltar. Importante usar sempre calçados fechados e de preferência calça comprida em trilhas – nada de chinelinho, hein? Use também repelente e leve água para se hidratar durante esse passeio.
A trilha, com 1,5 km, é considerada moderada e no finalzinho tem uma parte com muitas pedras, que merecem um pouquinho de atenção com as crianças.
O finalzinho da trilha tem algumas pedras e merece mais atenção
Logo embaixo da queda tem um poço raso, onde é possível curtir uma hidro natural da cachoeira 😉
Queda com 47 m de altura. É aqui que se faz o rapel também!
Levamos cerca de meia hora na ida e meia hora na volta. O caminho é repleto de surpresas boas: macaquinhos pulando de galho em galho bem em cima da gente e mais de 150 espécies de aves catalogadas da mata preservada – uma área rica para o birdwatching (observação de aves).
Tirolesa: check!
Sim, meu coração ficou mais acelerado do que o normal e aquele frio na barriga teimou em me acompanhar quase que o tempo todo!!
Frio na barriga e atenção aos procedimentos dados pelo instrutor
A Alice (6 anos) e eu fizemos o voo canguru: a criança fica presa no adulto em uma espécie de canguru. Na tirolesa atingimos uma velocidade de 50 km/hora a uma altura de 120 metros!
Essa foto maravilhosa é um serviço a mais oferecido pelo Viva Brotas!
Teodoro, de 8 anos, teve peso suficiente para fazer um voo duplo na tirolesa com o pai (dois cabos paralelos descendo juntos).
Assim que nos “lançamos” na tirolesa, acho que nunca gritei tanto na minha vida, enquanto Alice ria, gargalhava de tão legal que ela estava achando. Mas em meio a gritos de emoção, de repente tudo silencia lá em cima e você consegue contemplar a grandiosidade de toda aquela natureza! Meu Deus, que lindo e que privilégio mostrar isso aos filhos!
É um misto de alegria, emoção, admiração: “Tá vendo isso, filha??? Olha que lindo!!!” <3
Rafting: check!
Uma das atividades mais aguardadas por nós era descer as corredeiras do rio Jacaré-Pepira. Afinal, não tem como falar de Brotas sem falar de rafting. Tem emoção? Muita! Tem quedas pequenas, mas existem algumas quedas maiores dignas de gritinhos kkkkk As crianças adoraram e ficaram realmente chateadas quando acabou 😉
O passeio durou cerca de 2 horas e incluíram paradas em determinados pontos no trajeto do rio, como momentos de flutuação e visita a uma pequena cachoeira.
No caso do rafting é importante verificar com o hotel ou agência de passeio a época que você pretende ir. Em temporadas de chuva, o rio fica mais cheio e as corredeiras ficam mais fortes, o que pode restringir a ida de crianças, dependendo da altura.
Importante: nessa hora o Teodoro estava na frente só porque as corredeiras já tinham acabado e era seguro!
E olha só, voltamos ainda com um super bônus no quesito homeschooling: uma aula de geografia sobre o curso dos rios e a experiência de nadar em um dos poucos rios do Estado de São Paulo livres de poluição.
Aliás, essa é uma dica que serve para todas as atrações em Brotas: verifique antes o peso/ altura da criança para ter certeza que ela poderá ir. É legal alternar entre uma atividade radical e outra mais calminha no dia, pois a adrenalina é grande e acaba sendo cansativo também.
#FicaADica
E, lógico, o passeio só tem graça se for legal para todos! Respeitar o medo e o limite dos pequenos é importantíssimo! No nosso caso, tiveram que respeitar o meu medo (rs).
Leve:
- Pelo menos 2 tênis (se um molhar, você terá outro seco no dia seguinte).
- Protetor solar e repelente
- Calça leve (ou legging) para fazer trilha
- Squeeze
- Moletom porque pode esfriar à noite
Então, sim, Brotas também pode ser divertidíssimo para crianças se conectarem com a natureza e viverem muitas emoções! É uma viagem que talvez não seja o perfil de todos, afinal, tem que curtir o ecoturismo e querer/ gostar de se jogar em aventuras.
A nossa hospedagem no Viva Brotas foi feita em novembro de 2020
A nossa experiência em Brotas foi tão especial que, em 2025, voltamos a nos aventurar por lá. Desta vez nos hospedamos no chalé Bem-te-vi do espaço Na Mata Brotas, também dentro do ecoparque.
Com capacidade para até 4 pessoas, o chalé tem cozinha completa e mesa de jantar, garantindo a liberdade de preparar as refeições no seu próprio ritmo, algo que eu também adoro em viagens em família, embora o restaurante do Viva Brotas estivesse disponível, caso a gente quisesse consumir.
O blog Mães em Viagem foi convidado para participar da inauguração oficial do Aquapark, primeiro e único parque aquático indoor do Brasil, localizado dentro do Tauá Atibaia Resort, a 59 km da capital paulista. Vou contar tudo sobre a nova atração neste post!
Construído em uma área de cinco mil metros quadrados, o parque aquático é totalmente coberto e climatizado. O Aquapark está instalado dentro do Tauá Atibaia e o acesso é liberado somente para os hóspedes, de quinta a domingo.
Achei super seguro pois tinham muitos salva vidas espalhados pelo parque aquático e ligados o tempo inteiro na piscina e nos hóspedes! Não tiravam o olho das crianças nem por 1 segundo e me tranquilizou bastante vê-los por todos os cantos! Inclusive tem até um posto médico dentro do próprio complexo.
E sobre o fato de ser indoor, com certeza é a maior vantagem! Seja no calor, no frio ou na chuva, o tempo no Aquapark será sempre muito bom! O pé direito é muito alto e isso te dá uma sensação agradável de amplitude. Não me senti “abafada” lá.
Banheiros ótimos, vestiários e ainda algumas opções de alimentaçãodentro do parque aquático (nadar dá fome, né?): sorveteria, lanchonete e temakeria.
Tem cadeiras, mesas e espreguiçadeiras espalhadas por todo o parque, além de serviço de toalhas (no check in do hotel você recebe vales toalha para usar na piscina). Para quem gosta de um espaço mais privativo, existem bangalôs espalhados pelo ambiente com sofázinhos, frigobar, TV e até cofre. Mas é necessário fazer uma reserva prévia do bangalô.
O que achei mais legal do Aquapark é que é um complexo onde toda a família pode se divertir junta! Não existe uma área onde só criança entra… você pode estar com eles o tempo todo, brincando ou relaxando!
O ambiente é bem espaçoso e dividido em várias áreas. Logo na entrada você dá de cara com um “play” com água rainha para os pequenos brincarem na água.
Já o Rio Lento é uma piscina com correnteza que dá a volta em todo o complexo e um convite ao relaxamento. Você pode usar as boias disponíveis para curtir o trajeto. Tem colete salva vidas.
Ainda no ambiente relax, tem a piscina do bar molhado, com água quentinha e bancos dentro da água para tomar um drink. Isso sem falar no “Aqua SPA” com água aquecida a 29° e jatos de hidro.
Um dos lugares preferidos das crianças, sem dúvida, foi o “Aquapark do Torí”, uma atração com sete toboáguase um balde giratório. Além das crianças, os adultos também podem ir em todos os tobogãs (fui em todos e foi muito divertido!)
Para os mais radicais, tem o “Tauá Tubo” e “Rodopiou”. São toboáguas que saem para fora do prédio, com 15 metros de altura (equivalente a um prédio de 5 andares). A altura mínima para descer é de 1.20m. Vou te falar que dá um belo frio na barriga, viu?! 🙂
Acesso à escadaria que leva ao topo do toboágua com 15 metros de altura!
Depois de ver tanta empolgação do Teodoro, de 7 anos, ir tantas vezes no “Tauá Tubo” e “Rodopiou”, encarei e também fui!! 🙂
A experiência foi maravilhosa e foi difícil convencer as crianças a irem embora!
E claro, que além do Aquapark, também aproveitamos toda a estrutura que o Tauá Atibaia oferece. Vale dizer que, além do parque aquático, o hotel também possui um enorme complexo de piscinas na área externa, kids club, monitoria para as crianças, quadras etc.