Chegar em Paraty (RJ) pela Estrada Real Cunha-Paraty é uma experiência visual deslumbrante, com vistas espetaculares das montanhas e da exuberante Mata Atlântica.
A Estrada Real Cunha-Paraty é uma rota histórica que faz parte da antiga Estrada Real, uma das mais importantes vias coloniais do Brasil, utilizada durante o período do ciclo do ouro para escoar a produção das minas de Minas Gerais até o litoral fluminense. É um importante patrimônio histórico e cultural do Brasil.
Inclusive o Caminho da Estrada Real foi oficialmente reconhecido como monumento nacional em outubro de 2023.
Alguns municípios da Estrada Real são Diamantina (MG), Ouro Preto (MG), São João del Rey (MG), São Lourenço (MG), Juiz de Fora (MG), Paraíba do Sul (RJ), Três Rios (RJ), Petrópolis (RJ), Magé (RJ), Cruzeiro (SP), Guaratinguetá (SP) e Paraty (RJ).
Minha primeira vez em Cunha, em 2007, quando o trecho que atravessava a Serra da Bocaina ainda era de terra
Além da importância histórica, neste trajeto entre Cunha e Paraty, a estrada passa por áreas protegidas, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, e por atrações naturais, como a Pedra da Macela e as cachoeiras do Pimenta e do Mato Limpo.
Cachoeira do Mato Limpo, na beira da Estrada Real
Nos últimos anos a estrada passou por um processo de pavimentação e melhoria para garantir maior segurança e conforto. Embora esteja pavimentada, ainda assim existem alguns trechos que merecem muita atenção, com curvas acentuadas e inclinadas e até pedaços que só passam um carro por vez e sem acostamento.
Então é importante avaliar o risco e também verificar as condições antes de viajar, especialmente durante a temporada de chuvas. Não é recomendado fazer este trajeto até Paraty à noite.
Alguns trechos da estrada merecem atenção, especialmente chegando em Paraty
Para chegar em Paraty, a partir de São Paulo, usamos a Rodovia Ayrton Senna e depois a Rodovia Carvalho Pinto (SP-070). Em Taubaté, entramos na Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em direção ao Rio de Janeiro. Na Dutra, pegamos a saída para Guaratinguetá e seguimos as placas para Cunha, entrando na SP-171.
Seguimos pela Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) até Cunha. De Cunha, continuamos na estrada que leva diretamente a Paraty, a Estrada Cunha-Paraty.
A Ilha do Cedro está localizada em Paraty, no Rio de Janeiro, e é uma das ilhas mais bonitas da região, com águas cristalinas e bem calminhas. Leia aqui como visitar este paraíso e o que você vai encontrar por lá!
O município de Paraty está sempre figurando entre um dos destinos turísticos mais procurados pelos brasileiros, tanto no inverno quanto no verão.
Além do centro histórico de Paraty, que é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, fazer um passeio de barco pelas ilhas de Paraty é quase que um passeio obrigatório!
Contratamos um táxi boat para fazer a travessia. Eles oferecem esse serviço para diversas ilhas, como Ilha do Pelado, Peladinho, Cedro e Toc Toc.
Pagamos R$ 60 por pessoa ida e volta até a Ilha do Cedro em um trajeto que não levou mais do que 10 minutos. Levamos até a nossa prancha de stand up. Depois que o táxi boat no deixou na ilha, nos comunicamos por WhatsApp para combinar o horário de retorno – por volta das 16h30.
Nosso táxi boat em TaritubaTrajeto de 10 minutos até a Ilha do Cedro
Embora a travessia seja curta, a paisagem do trajeto é incrível, ainda mais se você pegar um dia de sol como nós pegamos! Passamos bem perto de outras ilhas e praias. Essa abaixo é a Ilha do Peladinho, que não conta com restaurantes…é só a praia.
Ilha do Peladinho em Paraty
Chegamos à Ilha do Cedro!
Eu fiquei simplesmente encantada com a Ilha do Cedro, em especial com a cor da água, tão verdinha e cristalina! Vimos tartarugas na água algumas vezes! O mar é super calminho, parecendo uma piscina.
Tem quiosque na Ilha do Cedro com toda a estrutura necessária: cadeiras, espreguiçadeiras, mesas, refeições, bebidas e banheiro. Ficamos no Bar da Dita e foi tudo excelente. Ótimo serviço, porções saborosas e banheiro limpo! Outra opção de quiosque na Ilha do Cedro é o Bar do Coqueiro.
Foi uma viagem maravilhosa, um passeio imperdível para quem está em Paraty! Você não vai se arrepender!
Tem uma pequena trilha de cerca de 5 minutos que leva à praia na parte de trás da ilha. Mas lá não há quiosques.
Às 16h30 nosso barqueiro já estava na Ilha do Cedro para nos levar de volta ao continente. A grande vantagem é que estávamos hospedados na mesma praia do local de desembarque, em Tarituba. Vooltamos cansados e molhados, mas chegamos na praia e fomos diretamente para a pousada tomar um banho quentinho, sem ter que pegar o carro.
Fim de tarde na Ilha do CedroA entrada da Pousada Tarituba pela praia
Em nossa viagem para Paraty (RJ), nos hospedamos na Pousada Tarituba, hospedagem pé na areia, bem na Praia de Tarituba, a cerca de 30 km do centro histórico de Paraty.
Praia de Tarituba
Tarituba é uma vila de pescadores a cerca de 30 minutos do centro histórico de Paraty. A praia tem águas calmas, é super tranquila, limpa e ideal para quem busca fugir da agitação das praias mais conhecidas da região.
No canto direito da praia tem um pequeno pier de onde saem barcos de pescadores e embarcações de passeios para as ilhas próximas, como a Ilha do Pelado, Peladinho, Cedro e Toc Toc.
Inclusive achei uma grande vantagem os barcos de passeio saírem desta praia. Nós usamos o serviço de Táxi Boat até a Ilha do Cedro e, ao final do dia, ao voltarmos cansados e exaustos, o táxi boat já nos deixou na praia, praticamente na porta da pousada. Não precisamos pegar carro e nem a estrada para chegar no hotel.
Tarituba foi cenário para a gravação de algumas cenas da novela “Mulheres de Areia”, que girava em torno das gêmeas Ruth e Raquel (interpretadas por Glória Pires). E qual não foi a minha surpresa quando me deparei com uma escultura de areia logo na entrada da praia, igualzinha às esculturas que o Tonho da Lua (Marcos Frota) fazia na novela!
Quem se lembra de Mulheres de Areia?
A Pousada Tarituba
Sempre tem algum amigo que vai te perguntar:
Conhece uma pousada pé na areia com custo benefício bom?
Agora posso dizer que sim, eu conheço!
A Praia de Tarituba não é a melhor da região, nem a mais bonita. Mas a Pousada Tarituba agrega valor à experiência da praia, seja pela estrutura que oferece, seja pela localização e, principalmente, por ser pé na areia. Existem praias lindíssimas bem próximas, como a do São Gonçalinho e a de São Gonçalo. Então para quem montou a sua “base” em Tarituba, fica fácil chegar nas outras praias.
O gramado que dá acesso à praia de TaritubaA entrada da Pousada Tarituba pela praia
A estrutura da pousada entrega bem ao que oferece. Tem buffet incluso no café da manhã com pães, frios, frutas, bolo, ovos etc.
Também tem piscina, um gramado na beira da praia super amplo, uma cozinha coletiva para quem quiser preparar suas refeições, além de dois quiosques com churrasqueira para os hóspedes. Basta fazer a reserva na recepção para fazer seu churrasquinho! Louças e utensílios estão disponíveis para uso tanto na cozinha quanto na churrasqueira.
Onde o café da manhã é servido na Pousada TaritubaChurrasqueira pertinho da praia disponível para os hóspedes
Acomodações na Pousada Tarituba
Ficamos no Chalé com Varanda Térrea, com 1 cama de casal e 2 camas de solteiro, bem pertinho da praia. Tinha ar condicionado, ventilador, TV, varanda (compartilhada com os outros quartos do chalé) e uma área nos fundos com tanque e varal (excelente por estarmos na praia). Também tinha um microondas e uma geladeira dentro do quarto. Nesta acomodação os pets são bem-vindos. A limpeza do chalé era diária.
A vista do chalé térreo com varandaO interior do nosso chaléO chalé também possui geladeira e microondasUm pequeno espaço com tanque e varal nos fundos do chalé
A acomodação que ficamos era bem simples, com alguns detalhes que me incomodaram, como porta quebrada no banheiro, uma pia pequena sem bancada, roupas de cama velhas, colchão surrado etc.
Mas isso é algo que também entra no “valor” da pousada… era uma diária com um valor baixo, levando-se em conta que estávamos em Paraty e ainda o fato de estar na beira da praia.
Sem dúvida as acomodações desta pousada precisam ser reformadas e reformuladas para uma experiência melhor, porque a pousada em si eu achei muito boa. Dormir e acordar com o barulho das ondas do mar e a poucos passos da praia valeram muito a nossa estadia .
Para quem quer mais privacidade, uma dica é ficar no Quarto Duplo Superior com Varanda. São apenas 2 unidades localizadas no andar superior da pousada. Ela é mais nova, mais ampla e ainda tem uma varanda privativa bem grande, sendo um dos quartos com vista para o mar.
Pelas fotos os móveis parecem ser mais recentes, então acho que a experiência nesta acomodação pode ser melhor do que a que eu tive no Chalé da Praia. A única ressalva é a escada caracol que dá acesso às suítes: muito pequena e íngreme. Pessoas com mobilidade reduzida não têm condições de ficar neste quarto. Aqui os pets não podem ser hospedados. A pousada ainda possui outras opções de acomodações.
Chegando em Tarituba pela Estrada Real Cunha-Paraty
Como viajamos na parte da manhã, optamos por chegar a Paraty pela Estrada Real Cunha-Paraty, que oferece uma paisagem linda, com belas vistas das montanhas e da Mata Atlântica.
A Estrada Real Cunha-Paraty é uma rota histórica que faz parte da antiga Estrada Real, uma das mais importantes vias coloniais do Brasil, utilizada durante o período do ciclo do ouro para escoar a produção das minas de Minas Gerais até o litoral fluminense. É um importante patrimônio histórico e cultural do Brasil.
Além da importância histórica, a estrada passa por áreas protegidas, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, e por atrações naturais, como a Pedra da Macela e as cachoeiras do Pimenta e do Mato Limpo.
Vista de Paraty e Angra dos Reis do alto da Pedra da Macela, em CunhaCachoeira do Mato Limpo, na beira da Estrada RealMonumento da Estrada Real
Nos últimos anos a estrada passou por um processo de pavimentação e melhoria para garantir maior segurança e conforto. Embora esteja pavimentada, ainda assim existem alguns trechos que merecem mais atenção, com curvas acentuadas e inclinadas. Então é importante verificar as condições antes de viajar, especialmente durante a temporada de chuvas.
Para chegar a Tarituba, em Paraty, a partir de São Paulo, usamos a Rodovia Ayrton Senna e depois a Rodovia Carvalho Pinto (SP-070). Em Taubaté, entramos na Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em direção ao Rio de Janeiro. Na Dutra, pegamos a saída para Guaratinguetá e seguimos as placas para Cunha, entrando na SP-171.
Seguimos pela Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) até Cunha. De Cunha, continuamos na estrada que leva diretamente a Paraty, a Estrada Cunha-Paraty.
Na volta optamos por pegar a BR-101 (Rodovia Rio-Santos) em direção a Ubatuba para chegar em São Paulo.
É em Cunha, a cerca de 230 km de São Paulo, próxima à divisa com Paraty, no RJ, e aos limites do Parque Nacional da Serra da Bocaina, que fica a Pedra da Macela, a 1840 m de altitude. Repleta de charme, é o destino ideal para quem quer contato com a natureza.
Cunha é privilegiada por fazer parte do trajeto histórico da Estrada Real, uma das rotas mais importantes da história brasileira: o caminho do ouro e de diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. Inclusive o Caminho da Estrada Real foi oficialmente reconhecido em outubro de 2023 como monumento nacional.
A Estrada Real é um conjunto de caminhos da época Imperial que surgiu em meados do século XVII e foi aberta pela coroa portuguesa para ligar o litoral fluminense às regiões mineradoras de Minas Gerais. Ela atravessa a Mata Atlântica, entre a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar.
Além de Cunha, alguns outros municípios da Estrada Real são Diamantina (MG), Ouro Preto (MG), São João del Rey (MG), São Lourenço (MG), Juiz de Fora (MG), Paraíba do Sul (RJ), Três Rios (RJ), Petrópolis (RJ), Magé (RJ), Cruzeiro (SP), Guaratinguetá (SP) e Paraty (RJ). Em muitos pontos é possível observar monumentos que indicam a Estrada Real.
Pedra da Macela
E é justamente na Estrada Real que pegamos o caminho para visitar a Pedra da Macela. Deixamos o nosso carro no estacionamento (gratuito) e seguimos a pé até o topo. Não se esqueça de protetor solar e água! Não vende água no local!
O percurso até o topo é de dificuldade média: embora seja todo pavimentado, é muito cansativo, pois são 2,3km de subida que tira o nosso fôlego! Subimos em 50 minutos.
A subida é em meio a uma área preservada de Mata Atlântica e, chegando lá em cima, temos uma vista privilegiada do Vale do Paraíba e de toda a baía de Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande. É maravilhoso!!!
Dá para ir com crianças à Pedra da Macela?
Sobre ir com crianças à Pedra da Macela, nós vimos várias e, inclusive, bem mais novas que as minhas, que estão com 12 e 10 anos. Mas vamos dizer que não é um passeio que vai agradar todas as crianças. Cada família conhece a sua e sabe os limites dela.
Respeitem o ritmo delas e aceitem, caso não aguentem mais. Lá em cima tem que ficar de olho porque tem locais perigosos, mas é só respeitar as cordas de proteção. Pets são proibidos de entrar.
A descida (mesmo percurso da ida) é mais rápida e menos cansativa (levamos 25 minutos), mas exige um pouco do joelho. A volta é um prato cheio para as crianças, que não se intimidam e descem as ladeiras correndo (gritei “cuidado” algumas milhões vezes).
Na base da Pedra da Macela existem outras trilhas também, mas de nível difícil. Visitamos a Cachoeira das Bromélias, uma pequena queda d’água, a apenas 200 m de distância e nível fácil.
Como foi um passeio super cansativo, as crianças pediram para voltarmos e curtir/ relaxar na pousada, já que o Aconchego da Bocaina tem piscina e uma área verde para eles brincarem.
Caso não estivéssemos tão cansados, teríamos outros lugares para visitar, que também ficam na Estrada Real, no trecho Paraty-Cunha (a caminho de volta, para a pousada em Cunha):
O Olival, um campo de oliveiras que oferece degustação de azeite e restaurante;
Uma das coisas que eu estava muito ansiosa para conhecer eram os ateliês de Cunha. A cidade é a Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura.
A tradição da cerâmica se consolidou em 1970, quando um grupo de imigrantes deu início ao Ateliê do Antigo Matadouro. O local foi pioneiro no uso do forno Noborigama, modelo japonês que funciona à lenha, com fornalhas que chegam a até 1.400 °C.
Com o passar dos anos, Cunha atraiu diversos artistas, ganhou novos ateliês e passou a oferecer passeios e experiências relacionadas ao artesanato, como o Festival de Cerâmica, realizado desde 2005. Em 2022, o município foi reconhecido por lei como Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura.
Fomos até a Casa do Artesão, um local que divulga e comercializa o trabalho dos artesãos de Cunha. Encontrei peças lindíssimas, é um lugar que vale a pena a visita!
O centro histórico de Cunha é um charme, não deixe de visitar e andar tranquilamente pelas ruas da cidade, entre restaurantes e lojinhas!