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  • Nova York com crianças: dicas e passeios inesquecíveis em família

    Nova York com crianças: dicas e passeios inesquecíveis em família

    Viajar para Nova York com crianças é uma das experiências mais empolgantes que uma família pode viver. A cidade que nunca dorme é também um enorme parque de diversões urbano, cheia de luzes, sons, sabores e surpresas em cada esquina. E o melhor: há atrações para todas as idades, gostos e estilos. 

    nova york

    Seja para quem visita pela primeira vez ou para quem já é apaixonado pela Big Apple, explorar Nova York em família é uma oportunidade de ver a cidade com novos olhos: os olhos curiosos das crianças.

    Ao planejar o roteiro, é importante equilibrar passeios culturais, atividades ao ar livre e momentos de descanso. Afinal, o ritmo intenso da cidade pode ser cansativo para os pequenos. Com um bom planejamento, é possível transformar cada dia em uma aventura, repleta de aprendizado, diversão e boas risadas.

    O que Fazer em Nova York com Crianças

    Nova York é praticamente um playground gigante. Os museus são interativos, os parques têm áreas pensadas especialmente para o público infantil e até os passeios mais tradicionais ganham um toque especial quando vistos pela perspectiva das crianças.

    Entre os lugares que não podem faltar no roteiro está o American Museum of Natural History, famoso por seus dinossauros gigantes e exposições que parecem saídas de um filme — literalmente, já que foi cenário de “Uma Noite no Museu”. O espaço encanta adultos e crianças com suas galerias sobre o espaço, os oceanos e a história da vida na Terra. Reserve ao menos meio dia para explorar o local com calma.

    Outro destaque é o Children’s Museum of Manhattan, totalmente dedicado ao público infantil. As crianças podem brincar, experimentar, aprender e interagir em ambientes coloridos e educativos. Cada andar é pensado para estimular a criatividade, a coordenação motora e o aprendizado por meio da diversão.

    O Central Park Zoo, dentro do próprio Central Park, também é uma parada obrigatória. Embora pequeno, o zoológico é muito bem estruturado e oferece uma experiência adorável para os pequenos, com leões-marinhos, pinguins e até uma área interativa chamada “Tisch Children’s Zoo”, onde as crianças podem alimentar cabras e ovelhas.

    Atrações Imperdíveis para Toda a Família

    Além dos museus e parques, há muitas atrações que encantam famílias inteiras. Uma delas é o Summit One Vanderbilt, um observatório moderno e cheio de experiências sensoriais. As crianças adoram o ambiente espelhado e as vistas panorâmicas da cidade, que parecem saídas de um sonho.

    Outro clássico é o Empire State Building. Subir ao topo e ver Nova York do alto é um momento mágico, especialmente ao entardecer, quando as luzes começam a brilhar e o horizonte se transforma em um mar de cores.

    Empire State Building nova york

    Para quem quer um toque de emoção, o Edge Hudson Yards é o observatório mais alto do Hemisfério Oeste, com um piso de vidro que permite ver a cidade sob os pés, uma experiência emocionante para as crianças mais corajosas.

    Já os fãs de personagens da Disney, da Marvel e da Pixar vão adorar a loja Disney Store da Times Square e a FAO Schwarz, a icônica loja de brinquedos perto do Rockefeller Center, onde as crianças podem tocar o famoso piano gigante com os pés, cena imortalizada no filme “Quero Ser Grande”, com Tom Hanks.

    Parques e Áreas ao Ar Livre

    Os parques são essenciais em uma viagem a Nova York com crianças, pois oferecem momentos de descanso e brincadeiras ao ar livre.

    O Central Park é o mais famoso e repleto de atrações. Lá é possível fazer um piquenique, alugar bicicletas, andar de carruagem ou simplesmente caminhar pelas trilhas sombreadas. As crianças se encantam com o carrossel clássico, o parque de diversões sazonal e os inúmeros playgrounds espalhados pelo parque. No inverno, o Wollman Rink oferece uma das pistas de patinação no gelo mais bonitas da cidade.

    Outro parque encantador é o Brooklyn Bridge Park, com áreas amplas, playgrounds modernos e uma vista espetacular da ponte e de Manhattan. No verão, o local é palco de eventos gratuitos, como sessões de cinema ao ar livre e apresentações musicais.

    O Bryant Park, próximo à Times Square, é menor, mas cheio de charme. Durante o inverno, vira uma vila natalina com pista de patinação e barraquinhas de comidas e presentes. Já na primavera e no verão, as mesas e cadeiras sob as árvores convidam famílias a relaxar.

    Experiências Culturais e Educativas

    Nova York é também uma cidade que ensina. Mesmo em meio à correria, ela oferece oportunidades únicas de aprendizado. No Intrepid Sea, Air & Space Museum, as crianças podem explorar um porta-aviões real, ver aviões de combate e até entrar em um ônibus espacial. É uma aula de história viva e interativa.

    Para quem gosta de arte, o Museum of Modern Art (MoMA) e o Metropolitan Museum of Art (The Met) podem surpreender os pequenos. O segredo é não tentar ver tudo de uma vez — escolha algumas galerias e transforme a visita em um jogo de “caça ao tesouro”, procurando obras famosas, como as de Van Gogh ou Monet.

    Onde Comer com Crianças

    A gastronomia nova-iorquina é tão diversa que até os pequenos paladares mais exigentes encontram algo delicioso. Restaurantes com menus kids são comuns, mas alguns lugares se destacam pela atmosfera descontraída e pelo sabor irresistível.

    A pizzaria John’s of Bleecker Street, no Village, é uma das mais tradicionais da cidade e agrada toda a família com pizzas de massa fina assadas em forno a lenha. Outra opção é o Ellen’s Stardust Diner, na Times Square, onde garçons cantam hits da Broadway enquanto servem hambúrgueres e milk-shakes — diversão garantida!

    Para sobremesas, o Serendipity 3 é parada obrigatória. O local ficou famoso pelo seu “Frozen Hot Chocolate”, uma mistura irresistível de chocolate gelado servida em taças gigantes. Já a Levain Bakery tem os cookies mais desejados de Nova York, macios por dentro, crocantes por fora e enormes!

    Onde Ficar em Nova York com Crianças

    Escolher bem a hospedagem faz toda a diferença quando se viaja com crianças. O ideal é optar por hotéis bem localizados, próximos ao metrô e às principais atrações.

    O Residence Inn by Marriott Times Square é uma excelente opção, oferecendo quartos amplos, cozinha equipada e café da manhã incluso — ideal para famílias. O Hilton Times Square, por sua vez, tem quartos com vista para os arranha-céus e fica perto de teatros, lojas e restaurantes.

    Outra alternativa é o Homewood Suites by Hilton Midtown Manhattan, que combina conforto, espaço e praticidade. Já no Brooklyn, o 1 Hotel Brooklyn Bridge se destaca pelo visual deslumbrante e pela atmosfera relaxante, perfeita para famílias que preferem um ritmo mais tranquilo.

    Transporte e Logística com Crianças

    Deslocar-se por Nova York é fácil, mesmo com crianças. O metrô é eficiente e conecta praticamente toda a cidade, mas é importante evitar horários de pico. Carrinhos de bebê dobráveis são bem-vindos, e muitas estações contam com elevadores.

    Outra opção divertida é o ferry para Staten Island, que é gratuito e oferece uma das melhores vistas da Estátua da Liberdade e uma ótima alternativa aos passeios pagos. Já os ônibus turísticos “Hop-On Hop-Off” são práticos para famílias que querem explorar a cidade com conforto, subindo e descendo nas atrações principais.

    Compras e Diversão

    Quem viaja para Nova York com crianças encontra também muitas opções de compras voltadas ao público infantil. Além da FAO Schwarz, a LEGO Store da 5ª Avenida é um verdadeiro paraíso para os pequenos construtores, com esculturas gigantes feitas de blocos e áreas para brincar.

    A loja American Girl Place é outro sucesso, especialmente entre meninas, oferecendo bonecas personalizáveis e até um salão de beleza para cuidar dos brinquedos. Já os adolescentes vão adorar visitar a Nintendo Store ou a NBA Store, repletas de produtos exclusivos.

    Melhores Épocas para Visitar Nova York com Crianças

    Cada estação tem seu charme. No verão, a cidade ganha vida com eventos ao ar livre, shows e festivais infantis. No outono, as folhas douradas do Central Park criam um cenário de conto de fadas. No inverno, as luzes de Natal e as pistas de patinação tornam tudo mágico. E na primavera, os parques ficam floridos e o clima é perfeito para longas caminhadas.

    Para famílias com crianças pequenas, as meias estações (primavera e outono) são ideais, com temperaturas agradáveis e menos multidões.

    Dica Final para sua Viagem em Família

    Viajar para Nova York com crianças é muito mais do que conhecer uma cidade famosa, é colecionar memórias em família. É ver o brilho nos olhos dos pequenos diante dos arranha-céus, ouvir suas risadas ecoando nos parques e compartilhar momentos que ficarão para sempre.

    Reserve tempo para o inesperado: um sorvete no meio da tarde, uma pausa para observar os artistas de rua, um passeio sem destino pelas avenidas iluminadas. A cidade é cheia de surpresas, e as melhores lembranças costumam acontecer justamente quando o roteiro permite um pouco de improviso.

    No fim das contas, Nova York é um destino que ensina, diverte e emociona. E quando vista pelas lentes da infância, ela se torna ainda mais encantadora. Prepare as malas, o coração e a câmera pois essa viagem vai render histórias que vocês vão contar por muitos anos.

    Dica extra: baixe o mapa offline no Google Maps antes de sair do hotel, leve sempre uma garrafinha de água e aproveite cada instante. A cidade que nunca dorme está pronta para receber vocês de braços abertos.

    Nova York com crianças é sinônimo de magia, aprendizado e alegria. Um destino que prova que a aventura em família pode ser tão grandiosa quanto os arranha-céus da cidade!



  • Perrengue de viagem: quando o carro quebrou no meio do Vale da Morte!

    Perrengue de viagem: quando o carro quebrou no meio do Vale da Morte!

    Quem nunca passou por um perrengue em viagem, né? Hoje é uma história pra contar, mas posso dizer que aprendemos muito também depois do dia que, em uma viagem com amigos, o nosso carro pifou no meio do Death Valley – isso mesmo, o Vale da Morte!

    Esse texto também pode ser encontrado na Catraca Livre Viagem

    Death Valley é um parque nacional desértico perto da fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada, nos EUA, e um dos lugares mais quentes do mundo. Para constar: a temperatura mais alta das Américas e a segunda mais alta no planeta foi registrada ali mesmo onde estávamos, no Vale da Morte, em 10 de julho de 1913. A temperatura máxima foi de 57°.

    Dentro do parque existem mais de 300 quilômetros de estradas pavimentadas e 300 km de estradas de terra, além de estradas 4×4 sem manutenção. E muita coisa pra ver e explorar! Para entrar, paga-se uma taxa de preservação e manutenção, que estão descritas no site oficial de Death Valley.

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    Era agosto, verão. Estávamos fazendo uma road trip e vindo de Las Vegas, há 230 km. O roteiro era entrar no Parque Nacional Vale da Morte e lá dentro fazer uma parada em Badwater Basin, uma bacia conhecida como o ponto mais baixo da América do Norte, 86 m abaixo do nível do mar. Uma terra de extremos, como dá para notar!

    death valley_badwater basin-2

    Quando chove em Badwater Basin, o que é raro, o acumulado de sais em torno da bacia junto com a evaporação dos laguinhos formados, cria uma crosta de sal. A água fica parada, pois não tem para onde fluir. Como diz o próprio nome, não é uma água boa.

    badwater basin

    Mas o legal mesmo é você ver a plaquinha lá em cima nas rochas marcando o nível do mar; quase não dá para enxergar e é difícil acreditar que estamos tão abaixo do mar!

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    Saímos do carro e tiramos algumas fotos bem rapidamente em Badwater Basin, pois ventava forte – o que piorava muito a sensação térmica. Era insuportável ficar fora do veículo. Cubro o rosto com uma camiseta para amenizar o vento que ardia e queimava. Além de muito quente, o ar é extremamente seco e você não transpira, parece que o suor evapora.

    death valley carro no deserto-2

    Fazia 50°C lá fora. O vento quente e abrasador dava a sensação de estar dentro de um forno com o bolo assando. Para tentar amenizar o calor e conseguir respirar direito, o ar condicionado do carro ligado no máximo.

    Zoando na foto, mas mal sabíamos que depois estaríamos em um perrengue de verdade!

    Deixando Badwater Basin, qual não foi o nosso desespero quando o nosso carro simplesmente para. Eita!! Abre o capô, mexe, remexe e nada. E aquele forno industrial. Não tinha outra coisa a não ser esperar alguém aparecer no deserto para nos ajudar (até parece piada pronta, né?).

    Estávamos convencidos que o motor do carro havia sofrido um superaquecimento causado pelo ar condicionado ligado no máximo, combinado, obviamente, com os 50° que fazia.

    Pesquisando sobre possíveis incidentes (perrengues, melhor dizendo) com veículos dentro do Death Valley, descobri que o pneu furar na estrada quente também pode acontecer. Ou ainda carros que não sejam 4×4 quebrarem nas estradas não pavimentadas.

    Depois, revendo as fotos, percebo o aviso em uma das placas que fotografamos antes da pane do carro: “Se o seu carro quebrar, fique dentro dele até a ajuda chegar”. E no guia oficial impresso ainda diz: “Abandonar o carro e encarar o deserto a pé sob o sol é um risco de vida.

    “O calor do verão do Vale da Morte pode ser mortal para os desavisados”, alerta placa.

    Dez minutos parados sozinhos no deserto no verão é muito tempo! Eu imaginava ter mais gente circulando por lá rs (apesar do parque receber mais de 360 mil pessoas por ano).

    Mas enfim a nossa ajuda chegou. Quer dizer…

    Finalmente uma van passa por nós (a essa altura já tínhamos pensado em todas as desgraças possíveis). O motorista, que era americano, levava uns 10 turistas franceses. Eles estavam ali pra andar de skate no deserto (!!). No final do texto vocês verão a foto e entenderão direito. Não cabia a gente e muito menos as malas nessa van.

    Perguntaram se a gente precisava de água e ficou combinado que eles seguiriam pela estrada e, assim que o sinal de celular deles pegasse, iriam ligar para pedir ajuda.

    Nossos amigos vão embora pelo deserto afora e nos deixam a esperança de que logo mais um reboque iria nos salvar. Hoje, pensando friamente (desculpem o trocadilho), percebo que foi muito arriscado continuarmos com o carro. Mas também não tinha o que fazer…

    Longos minutos depois e algumas tentativas de partida, nosso carro liga! Um alívio misturado com o medo do carro quebrar novamente fizeram com que a gente seguisse viagem sem ligar o ar condicionado por um bom tempo – o que não é recomendado pelo parque.

    E adivinhem o que a gente notou depois? Uma placa na estrada sugerindo para desligar o ar condicionado em pequenos intervalos para evitar o “overheat” (o superaquecimento do carro). Não preciso nem comentar nada aqui, né?

    Mas estávamos andando e sairíamos do deserto logo mais. E olha lá quem a gente alcança e encontra no caminho! Nossos amigos franceses andando de skate no deserto, como haviam nos contado. Buzinamos e acenamos para mostrar que estávamos salvos. Mas ficou uma dúvida no ar: naquele ponto o celular ainda não pegava. Ou seja…provavelmente ninguém tinha pedido ajuda pra gente :/

    Ora ora se não são os nossos amigos que iam buscar resgate para a gente kkkk

    Bom, seguimos viagem em Death Valley pela Artist’s Drive, uma via de mão única, estreita e cheia de curvas fechadas com cerca de 14 km. Que sorte a nossa o carro não ter quebrado nessa estrada!

    artists drive_death Valley-2

    A atração dessa estrada é o Artist Palette, uma área de montanhas rochosas com vários tons de cores. Essa variação de cores é causada pela oxidação de metais presentes. Dizem que ver o pôr do sol nessa área é maravilhoso.

    Nossa aventura no deserto chegou ao fim algumas milhas depois. Paramos em um restaurante em Furnace Creek Ranch e em seguida seguimos viagem por mais 5 horas até Mammoth Lake, onde pernoitamos, para chegar no dia seguinte em Yosemite.

    E o que fica de lição dessa façanha toda, além de uma boa história para contar?

    Incluir o Vale da Morte no roteiro de viagem é incrível, mas vale fazer um bom planejamento antes. Tenha em mãos mapas impressos (celular e GPS não pegam), tanque de gasolina cheio e água, muita água para viajar com você, pois é fácil desidratar no meio do deserto sem se dar conta. A recomendação é de levar em seu carro pelo menos um galão (4 litros) de água por pessoa por dia, mais água extra para emergências. Agora me pergunte se a gente tinha tudo isso de água no carro?

    O carro também é um ponto de preocupação. No site do parque tem um alerta importante: “carros de aluguel muitas vezes não têm a troca de pneus adequada e ferramentas, por isso vale a pena verificar antes de se aventurar”.

    Se eu faria essa viagem com crianças? No cruel calor do verão, com toda certeza não os levaria para o Death Valley. Mas nessa road trip que fizemos que incluiu Los Angeles – Las Vegas – Death Valley – Lake Tahoe – Napa Valley – San Francisco – Pacific Cost Highway – Los Angeles de novo – San Diego e Disneyland – eu repetiria fácil fácil e ainda iria de motorhome!

    Leia também:
    
    Perrengues de viagem na Argentina
    
    Mais perrengue: Xi, perdi o vôo de conexão
  • Castro, em São Francisco: imersão na história da luta pelos direitos LGBTQIA+

    Castro, em São Francisco: imersão na história da luta pelos direitos LGBTQIA+

    Em homenagem ao Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+, comemorado no dia 28 de junho, conheça um pouco mais sobre o bairro Castro, em São Francisco, na Califórnia (EUA).

    Na foto: Hot Cookie, loja de biscoitos com formatos “diferenciados”. Logo atrás, o letreiro do famoso Castro Theatre.

    Apesar da data ter sido criada em Nova Iorque (mais precisamente em Stonewall Inn, um bar muito popular na década de 60 entre a comunidade LGBTQIA+), São Francisco, na Califórnia, é a cidade que mais representa a diversidade.

    Quando visitamos São Francisco, Castro, um dos bairros mais descolados da cidade (e declarado o primeiro bairro gay do mundo) não podia faltar no nosso roteiro, uma vez que a região é de extrema importância histórica pelos direitos LGBTQIA+.

    Assistam ao filme Milk – A Voz da Igualdade (Sean Penn levou o Oscar de melhor ator em 2009), que conta a história de Harvey Milk, ativista norte-americano e o primeiro homem assumidamente gay a ser eleito para um cargo público na Califórnia, como membro do Conselho de Supervisores de São Francisco.

    Milk tornou-se um ícone na luta pelos direitos LGBT e responsável pela aprovação de uma rigorosa lei sobre direitos gays em São Francisco. Foi assassinado em 1978, apenas 10 meses após sua posse

    Antes de ser eleito, Milk havia aberto uma loja de fotografias em 1972. Foi lá que o ativista trabalhou, viveu e organizou as campanhas políticas. Hoje, no mesmo endereço (573/ 575 Castro Street), funciona a Human Rights Campaign Store, uma loja de presentes e produtos com referências de Harvey Milk (o valor das vendas é doado à Fundação Harvey Milk e à Academia de Direitos Civis Harvey Milk).

    A fachada da Human Rights Campaign Store pelo Street View, no Google Maps

    Em Castro você também verá a Rainbow Honor Walk, como um a calçada da fama que homenageia nomes do movimento LGBT, além do icônico Castro Theatre, uma das mais famosas atrações do bairro.

    Bandeira Arco-íris

    Chegando em Castro, basta olhar para os lados para ver as bandeiras arco-íris espalhadas pelas ruas e casas. E foi ali mesmo, em São Francisco, que a bandeira símbolo do movimento gay apareceu pela primeira vez.

    Criada por Gilbert Baker (falecido em 2017), a bandeira tinha inicialmente 8 cores e, com a ajuda de voluntários, foram tingidas a costuradas à mão para a Parada Gay em junho de 1978. Em seguida, a bandeira foi pendurada no United Nations Plaza para destacar a aceitação e a igualdade sexual como uma luta global e uma questão de direitos civis.

    Leia também: Como tirar passaporte de adulto e de criança

    Desde 2015, o MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York) expõe, entre suas obras, a Rainbow Flag de Gilbert Baker.

    Na esquina mais famosa de Castro

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  • Produtos de farmácia nos EUA para crianças que valem a pena comprar

    Produtos de farmácia nos EUA para crianças que valem a pena comprar

    Quando fomos para Disney e Miami com as crianças, contei um pouquinho como foi a viagem neste outro post. Mas ficou faltando um texto com as dicas de produtos de farmácia para crianças que valem a pena comprar nos EUA. Ahhhh, as farmácias, como amo! Rs É sério, gente, impossível não enlouquecer!

    As redes de farmácia mais conhecidas são Wallgreens e CVS. Eu já tinha feito uma listinha do que queria trazer de lá, então para economizar tempo (fazer compras com crianças pequenas é sempre muita bagunça e difícil de se concentrar rs) comprei alguns itens pela internet e mandei entregar no hotel. Também comprei alguns produtos de farmácia nas nada breves passadinhas no WalMart.

    Band-aid
    Você encontra de vááários personagens que ainda não encontramos aqui no Brasil. Mas além de curativos de personagens, trouxe uma versão que já vem com antibiótico direto no curativo, ajudando a evitar a infecção e a cicatrizar melhor o machucado. Eu estranhei no começo, mas já usei em alguns machucados maiores no meu filho e gostei bastante do resultado. Na embalagem não há nenhuma restrição, a não ser em pessoas alérgicas. Na dúvida, pergunte ao pediatra.

    Band-Aid com antibiótico U$ 5,29 na CVS

    Band aid com antibiótico

    P.S. Vejam só que ironia! Lendo a embalagem da caixinha de Band-Aid com Neosporin (pomada antibiótica) que trouxe dos EUA, acabei descobrindo que esse produto, apesar de não ser vendido nas farmácias do Brasil, é fabricado aqui! 

    "Made in Brazil", mas nunca vi esse produto nas farmácias nacionais :/
    “Made in Brazil”, mas nunca vi esse produto nas farmácias nacionais :/

    Mas voltando às farmácias dos EUA, nas lojas físicas do Wallgreens também achei curativo de marca própria antibacteriano 100% a prova d’água:

    Curativo com antibiótico a prova d'água
    Curativo com antibiótico a prova d’água

    Band-Aid de personagens U$ 3,99 no Walgreens:

    Neosporin First Aid Antiseptic – Foaming Liquid
    Um líquido antisséptico para primeiros socorros em crianças a partir de 2 anos. O líquido forma uma espuma instantânea que limpa pequenos ferimentos e arranhões e ajuda a matar germes e bactérias, prevenindo infecções. Achei ótimo para levar em viagens e passeios. Na CVS está U$ 5,29

    neosporin for kids

    Pomada After Bite
    Pomada para picadas de insetos bastante conhecida por aqui e recomendada para quem vai fazer o enxoval nos EUA. Possui uma fórmula suave para crianças (a partir de 2 anos) que alivia e acalma a pele após a picada. Esse também foi um dos produtos que perguntei para a pediatra dos meus filhos se eles podiam usar. U$ 3,99 no Walgreens

    after bite

    Boogie Wipes
    Feitos com solução salina natural, os lenços Boogie Wipes servem para limpar o nariz do bebê ou da criança quando estão resfriados e até para dar aquela aliviada quando o tempo está muito seco. Uso bastante aqui quando o nariz não aguenta mais lenço de papel e a pele já está ressecada e vermelha de tanto assoar. Ou quando fica aquele aspecto de secreção nasal já seco em torno do nariz (rs). A solução nasal contida no lencinho é natural, hipoalergênica e alivia o nariz congestionado. U$ 4,76 no Wallmart

    boogie wipes

    Protetor solar infantil em bastão
    Protetor solar nos EUA já vale a pena comprar de qualquer jeito. Mas quando eu vi essas versões para crianças em bastão, não resisti e trouxe na mala! Trouxe de duas marcas: Neutrogena e Coppertone, mas você encontra de várias outras marcas. Pode ser usado no corpo inteiro, mas acho mais fácil para passar no rosto. Para os meus filhos foi um achado, pois eles mesmos aplicam o protetor. É fácil, prático de levar em qualquer lugar e muito útil! Esse foi o produto que mais fiquei satisfeita em adquirir!

    Neutrogena wet skin Beach & Pool (para aplicar em peles molhadas ou secas). U$ 19,32 no WalMart (pacote com 2)

    neutrogena wet skin kids

    Coopertone kids U$ 4,84 no WalMart

    coopertone kids

    Capa para braços e pés quebrados
    Bem, obviamente não foi um item que eu gostaria de ter comprado. Mas como contei no post com as dicas da Disney, o meu filho caiu durante a nossa estadia em Miami e fez uma lesão no pulso. Voltou para o Brasil com o braço engessado e assim ficou por 30 dias. Uma amiga nossa, que também já teve a infelicidade de quebrar o pé durante uma viagem nos EUA, disse que na farmácia eu poderia achar uma capa para não molhar o braço. Dá para substituir por um saquinho de supermercado e algumas voltas de fita crepe? Dá! Mas eu quis experimentar essa capa e foi totalmente aprovada! Muito simples de colocar, não tem que ficar embrulhando o braço e super seguro, não entrou nada de água no gesso do meu filho, pois a abertura é elástica e se ajusta ao bracinho. É reutilizável. Foi realmente muito útil! Espero não ter que usar mais (apesar de meu filho ter apenas 5 anos e ter sido a segunda vez que engessou o braço por conta de suas traquinagens). US 14,99 no Walgreens.

    Update: acreditem, usei esse protetor mais 3 vezes aqui no Brasil! E continua guardado, para qualquer emergência.

    Capa para braço quebrado

    Lysol Desinfetante Spray To Go (de bolso)

    atualização: esse produto já chegou no Brasil há algum tempo.
    Desinfetante de bolso que mata 99,9% dos vírus e bactérias. Atualmente uso muito esse tipo de produto e já saio com ele na bolsa, principalmente quando viajamos e usamos banheiro público. Mas serve também para dar aquele higienizada na bandeja e poltronas do avião, mesas muito sujas de lanchonete, etc.

    lysol to go

     

    Esses foram alguns dos produtos de farmácia para crianças que eu achei por lá e aprovei, mas tenho certeza que existem muitos outros itens que valem à pena. Se você quiser aumentar a lista, fique à vontade para deixar a sua dica aqui embaixo nos comentários!

     

    Importante ressaltar que é necessário checar os rótulos sempre, principalmente para ver se a criança pode ter alergia a alguma substância do produto em questão. Uma dica bem interessante para te ajudar na tradução de rótulos (e cardápios rs) ali bem na hora da compra é usar o aplicativo Google Tradutor no celular (disponível na Apple Store e no Google Play). Abrindo o app, não escreva nada e clique no ícone da câmera fotográfica à esquerda, logo abaixo do campo para digitar. O aplicativo vai ter acesso à câmera fotográfica. Agora é só focar no rótulo que o aplicativo vai traduzir instantaneamente as palavras que você alinhar! Não é mágica, é tecnologia (rs)!

    google translator app

    google translator app_rotulo traduzido

    Leia também:

    Quas remédios levar em uma viagem com crianças

    Viagem para a Disney: qual a idade ideal para levar os filhos?

    Disney: 10 dicas para comprar as passagens e marcar a sua viagem

    Máquina de fazer papinha: vale a pena?

     

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  • Viagem para a Disney: existe idade ideal para levar os filhos?

    Viagem para a Disney: existe idade ideal para levar os filhos?

    Todo mundo que vai ou pretende ir para a Disney com os filhos fica se perguntando: mas será que já é a hora? Será que não é muito cedo? Será que ele(a) vai se lembrar de tudo?Disney com crianças

    Afinal, quando é a hora certa de levar os filhos para conhecer a Disney??

    Vou contar a minha experiência! Fui em abril para Orlando com marido e filhos: Teodoro, com 5 anos e Alice, com 3 anos. Fomos acompanhados por mais dois casais com filhos de idades bem próximas aos meus, o que tornou a viagem bastante animada!

    Conhecemos todos os parques do Complexo Disney (Magic Kingdom, Hollywood Studios, Epcot e Animal Kingdom), além da Universal Studios e do Legoland.

    Apesar das idades serem muito próximas (5 e 3), ainda assim há uma certa diferença quando o assunto são atrações. O Teodoro, com 1,08 m já podia entrar em muitos dos brinquedos e simuladores mais concorridos, como a Seven Dwarfs Mine Train (a montanha russa dos 7 anões) no Magic Kingdom e o Harry Potter and the Escape from Gringotts na Universal (apesar de ainda ficar de fora dos brinquedos muito radicais).

    Já o acesso para a Alice era mais restrito por causa dos seus 95 cm de altura. Para evitar a frustração de não poder entrar em um determinado brinquedo, fiz todo o roteiro de atrações antes de viajar, consultando no site da Disney a altura permitida. Assim, pelo menos na grande maioria dos brinquedos que a levamos, não havia a expectativa de passar ou não pelo limite de altura. Algumas vezes nos separamos em duplas – pai e filho/ mãe e filha para conseguirmos lidar com essas diferenças de atrações. Mas a maior parte do tempo passamos juntos e curtindo muito!

    Existem muuuitos brinquedos que não tinham limite de altura e que a Alice e o Teodoro amaram ir juntos. Além dos brinquedos, as crianças (e os pais também hihi) se encantaram com os personagens – seja nas filas para tirar fotos, nos shows ou nas refeições com personagens.

    Se eles vão se lembrar da viagem pra Disney quando forem maiores? Sinceramente, eu não sei… talvez não se lembrem, talvez tenham vagas lembranças. Mas sei que os encontros da Alice com a Bela, a Branca de Neve, a Jasmine, a Elsa e a Ana, a Cinderela e a Aurora foram muito reais naquele momento. A Alice as abraçava com tanto amor, tanta verdade no coração, que parecia que se conheciam há muito tempo. Foi emocionante!

    A total entrega da Alice ao abraçar a Jasmine! Muito amor!
    A total entrega da Alice ao abraçar a Jasmine! Muito amor!

    O Teodoro, com aquela agitação peculiar de uma criança de 5 anos, quase pulou no colo dos Stormtroopers que passaram por nós no Hollywood Studios. Até levou uma “bronca” do soldado, que falou para ele se acalmar (no tom de brincadeira, claro) hahaha

    Os Stormtroopers dando uma bronca de brincadeirinha no meu filho: "Se acalme, garoto!"
    Os Stormtroopers dando uma bronca de brincadeirinha no meu filho: “Se acalme, garoto!”

    Observar os olhinhos dos meus filhos brilhando e o sorriso no rosto a cada nova aventura, a cada abraço na princesa ou no Mickey, a cada nova descoberta fez tudo valer à pena! Também teve choro, teve birra e teve mau humor. Mas isso nem de longe conta.

    Na Disney você vê pessoas de todas as idades, todas mesmo: de bebezinhos a velhinhos. E todos aproveitando do seu jeito! Não acredito muito em idade ideal para aproveitar a Disney, porque todos conseguem se divertir!

    A idade ideal é a que você consegue ir!!

    Mais algumas dicas que posso dar da Disney:

    Disney com crianças

    – Para o planejamento de todo o roteiro, consultei muito o site Vai Pra Disney e o grupo do Facebook Coisas de Orlando;

    – Reservei o primeiro dia de viagem para compras de 1ª necessidade no WalMart: água, petiscos, protetor solar e outros produtos para levarmos para os parques, além de itens pessoais. Também compramos um carrinho estilo guarda-chuva para o Teodoro no WalMart por U$ 26! O carrinho da Alice nós levamos do Brasil mesmo (que também era guarda-chuva).

    Não vá sem seguro viagem. No final da viagem, já em Miami, o Teodoro caiu do parquinho, trincou o pulso e teve que engessar o braço. Leia a importância de contratar um seguro saúde.

    – Baixe o aplicativo My Disney Experience no seu celular. Você visualiza o mapa do parque, marca e desmarca os fast-pass, consegue ver o tempo de espera de cada brinquedo e muito mais!

    – As refeições com os personagens são bastante concorridas. Então marque com muita antecedência! O jantar no Castelo da Cinderela, por exemplo, marquei 6 meses antes (a Disney permite fazer reservas em 180 dias antes do dia pretendido).

    Golpe de sorte: no jantar no Cinderella’s Royal Table pegamos uma mesa bem na janela e vimos o show de fogos!
    Golpe de sorte: no jantar no Cinderella’s Royal Table pegamos uma mesa bem na janela e vimos o show de fogos!

    – Não é exatamente uma dica, e sim um estalo que me deu lá na Disney. Estávamos na fila para tirar foto com o Mickey no Magic Kingdom. Falei para a minha filha dar um beijinho no nariz do Mickey na hora de tirar a foto. E ela fez. Só que depois me dei conta que praticamente TODO MUNDO beija o nariz do Mickey. Não é nem questão de nojinho não, é questão de saúde, vírus e bactérias (ok ok, sou um pouco neurótica).

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    – Por falar em fotos, comprei o Memory Maker, que é o pacote de fotos profissionais dentro dos parques da Disney. É um valor bem salgadinho, mas achei que valeu muito a pena!

    – Compras: além de fazer todo o roteiro dos parques, também fiz o roteiro de compras. Já saí do Brasil com uma tabela de numeração de calçados de cada um, calça, camisa etc. Claro, é sempre bom provar, mas já ter à mão o número ajuda bastante! Para economizar tempo também fiz algumas compras pela internet (Carter’s, GAP e Amazon) e mandei entregar no hotel.

    – Fiquei no All Star Music Resort, dentro do complexo Disney. É um pouco mais caro que os hotéis fora da Disney, mas ele oferece algumas vantagens também, como o ônibus gratuito para os parques. Usamos o carro apenas 1 dia para ir para o Magic Kingdom. Nos outros dias, incluindo o Magic Kingdom novamente, fomos com o ônibus da Disney. Era muuuito mais prático!

    Leia aqui “Onde se hospedar em Orlando

    All Star Music resort

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    Leia também:

    Dicas de como montar um roteiro para a Disney

    Itens de farmácia que valem comprar nos EUA para crianças