A bola finalmente vai rolar: começou a maior Copa do Mundo da história. Se você incluiu os destinos do mundial nas férias da sua família, confira a seguir como conciliar os dias de jogos com os roteiros infantis mais icônicos de cada região!
Pela primeira vez, a Copa do Mundo de 2026 será disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá — espalhando a festa do futebol por 16 cidades-sede. Aproveite a oportunidade para otimizar essa viagem e descobrir passeios únicos em família.
Nos Estados Unidos, os jogos acontecerão em 11 cidades: Seattle (Lumen Field), São Francisco/Santa Clara (Levi’s Stadium), Los Angeles/Inglewood (SoFi Stadium), Kansas City (Arrowhead Stadium), Dallas/Arlington (AT&T Stadium), Atlanta (Mercedes-Benz Stadium), Houston (NRG Stadium), Boston/Foxborough (Gillette Stadium), Miami/Miami Gardens (Hard Rock Stadium), Filadélfia (Lincoln Financial Field) e Nova York/Nova Jersey/East Rutherford (MetLife Stadium).
No México, três cidades vão receber partidas: Cidade do México (Estadio Azteca), Guadalajara/Zapopan (Estadio Akron) e Monterrey (Estadio BBVA).
E no Canadá, duas cidades completam a lista de sedes: Toronto (BMO Field) e Vancouver (BC Place).
A competição vai de 11 de junho a 19 de julho de 2026, com a partida de abertura sendo disputada no Estadio Azteca, na Cidade do México, e a grande final marcada para o MetLife Stadium, em East Rutherford, New Jersey.
Os jogos do Brasil na Copa do Mundo na fase de grupos
Na primeira fase a nossa Seleção jogará em locais incríveis como Nova York, Filadélfia e Miami!
13 de junho: Brasil x Marrocos no MetLife Stadium (Nova York/Nova Jersey).
19 de junho: Brasil x Haiti no Lincoln Financial Field (Filadélfia).
24 de junho: Escócia x Brasil no Hard Rock Stadium (Miami).
A média de permanência das famílias brasileiras nos EUA para acompanhar os jogos é de 15 dias, o que dá tempo de sobra para fazer turismo além dos estádios!
Isso porque cada cidade escolhida para receber os jogos guarda atrações turísticas imperdíveis! Seja visitar parques temáticos em Los Angeles, explorar os museus de Nova York, mergulhar na cultura mexicana na Cidade do México ou curtir a natureza do Canadá em Vancouver, dá para unir a emoção do futebol a momentos inesquecíveis de lazer com as crianças.
Atrações turísticas nas cidades sedes da Copa do Mundo 2026
Aqui vai um roteiro inspirado pelas cidades-sede, combinando futebol com entretenimento familiar perfeito.
Jogos da Copa 2026 nos Estados Unidos
Los Angeles (Inglewood – SoFi Stadium) – California
Los Angeles conta com parques temáticos famosos como a Disneyland, o Disney California Adventure e a Universal Studios Hollywood. Fora dos parques, dá para curtir o clima descontraído das praias icônicas de Santa Monica e Venice Beach, com seus calçadões cheios de movimento. E, claro, passear pela Calçada da Fama em Hollywood ou visitar museus interativos como o California Science Center.
A famosa estátua Partners, na Disneyland, na Califórnia
Seattle (Lumen Field) – Washington
A cidade de Seattle oferece vistas panorâmicas do alto da Space Needle, passeios pelo movimentado Pike Place Market e experiências culturais no Museum of Pop Culture (MoPOP). Para famílias, o Woodland Park Zoo é parada garantida, além dos cruzeiros pela baía de Seattle que revelam a cidade de outro ângulo.
San Francisco Bay Area (Santa Clara – Levi’s Stadium) – Califórnia
A região de São Francisco combina passeios clássicos como o Pier 39 no Fisherman’s Wharf, a ponte Golden Gate e os famosos bondinhos com atrações que encantam as crianças, como o Exploratorium e o Aquarium of the Bay. Para quem gosta de natureza, vale incluir o bosque de sequoias de Muir Woods e um passeio de barco até a Ilha de Alcatraz.
Entretenimento não falta em Dallas, com o parque de diversões Six Flags Over Texas e o Legoland Discovery Center. Para os pequenos curiosos, o Perot Museum of Nature and Science é imperdível, assim como o Dallas World Aquarium. E para fechar, dá para incluir compras e lazer na Galleria Dallas.
O grande destaque de Houston é o NASA Space Center, onde adultos e crianças descobrem os bastidores das missões espaciais. A cidade também oferece atrações como o Houston Zoo e o Children’s Museum Houston, além de áreas verdes como o Hermann Park e o Jardim Botânico.
A cidade de Atlanta abriga o Georgia Aquarium, um dos maiores do mundo, e o divertido World of Coca-Cola. Para uma viagem mais cultural, vale visitar o Martin Luther King Jr. National Historic Site. Ao ar livre, o Piedmont Park e o Atlanta Botanical Garden são perfeitos para relaxar em família.
Em Kansas City, o Kansas City Zoo & Aquarium garante contato com animais e diversão ao ar livre, enquanto a Legoland Discovery Center Kansas City é um passeio indoor incrível!
Boston (Foxborough – Gillette Stadium) – Massachusetts
Famílias podem explorar a história americana em Boston no Freedom Trail e no Boston Tea Party Ships & Museum. O New England Aquarium e o Museum of Science completam o passeio com experiências educativas, e um tour de barco para observação de baleias garante momentos inesquecíveis.
Filadélfia respira história com a Liberty Bell e o Independence Hall, mas também diverte as crianças no Please Touch Museum e no Philadelphia Zoo. Para completar, nada melhor que experimentar um autêntico Philly cheesesteak em um dos mercados locais.
Miami (Miami Gardens – Hard Rock Stadium) – Flórida
Miami combina arte de rua no Wynwood Walls, dias ensolarados em Miami Beach e programas para crianças como o Zoo Miami e o Miami Children’s Museum. Para compras e passeios à beira-mar, o Bayside Marketplace é uma boa pedida. Dica rápida: Orlando não recebe jogos, mas fica a 380 km de Miami — dá para incluir a Disney no mesmo roteiro.
Nova York e Nova Jersey (East Rutherford – MetLife Stadium)
Nova York oferece clássicos como Central Park, Estátua da Liberdade e o American Museum of Natural History, além de opções para crianças como espetáculos da Broadway e o Empire State Building. Do lado de New Jersey, o American Dream Mall garante diversão com parque aquático e até pista de esqui indoor.
Cidade do México (Estadio Azteca) – Cidade do México
Entre os destaques na Cidade do México estão o Centro Histórico, o Museu do Templo Mayor e as ruínas de Tenochtitlán. O Bosque de Chapultepec reúne zoológico, museus e áreas verdes ideais para passeios em família, enquanto Xochimilco encanta com seus barcos coloridos.
Guadalajara é o berço do mariachi e da tequila, mas também oferece programas para crianças como o Zoológico de Guadalajara e o Instituto Cultural Cabañas. Para quem gosta de natureza, o Lago de Chapala, a apenas 50 km, é um ótimo bate-volta.
O Parque Fundidora e o Paseo Santa Lucía são passeios tranquilos para toda a família em Monterrey, enquanto o KidZania Monterrey faz sucesso com as crianças. Para contato com a natureza, o Cânion de la Huasteca é um cenário impressionante.
Em Toronto, a CN Tower com sua EdgeWalk é um marco da cidade, mas famílias também encontram diversão no Ripley’s Aquarium e no High Park. Para um dia diferente, dá para pegar o ferry até Centre Island e ainda explorar mercados como Kensington e St. Lawrence. #Dica: As Cataratas do Niágara ficam a cerca de 1h30 de Toronto e costumam ser uma das principais extensões de viagem para quem visita a região.
Stanley Park e a Capilano Suspension Bridge são paradas obrigatórias para quem ama natureza em Vancouver, assim como o passeio no Seawall. O Science World diverte e ensina, e o aquário de Vancouver completa a experiência para crianças.
A nossa aventura de motorhome pelas montanhas rochosas canadenses repercutiu e ganhou as páginas interativas do Catraca Livre Viagem!
Saímos no Catraca Livre!
Isso mesmo, todos os posts com o nosso roteiro, desde Calgary, passando pela estrada mais bonita do mundo entre Banff e Jasper, e finalizando em Vancouver, foi publicado no Catraca Livre! Confiram os posts:
Espero que com esse conteúdo a gente consiga inspirar outras famílias a curtirem cada vez mais as viagens com crianças, independente do destino! Idade não é empecilho para viajar!
3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver (você está lendo este)
Foto: arquivo pessoal
É importante dizer que estávamos exaustos quando desembarcamos em Vancouver e tudo o que precisávamos era de um chuveiro forte e quente, além de uma cama macia e espaçosa de hotel. Portanto, se está planejando também uma viagem que inclui motorhome e hotel, vai por mim: deixe a etapa do hotel por último,como nós fizemos. Sair de uma road trip para encarar logo em seguida horas de avião na volta para o Brasil fica beeem puxado!
Chuveiro quente e uma cama macia de hotel: tudo o que precisávamos depois da nossa aventura de motorhome. Foto: arquivo pessoal
Acho que 5 dias em Vancouver foi suficiente e poderia ter sido até menos, já que o nosso dinheiro já estava no osso e todos nós estavámos muito cansados. Alguns passeios que tínhamos um certo interesse ficaram de fora, como vôo de hidroavião, passeio de barco para avistar as baleias, bate e volta para a ilha de Vitória e até um dia em Seatlle (que fica a 230 km de Vancouver, em Washington, nos EUA. Dá para ir de carro ou de trem). Ainda que esses passeios tenham ficado de fora, batemos muita perna por Vancouver e deu para aproveitar bastante.
Leia os posts anteriores sobre a viagem para o Canadá:
Depois de devolver o motorhome na sede da CanaDream, em Calgary, fomos de táxi até o aeroporto para pegar o vôo para Vancouver, com menos de 2 horas de duração. Fomos de Air Canadá e fiquei bem satisfeita com a cia aérea. No aeroporto em Vancouver fomos direto para um quiosque de informações turísticas e fomos recebidos muito bem! Nos deram um mapa da cidade e nos explicaram que a cidade é dividida por zonas. Para pegar um táxi, paga-se uma taxa fixa de acordo com a zona que você vai. Nós pagamos CAD 30 (CAD = dólar canadense) para chegar até o nosso hotel. Os nossos dólares canadenses tinham acabado e tínhamos levado também alguns dólares americanos para a viagem. Trocamos dentro do aeroporto mesmo.
Localização – o bairro de Gastown
Pesquisei bastante antes de decidir a localização do hotel e optamos por nos hospedar em Gastown, bairro mais antigo da cidade e que fica na região central de Vancouver. Gastown tem uma história cheia de personalidade e charme. Foi promovido a Patrimônio Histórico Nacional em 2009.
Um dos destaques do bairro é a estátua de Gassy Jack, fundador do primeiro pub do centro de Vancouver e onde todo o bairro começou. Gastown é um bairro cheio de pubs e restaurantes, lojas e construções antigas com uma arquitetura vitoriana (sério, lembrei muito de Londres lá).
A estátua de Gassy Jack, o fundador do bairro de Gastwon
Um bairro muito democrático, com todo tipo de comércio e pessoas! Um lugar onde lojas pomposas dividem a calçada com brechós; turistas, locais, artistas e moradores de rua fazem parte da mesma pintura. Foi a melhor decisão nos hospedar em Gastwon. Tudo isso sem contar com a facilidade: à noite bastava caminhar poucos quarteirões para chegar na rua Water Street e escolher o restaurante para jantarmos. É aquele bairro gostoso, cheio de vida, bom de se explorar à pé, tando de dia quanto à noite.
Artistas de rua na Water Street em Gastown. Foto: arquivo pessoal
Brechós estilosos dividem a calçada com lojas moderninhas. Foto: arquivo pessoal
Pintores em Gastown. Foto: arquivo pessoal
Os becos de serviços em Gastown com o Lookout Tower ao fundo. Foto: arquivo pessoal
É na Water Street também que fica o Steam Clock, relógio a vapor (na esquina com a rua Cambie) que apita a cada 15 minutos. Nada de muuuito especial, mas saibam que existem pouquíssimos relógios à vapor no mundo.
O momento exato do relógio a vapor apitando! Foto: arquivo pessoal
Ali pertinho fica o Lookout Tower Vancouver, uma torre que oferece uma vista panorâmica da cidade a 168 metros de altura. Não subimos porque já tínhamos ido ao Calgary Tower na primeira parte da viagem.
Steam Clock, na Water St, em Gastown: um dos poucos relógios a vapor no mundo. Foto: arquivo pessoal
Em Vancouver ficamos hospedados no Victorian Hotel, charmosíssimo, instalado em um prédio com mais de 100 anos de construção. Ele não só tem ares de hotel retrô: ele É retrô! (rs). O quarto é bem espaçoso e muito confortável. Atenção na hora de reservar, pois alguns quartos deste hotel não têm banheiro e, neste caso, é necessário usar os banheiros compartilhados (que entrei e achei super limpos).
O charmoso e centenário prédio do Victorian Hotel, em Gastwon. Foto: arquivo pessoal.
Para quem ficar em Gastown, dicas de restaurantes que fomos: The Old Spaghetti Factory, que apresentou o melhor custo benefício (jantamos lá por duas noites).
1º dia – Stanley Park, Aquário e Second Beach
Em todos os lugares que você pesquisar sobre atrações em Vancouver, é fato que Stanley Park estará como sugestão. Pudera, é o primeiro parque da cidade e maior de Vancouver. Para chegar, pegamos apenas 1 ônibus partindo de downtown (CAD 2,95 adulto e CAD 1,90 criança). Focamos nosso passeio em duas atrações que ficam dentro do parque: o Aquário de Vancouver e a praia Second Beach.
O impressionante tanque das águas vivas no Aquário de Vancouver. Foto: arquivo pessoal.
O aquário vale muito a visita, as crianças adoraram! Tinha até treinamento aberto de golfinhos e leões marinhos. Na área interna, os tanques com caravelas e águas vivas são tão lindos que impressionam! Lá dentro tem um área kids para as crianças brincarem de biólogos e cuidarem dos animais marinhos de pelúcia!
Leões marinhos na área externa do Aquário de Vancouver. Foto: arquivo pessoalÁrea kids dentro do Aquário de Vancouver: espaço de aprendizado e brincadeiras. Foto: arquivo pessoal
Saindo do aquário, seguimos o passeio a pé até a praia Second Beach, ali mesmo dentro do Stanley Park. A praia em si não tinha nada demais e não era nada atraente. Mas foi um passeio legal porque tinha playground e uma piscina pública (Second Beach Pool) que, apesar de ser pública, cobra uma taxa de CAD 6,10 adultos e CAD 3,07 crianças). Com o calorzinho que estava fazendo, óbvio que as crianças quiseram entrar (estávamos preparados e levamos roupas de banho e toalha).
Passeio pelo Stanley Park para chegar até a Second Beach. Foto: arquivo pessoal
A taxa de entrada para a piscina de Second Beach. Foto: arquivo pessoal
Verão em Vancouver na piscina pública de Second Beach. Foto: arquivo pessoal
A praia de Second Beach. Foto: arquivo pessoal
À noite, jantar no The Old Spaquetti, na Water St., em Gastown.
2º dia – Granville Island
Foto: arquivo pessoal
O Granville Island é uma península que dá para chegar de carro/ ônibus pela ponte ou então pegar um AcquaBus e atravessar o False Creek (tem esse nome “Rio falso” porque apesar de parecer um rio, é o mar).
False Creek (rio falso) em Granville Island. Foto: arquivo pessoal
É o tipo de passeio que dá para fazer no dia inteiro: todo descolado, possui, além do Public Market (tipo o nosso Mercadão, com barracas de comidas, frutas etc), muitos restaurantes (de peixes nhammm), lojas de artesanato local, galerias de arte, parquinho e uma cervejaria.
Por dentro do Public Market em Granville Island. Foto: arquivo pessoal
Também conhecemos o Kids Market, uma espécie de galeria com algumas lojas e brinquedos eletrônicos. Sinceramente não achei nada demais…apenas um lugar extremamente barulhento. O preço das roupas e brinquedos não eram convidativos.
O colorido do Kids Market. Foto: arquivo pessoal
Em Granville até uma fábrica de cimentos vira arte! Obra dos brasileiros Os Gêmeos. Foto: arquivo pessoal
Almoçamos no Edible Canada Bistro, um restaurante que já havia lido algumas boas indicações na internet e foi super aprovado por nós! Como chegamos de ônibus, o nosso retorno foi de barquinho para mudar a rota.
O Acqua Bus, a balsa para pedestres para atravessar o False Creek. Foto: arquivo pessoal
Depois decidimos voltar para o hotel à pé mesmo para conhecer a região. Google Maps e uma internet ilimitada é essencial para esse tipo de orientação.
À noite, jantar no Pourhouse Restaurant, na Water Street. Quem acompanha o perfil do Mães em Viagem no Instagram viu a história do meu prato que pedi neste restaurante, que foi bem engraçado! Moooorta de fome, pedi um “cauliflower steak”, crente que viria uma carne (o “steak”) com couve flor (cauliflower). Um prato com bastante SUSTÂNCIA e uma verdura pra equilibrar o prato. Qual não foi a minha surpresa quando chegou um couve flor – e apenas um couve flor – assado? O cauliflower steak significa “bife de couve flor” e não “bife COM couve flor”, como eu supus. Por pouco, muito pouco mesmo, não chamo o garçom e pago o micão de perguntar “hey man, where is the meet?” Depois descobri que cauliflower steak é um prato super conhecido (que esqueceram de me avisar). Basta ver a #cauliflowersteak. No final das contas, o bife de couve flor estava uma delícia e super saciou a minha fome!
Um dos vários stories que fiz no perfil do Instagram. Segue lá: @Todasasmaes
3º dia – Capilano Suspension Bridge
Não tem como ir a Vancouver e não visitar a Capilano Suspension Bridge! Trata-se de uma ponte suspensa que atravessa o rio Capilano. Depois da ponte também tem outra parte do passeio formada por passarelas penduradas acima da floresta e outra passarela cravada no precipício.
Achei que a essa altura do campeonato, depois de passar por 2 plataformas com piso de vidro (a primeira no Calgary Tower e a segunda no Skywalk Glacier na Icefields Parkway), eu não teria medo de uma “simples ponte”. Vou te falar que deu vontade de desistir assim que pisei nessa ponte suspensa que fica a 70 m acima do rio e tem 140 m de comprimento. O medo ficou por conta dos adultos mesmo, porque as crianças não esboçaram receio em momento algum.
A ponte suspensa de Capilano, com 140 metros de comprimento. Tem coragem? Foto: arquivo pessoal
Me sentindo em Indiano Jones e o Templo da Perdição 😉 Foto: arquivo pessoal
Me senti no filme Indiana Jones e o Templo da Perdição (cena inesquecível da ponte). Havia muita gente (mesmo com o controle da quantidade de pessoas que passa por ela) e balançava horrores. A cada pessoa que parava no meio da ponte pra tirar foto ou a cada criança (inclusive as minhas) que davam pequenos pulos, eu suava frio. Mas valeu o passeio!
Para chegar no parque, pegamos um shuttle na esquina com a rua Homer com a Robson, em downtown. O lugar é lindo e totalmente cercado pela natureza. Tem restaurante, banheiros e lojinha. Logo na entrada, pegue o mapa/ passaporte do parque. Em cada atração há uma espécie de máquina que carimba o seu mapa, provando que você esteve ali. São 6 lugares para passar. Claro que fiz questão de carimbar a minha passagem pela Capilano Suspension Bridge, né?
Charme até n shuttle que nos levou para o Capilano Suspension Bridge Park. Foto: arquivo pessoal À noite, jantar no The Old Spaquetti, na Water Street, em Gastown.
4º dia – Gastown
No nosso quarto dia, confesso que foi bem pacato (só lembrando para quem não leu todos os posts: viemos de uma viagem de 2 dias em Calgary + 7 dias em um motorhome pelas montanhas rochosas). As crianças não aguentavam mais sair para passear… Nosso ritmo estava bem lento, quase parando (rs)… Tiramos esse dia para explorar o bairro de Gastown, onde estávamos, a pé.
Piano em uma praça de Gastown. Foto: arquivo pessoal
Almoçamos no Steamworks Brew Pub, na Water St, bem ao lado da Waterfront Station, que é o principal terminal de trânsito de Vancouver. É de lá que saem SkyTrain, Canada Line (ligando o Aeroporto YVR a Vancouver e Richmond) e o SeaBus (balsa de passageiros para North Vancouver).
Voltamos para o hotel para descansar e arrumar as malas. A ideia de hoje era não se cansar muito, já que no dia seguinte seria bem punk! Isso porque o check out do hotel era às 11h da manhã, mas o nosso vôo seria somente às 21h (tendo que chegar no aeroporto pelo menos às 18h).
5º dia – Queen Elizabeth Park
Último dia de Vancouver. Check out do hotel às 11h. Tomamos um café da manhã, entregamos o quarto, deixamos as malas na recepção do hotel e fomos bater perna por Vancouver. Nosso vôo era somente às 21h.
Para reforçar o café, uma passada no Tim Hortons, um fast food de cafés, donuts e bolinhos. É fácil achar, tem praticamente um em cada esquina.
Tim Hortons: um em cada esquina!
Seguimos a pé por Downtown (eu não falei que batemos perna pra caramba?) e então me deparo com um beco topo pintado de rosa. cheia de grafismos modernos. Parei pra tirar foto, lógico! E foi então que descobri que se tratava do “Pink Alley” (beco rosa), praticamente uma atração turística da cidade (descobertas que a gente faz só caminhando mesmo). A ideia desta intervenção urbana é de o local deixar de ser apenas um beco para serviços de lixeiras e veículos e se transformar em um espaço de convivência. Nem preciso dizer que deu super certo, né? Procure no Instagram a #pinkalley e verá!
Foto obrigatória no Pink Alley em downtown.
Depois pegamos um ônibus com destino a Queen Elizabeth Park, um dos mais lindos da cidade. O parque fica no ponto mais alto de Vancouver, a 152 metros acima do nível do mar, oferecendo uma vista espetacular. No dia que fomos estava nublado, mas ainda assim a paisagem impressionou. A fonte de águas dançantes, logo ao lado do Conservatório, agradou as crianças, que passaram um bom tempo correndo em sua volta tentando sincronizar suas passadas com os jatos de água 😉
A fonte de águas dançantes no Queen Elizabeth Park. Foto: arquivo pessoal
Não entramos no Conservatório (uma atração paga), mas nos deslumbramos com os jardins do parque. Plantas e flores milimetricamente posicionadas, formando um conjunto tão lindo e harmonioso, que ficou difícil não tirar dezenas de fotos ali. O principal jardim é o Quarry Garden, construído em uma antiga pedreira.
A vista panorâmica da cidade do alto do Queen Elizabeth Park. Foto: arquivo pessoal
Jardim do Queen Elizabeth Park. Foto: arquivo pessoal
Voltando para Gastown, o estádio BC Place, casa do time de futebol Whitecaps FC, estava no nosso caminho e resolvemos dar uma paradinha. Coincidentemente iria começar uma partida de futebol, mas para a gente não dava. Pasmem no valor do bilhetes: 60 dólares por pessoa para ver New York Redbull x Whitecaps.
BC Place, casa do Whitecaps, em Gastown. Foto: arquivo pessoal
Para finalmente encerrar a viagem, terminamos o nosso passeio em um pub em frente ao estádio comendo um dos pratos mais famosos de Vancouver: o poutine, que leva batata frita, queijo e molho. Não tem como ir a Vancouver e não experimentar um poutine!
Já era fim de tarde e o dia havia sido muito proveitoso! Voltamos para o hotel, pegamos nossas malas e seguimos até o aeroporto para embarcar de volta para casa. E como em qualquer viagem, trouxemos de volta no coração e na memória as melhores lembranças e recordações de férias em família!
Não deixem de ler os outros posts dessa aventura no Canadá com crianças!
De Banff a Jasper: confiram o nosso roteiro detalhado de 7 dias pelas montanhas rochosas no Canadá a bordo de um motorhome
Posso dizer com toda certeza que os dias pelas montanhas rochosas ~ rocky mountains ~ no Canadá em um motorhome com minha família (eu + marido + filhos pequenos de 4 e 6 anos) foi a viagem mais especial que já fizemos!
Foram meses de muita pesquisa e planejamento por aqui! E para ajudar futuros viajantes a se aventurar em uma jornada como essa, detalhei todo o nosso roteiro! A nossa aventura de motorhome saiu até no Catraca Livre Viagens 🙂
Nosso roteiro de viagem pelas montanhas rochosas estava pronto!
E continuo afirmando: ter um planejamento é muito importante sim. Mas não se prenda tanto a esses planos. Viajar de motorhome te dá essa liberdade, de não ter uma programação engessada e de não estar preso a reservas de hotéis.
Esse, com certeza, foi o post mais longo que já escrevi em todo o blog! Então se você estiver aqui para planejar o seu roteiro, não se esqueça de favoritar a página e voltar aqui sempre que quiser alguma informação!
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É importante lembrar que dentro desse nosso roteiro daria para incluir mais lugares para visitar durante o dia. Mas estávamos com crianças pequenas e o mais importante em uma viagem em família é respeitar o ritmo dos pequenos. Não adianta visitar dezenas de lugares em um mesmo dia e ter crianças cansadas e estressadas! Preferimos um ritmo mais desacelerado, mas com crianças felizes e curtindo cada minuto do nosso passeio!
Aqui no blog já saíram outros posts sobre a viagem:
Depois de 1 dia inteiro de passeio em Calgary (leia o post com o roteiro de Calgary aqui), acordamos no hotel, chamamos um táxi e fomos fazer a retirada do nosso motorhome na CanaDream, em Calgary. A nossa retirada estava marcada para as 12h.
Estacionamento de motorhomes na sede da CanaDream em Calgary. Foto: arquivo pessoal
Fomos recepcionados com um café da manhã na sede da empresa. Também havia mesinhas e giz de cera para distrair as crianças. Os pequenos ganharam livros de colorir e de atividades sobre toda a região das rochosas. O processo todo de retirada do motorhome dura em torno de 1h30. Saindo da CanaDream, fizemos uma parada estratégica no Canadian Super Store, um hipermercado, bem ao estilo de Walmart, para comprar mantimentos e produtos de higiene para os nossos próximos 7 dias a bordo de um motorhome.
Sem brincadeira, passamos 2 horas neste supermercado! Vou preparar um post só com a lista de compras!
Depois do supermercado, voltamos para o motorhome rumo a Banff. Eu já havia feito a reserva do campground do primeiro e segundo dia com antecedência através do site https://reservation.pc.gc.ca Neste site estão disponíveis todos os campgrounds que ficam dentro dos parques. Mas existem outros campings que não precisam de reserva, basta chegar e conferir se há vagas. Neste site você também pode comprar o ticket para entrar nos parques nacionais (nós compramos ali na hora, na portaria de entrada)
Como já era fim de tarde, ainda não havíamos almoçado e as crianças estavam empolgadissimas com o motorhome, optamos por ficar no campground e curtir o resto do dia por lá mesmo, além de ajeitar as compras e roupas nos armários do motorhome. Ou seja, não houve passeio, mas houve exploração no camping e muitas brincadeiras!
Nosso primeiro campground, o Tunnel Village I
2º dia
Banff – centro de visitantes
Surprise Corner
Hoodoo (vista do Bow River)
Morant’s Curve
Campgroung: Lake Louise Trailer Hard Sided
Acordamos cedo, preparamos um café da manhã, trocamos as crianças e nos despedimos do primeiro camping. Fomos em direção à cidade de Banff, nossa primeira parada. Você não pode estacionar o motorhome em qualquer lugar, existem vagas próprias para este tipo de veículo.
Fomos até o Centro de Visitantes e foi lá que compramos o Bear Spray. Você precisa ouvir toda a explicação e assinar um termo de uso.Também pegamos muitos folhetos e mapas da região.
Segundo dia: visita a Banff Town e parada no centro de visitantes
Depois do centrinho Banff, nossa próxima parada foi o mirante Surprise Corner, de onde você tem a vista de Bow Valley e do luxuosíssimo Fairmont Banff Springs Hotel.
Surprise Corner com vista para o Fairmont Hotel. Foto: arquivo pessoal
Seguimos adiante na estrada até a trilha de Hoodoo, na Tunnel Mountain Road. Um ponto rápido de parada para aproveitar o visual belíssimo de Bow River. Existem trilhas mais radicais e longas para os mais aventureiros. A que fizemos é bem tranquila de se fazer com crianças.
Hoodoo, uma vista deslumbrante! Foto: arquivo pessoal
Depois de Hoodoo, fizemos uma parada rápida no vistapoint de Morant’s Curve, que fica no final da Bow Valley Parkway. Morant é o fotógrafo que se tornou conhecido por seu registro do trem passando exatamente neste ponto. Tivemos uma p. sorte, pois assim que estacionamos o motorhome, já ouvimos de longe o barulho do trem se aproximando! Já li relatos de turistas que passaram um bom tempo parados esperando o trem e nada. E é óbvio que como todo turista que para neste ponto, tiramos uma foto ao estilo “Morant’s Curve”!
Morant`s Curve: um dos cartões postais das montanhas rochosas. Foto: arquivo pessoal
De lá partimos para o campground que já estava reservado, o Lake Louise Trailer Hard Sided. Foi o único campground que ficamos que tinha energia elétrica na vaga. Sem querer descobrimos que o Bow River passava bem ali do lado do nosso motorhome e é claro que fomos molhar os pés naquela água tão transparente (e gelada rs).
3º dia
Lake Louise
Campground: Mable Campground (Kootney National Park)
Placa de Lake Louise. Foto: arquivo pessoal
Acordamos cedo e fomos direto para Moraine Lake. O estacionamento de Moraine Lake é bem pequeno e quando está lotado, a estrada que leva para o lago é fechada. E não deu outra: eram 8h e já estava tudo lotado. Partimos então para Lake Louise, lago mais conhecido da região e com infra bem maior, estacionamento gigante. Então fomos conhecer o lago mais lindo que já vi em toda a minha vida. Um verde que eu nem sabia que podia existir em um lago!
Lake Louise o lago mais exuberante que ja vimos. Ao fundo, a geleira Victoria. Foto: arquivo pessoal
Para tornar o dia mais incrível, era aniversário do marido e comemoramos em grande estilo. Fomos direto fazer um passeio de canoa pelo Lake Louise. É um passeio bem caro sim (120 dólares canadenses por meia hora), mas valeu cada centavo gasto, pois é uma experiência inesquecível, tamanha beleza!
Ao final do passeio é possível comprar a foto que tiram de vocês na canoa. Você recebe a foto impressa e por email também
As canoas de Lake Louise comportam 4 pessoas, mas em Moraine Lake e Emerald Lake só cabem 3 pessoas em cada canoa.
Passamos horas em Lake Louise, praticamente o dia todo, e fizemos até uma trilha de quase 3 km até um dos mirantes. Você vai ver diversas trilhas, todas bem sinalizadas apontando a distância. Foi uma trilha um pouco puxada para as crianças, eles se cansaram na subida e pediram bastante colo (rs). Não se esqueça de ter sempre uma garrafinha de água. Paramos muitas vezes também para descansar. Vimos muita gente com mochilas próprias para carregar crianças menores nas costas.
Mirante no alto da trilha de Lake Louise: 3 km de caminhada. Foto: arquivo pessoalBrincadeira de criança na beira de Lake Louise. Foto: arquivo pessoal
Neste dia estávamos sem camping reservado e por isso saímos de Lake Louise e fomos em busca de um campground para pernoitar. Passamos em 4 lugares e todos estavam lotados. Conseguimos vaga no Mable Campground, que fica em Kootney National Park, ou seja, não era mais no Parque Nacional de Banff, mas ficava bem pertinho.
E como procurar um camping? Como falei lá em cima, no 2º dia, passamos no Centro de Visitantes em Banff (mesmo lugar que compramos o Bear Spray). Lá nos deram um mapa das estradas que iríamos percorrer e sinalizaram todos os campgrounds que teriam pelo caminho. Na estrada, a gente cruza com placas indicando a distância do próximo camping. E quando o camping está lotado, eles já sinalizam na própria placa com a palavra “Full”, indicando que não há vagas. Desta forma você nem precisa se locomover até a entrada do campground – apenas seguir adiante até o próximo.
Também usei o aplicativo Overlander, que mostra no mapa os campings próximos.
Placas indicativas dos campgrounds ao longo das rodoviasPlaca ensinando como funcionam os campings que não necessitam de reserva. Os campgrounds que precisam de reserva prévia custaram acima de CAD 40 na ocasião. Foto: arquivo pessoal
4º dia
Moraine Lake
Peyto Lake
Bow Lake
Campground: Mosquito Creek
Acordamos bem cedinho com o intuito de conseguir uma vaga no estacionamento de Moraine Lake e adivinhem? Mesmo chegando às 7h, a estrada já estava fechada. Aí o guarda nos deu a dica: voltar para o centrinho de Lake Louise (Lake Louise Village – onde também tem posto de gasolina, vale encher o tanque), estacionar o motorhome por lá e pagar pelo shuttle (van) que leva os visitantes até Moraine Lake. Não visitar este lindo lago estava fora de cogitação e foi a melhor alternativa que encontramos.
Moraine Lake: estacionamos o motorhome em Lake Louise Village e chegamos de shuttle. Foto: arquivo pessoal
Passamos um bom tempo explorando o entorno de Moraine Lake e depois ainda subimos no mirante que fica bem lá no alto das pedras (Rockpile) para ter uma visão esplêndida daquela paisagem! Muita gente (incluindo meu marido e filho) sobe até o mirante escalando as pedras, mas para quem não tem esse espírito aventureiro, tem uma pequena trilha que te leva até o mirante em 5 minutos.
Bem menos lotado do Lake Louise, o Moraine Lake chama a atenção pela sua cor azulada. Foto: arquivo pessoalMoraine Lake. Foto: arquivo pessoalVista lá do alto das pedras de Moraine LakeVista do mirante de Moraine Lake. Eu juro pra você que não apliquei nenhum filtro nem correção de cores. Não é espetacular?
Voltamos para o camping para preparar o almoço e em seguida fomos para Peyto Lake. A dica que nos deram era para ir para Peyto Lake por volta das 19h, pois a posição do sol daquele horário fazia com que a luz refletisse uma cor bem azul do lago. Seria muito tarde para ir com as crianças e preferimos ir às 17h mesmo, mas nem por isso deixamos de ficar deslumbrados com o visual. No Peyto Lake a gente não chega perto do lago, conseguimos ver só pelo mirante mesmo. Há uma pequena trilha de asfalto para chegar até o mirante, mas muito tranquilo de ir com crianças.
A trilha para chegar até o mirante de Peyto Lake. Foto: arquivo pessoalA vista de Peyto Lake. Foto: arquivo pessoa;
Antes de voltar para o camping, paramos em Bow Lake, um lugar muito tranquilo (diferente de Moraine Lake e Peyto Lake, que têm uma pegada bem turística), muito parecido com uma praia.
A tranquilidade de Bow Lake. Foto: arquivo pessoal
Voltamos ao campground e as crianças brincaram bastante por lá. O Bow River passa logo na entrada do camping, o que nos garantiu bastante entretenimento. As crianças adoravam brincar na beira do rio e esse envolvimento com a natureza o tempo todo que deixou a viagem mais incrível ainda. Estávamos inseridos na natureza 24 horas por dia durante 7 dias.
5º dia
Icefileds Parkway
Columbia Icefileds Centre (tour para geleira Athabasca e Skywalk )
Jasper
Acquatic Centre
Pizzaria Famoso
Serviço de lavanderia
Campground: Overflow Campground Jasper
Esse foi o dia que mais rodamos! Logo cedo pegamos, finalmente, a Icefileds Parkway (Highway 93 north), também conhecida como a estrada mais bonita do mundo, em direção a Jasper. Como era de se esperar, passamos por paisagens de tirar o fôlego ao longo dos 232 Km de estrada.
Tivemos o privilégio de presenciar o nascer do sol na Icefields ParkwaySenhoras e senhores: a Icefields Parkway! Foto: arquivo pessoalPausa para uma selfie na estrada mais bonita do mundo. Foto: arquivo pessoal
Paramos em Columbia Icefields Centre e compramos tickets para dois passeios (só dá para fazer os dois passeios juntos): tour para geleira Athabasca e Glacier Skywalk. Posso adiantar que é um passeio caro, mas impressionante. Gastar ou não com passeios caros é algo muito pessoal. Nós decidimos curtir a experiência por inteiro, fazer tudo o que estivesse ao nosso alcance… Sinceramente, não acho que vamos voltar nas montanhas rochosas tão cedo (vontade é o que não falta, mas o mundo é muito grande pra repetir destino), então a nossa opinião é aproveitar o quanto puder! Mas lógico que gastos assim devem fazer parte do orçamento na hora de planejar. A gente já sabia do valor antes da viagem, quando consultei o site www.banffjaspercollection.com
O motorhome (ou o carro) fica no estacionamento do Columbia Icefileds Centre enquanto os turistas saem de ônibus até os dois pontos a serem visitados. Primeiro vamos até uma estrada, onde trocamos de ônibus e subimos no Ice Explorer, uma espécie de trator que nos leva até as geleiras. É um passeio meio “Disney” (rs), o motorista é super empolgado e faz piadas o tempo todo. Para chegar até as geleiras descemos (e na volta subimos rs) uma ribanceira de dar um friozinho na barriga (e aí você entende o motivo de estar em cima de um ônibus-trator!). Ficamos cerca de 15 minutos na geleira Athabasca e depois o trator nos leva de volta para pegar o ônibus que nos levará até Glacier Skywalk, uma passarela de vidro de 1km de extensão que fica a 280 metros do chão, com vista para o Sunwapa Valley. No total, a programação dura cerca de 2h30, 3h. Então leve agua, vá ao banheiro antes (não tem banheiro nas atrações) e leve casaco, pois na geleira é muito frio.
O ônibus trator que nos leva até a geleira Athabasca
Dica para quem está indo com crianças: leve uma meia a mais e, se possível outro calçado na mochila, já que eles são exploradores por natureza e podem molhar o tênis na geleira. Pelo menos foi o que aconteceu com o meu filho rs. Como não tinha nenhuma troca, o jeito foi dar a minha meia pra ele! Vi um grupo de pessoas nas geleiras suuuuper preparadas: elas tinham capas de borracha para os sapatos, como uma bota maleável! Também tinha bastante gente com garrafinha vazia para encher com a água que escorria pelo chão das geleiras!
Skywalk Glacier, a plataforma de vidro na Icefields em cima de um penhascoTem coragem? Passarela de vidro de 1 km de extensão a 280 metros do chão!
Depois desse passeio incrível, voltamos para o motorhome e seguimos viagem pela Icefileds Parkway. Chegando em Jasper, fomos até o centro de visitantes para nos informar sobre campings, uma vez que não tínhamos nenhuma reserva e todos os que passamos na estrada estavam lotados. Descobrimos que quando os campgrounds da região ficam cheios, a cidade abre o “Overflow”, que na verdade é um grande descampado sem nenhuma estrutura: basta chegar e estacionar o seu motorhome (ou montar a barraca). Foi o que nos salvou neste dia! Existe um Overflow em Lake Louise também.
É em Jasper que fica a estação de trem da Via Rail Canada. Existem muitos trajetos de trem pelo Canadá e tem até uma agência brasileira especializada na Via Rail para você planejar a sua viagem. Um desses trajetos faz o caminho das rochosas canadenses e leva o viajante de Jasper até Vancouver. Pensamos em fazer este percurso de trem, mas não teríamos como e nem onde devolver o motorhome, uma vez que a empresa de aluguel de motorhome fica em Calgary. Então no planejamento você precisa escolher: ou viaja de trem ou de motorhome.
Ainda pelo centro de Jasper, para amenizar o calor que fazia, descobrimos o Acquatic Centre, tipo uma academia com day use com piscina coberta a preços simbólicos. No total, para 4 pessoas, pagamos cerca de dez dólares canadenses. Foi ótimo porque as crianças estavam cansadas de tanto andar e puderam relaxar e brincar na piscina.
Relax e brincadeiras no Aquatic Centre em JasperPôr do sol em caminhada pela cidade de Jasper. Foto: arquivo pessoal
Já era noite (no verão anoitece muito tarde, só depois das 21h) e optamos por uma pizza. Escolhemos a Famoso Pizzeria! Muito boa, a pizza é deliciosa e ótimo custo benefício. Embaixo da pizzaria tem uma lavanderia que nos salvou! Levamos uma boa muda de roupas para lavar e secar!
Mais uma volta pelo centrinho, um sorvete com as crianças e já era hora de seguir para o Overflow Campground Jasper, que ficava há meia hora dali.
É importante saber que em muitos pontos dessa viagem (como a própria Icefileds Parkway) não pega sinal de celular. Então aproveite para usar a internet em Jasper, pois nos campings ao redor não tem.
Em momentos que a internet pegava eu aproveitava para entrar no site https://reservation.pc.gc.ca e verificar sem algum dos campgrounds oficiais tinham vagas liberadas. Consegui de última hora reserva para os dois últimos dias no nosso caminho de volta: em Johnston Canyon e Tunnel Village.
A noite no Overflow Campground Jasper foi horrível, quase um perrenguinho de viagem rs. O tempo virou totalmente, a madrugada foi de muita ventania forte (o motorhome balançava tanto que parecia um avião com turbulência) e as pessoas que estavam acampadas em barracas tiveram que entrar nos carros. O dia seguinte amanheceu feio, muito nublado e chuvoso.
6º dia
Caminho de volta para Banff
Pyramid Lake
Athabasca Falls
Herbert Lake
Campground: Johnston Canyon
A viagem até Jasper acabara e era hora de fazer o caminho de volta. Percorremos novamente os 232km da Icefileds Parkway, mas o dia estava muito feio e nublado. Paramos o motorhome rapidamente em Pyramid Lake só para preparar um café da manhã. Depois visitamos as quedas d’agua impressionantes de Athabasca Falls e seguimos adiante.
Mesmo no verão, o dia amanheceu nublado e chuvoso em Pyramid Lake. Foto: arquivo pessoalCafé da manhã na beira do Pyramid Lake, em Jasper. O dia começou muito feio e nublado. Mas era apenas o início da manhã… Foto: arquivo pessoalA força das aguas em Athabasca Falls
No Herbert Lake, já com o tempo melhor, Teodoro e o pai ousaram um mergulho gelado! De volta para o motorhome, fomos conhecer o Lake Louise Ski Resort para fazer um passeio na gôndola (e ter a vista de Lake Louise e quem sabe avistar ursos lá de cima). Mas o tempo havia fechado novamente e a gôndola não funciona com chuva e vento.
Um mergulho gelado em Herbert Lake. Foto: arquivo pessoal
Chegamos no campground de Johnston Canyon (que eu havia conseguido fazer uma reserva pela internet no dia anterior), onde fica a cachoeira Johnston Canyon Falls, nosso passeio do dia seguinte.
7º dia
Johnston Canyon Falls
Emerald Lake (Yoho National Park)
Campground: Tunnel Village I
No último dia de motorhome, a nossa programação começou em Johnston Canyon Falls, que ficava no campground que estávamos. A gente percorreu uma trilha pavimentada somente até a primeira queda.
Uma pequena trilha nos leva até a queda d’água de Johnston Canyon. Foto: arquivo pessoal
De última hora, decidimos ir até o Emerald Lake, que fica no Yoho National Park. Foi um dos lagos mais lindos que conhecemos nesta viagem, ao lado de Lake Louise e Moraine Lake. Um verde indescritível e cenários para fotos maravilhosas!
Emerald Lake: um visual muito melhor do que do início da manhã., né?Eu, preparando o tripé para tirar uma foto da nossa família com esse lago incrível ao fundo (Emerald Lake). Foto: arquivo pessoal
Finalizamos o dia no Tunnel Village I, o mesmo campground que ficamos no primeiro dia. Arrumamos tudo e nos preparamos para seguir até Calgary na manhã do dia seguinte e entregar o motorhome na CanaDream.
Um brinde ao último dia de viagem de motorhome. Se eu faria de novo? Sem dúvida nenhuma!!!
Ah, lembram-se do Bear Spray que compramos no centro de visitantes em Banff? Não usamos (ufa) e entregamos na CanaDream.
Calgary: o que era para ser uma cidade apenas para chegada e partida para a nossa aventura de motorhome, tornou-se um destino divertido e cheio de passeios agradáveis com crianças!
Em nossa viagem para o Canadá, na aventura em um motorhome pelas montanhas rochosas, a cidade de Calgary também fez parte do roteiro. Saindo do Brasil, depois de uma conexão em Houston, no Texas/ EUA, o nosso vôo chegou em Calgary pela Air Canadá (aliás, que baita cia aérea! As poltronas eram muito mais confortáveis do que a United Airlines, pela qual voamos do Brasil até Houston).
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Calgary fica na província de Alberta e está há apenas 1h30 de Banff. Tivemos 2 dias nesta cidade de 1,200 milhões de habitantes, sendo que o primeiro foi só de passeio e o segundo dia foi reservado para a retirada do nosso motorhome e, consequentemente, para o início da viagem para as Montanhas Rochosas. A CanaDream, empresa que nos alugou o motorhome, fica em Calgary, sendo, portanto, a cidade mais próxima para quem vai fazer esse tipo de viagem rumo a Banff e Jasper. A entrega do motorhome também foi em Calgary.
Eu adorei conhecer um pouco mais de Calgary. Achei uma cidade muito simpática e agradável para passear com crianças, me surpreendeu mesmo! Calgary sediou os Jogos Olímpicos de Inverno de 1988 e está no páreo para sediar o evento novamente em 2026.
“Strike a pose” – esperando o trem em um domingo de sol em Calgary
Depois de pesquisar qual seria a melhor opção para hospedagem, optamos por ficar em downtown. Achei ótimo ficar no centro! Andamos bastante a pé e também de trem. O trem em donwtown é gratuito (existe um incentivo para não usar o carro) entre a 3rd Street East and 11th Street West a longo da 7th Avenue. O hotel que ficamos foi o Holiday Inn Express & Suites Calgary, com localização excelente, fácil de chegar a pé na linha do trem, quarto confortável e café da manhã incluído. Recomendo muito!
Atenção: você verá muitas “Red Chairs” pelo Canadá!
Depois de descansarmos bastante de dois vôos longos, nosso primeiro passeio foi no Zoológico de Calgary logo pela manhã. Fomos de trem (o nome da estação é “Zoo”). A partir do nosso hotel foram poucas estações, o que levou no máximo 15 minutos de viagem. Como o zoológico fica depois da 11th Street West, ou seja, sai da área gratuita de downtown, tivemos que comprar o bilhete (você compra com cartão de crédito em uma máquina instalada na própria estação).
Calgary Zoo é o segundo maior zoológico do Canadá, muito limpo e super bem organizado. Ele é dividido em diversas áreas, como Canadian Wilds (os animais selvagens do Canadá), Africa, Ásia, além da área pré-histórica e do jardim botânico. Vá passear no Dorothy Harvie Gardens, um jardim maravilhoso que serve de cenário para comemorações e até casamentos. Ficamos boa parte com as crianças brincando nesses jardins.
Primeira vez na vida que vejo um leão acordado no zoológico! 🙂
Mas a grande atração do zoo foi o habitat do Urso Panda Gigante. São 4 pandas gigantes que ficarão no Calgary Zoo por cinco anos, até 2023. Eu nunca tinha visto ursos pandas tão de perto (tinha visto no zoo de San Diego, nos EUA, mas ele estava em cima da árvore e mal dava para avistá-lo). Ficamos super encantados com o que vimos em Calgary!
Fofura extrema dos Pandas Gigantes no Calgary Zoo!Oinnn meu Deus, é impressão ou ele tá olhando pra mim? rs
Comemos um lanche dentro do zoológico em uma área com mesas de piquenique e mais uma vez me surpreendi com a limpeza. Também me chamou a atenção a preocupação coerência do zoo em não usar canudinhos de plástico em suas lanchonetes, só de papel. Achei bem gostoso o lanche do parque. Comemos um cheeseburguer com batata fritas e estava muito saboroso – diferente de lanches que já experimentei em outros parques (até mesmo na Disney).
Como todos já estavam cansados, saímos do zoo e voltamos para o hotel para as crianças descansarem.
Olympic Plaza
Depois de um breve descanso no hotel (viajar com crianças tem isso, não adianta impor um ritmo frenético), pegamos o trem novamente e fomos em direção a Calgary Tower. E foi então que cruzamos com a Olympic Plaza, perto da estação City Hall, construída em 1988 para os Jogos Olímpicos de Inverno.
Olympic Plaza: herança dos Jogos Olímpicos de Inverno de 88
Atualmente a praça recebe diversos eventos e festivais, além de virar uma pista de patinação no gelo entre os meses de novembro e março. Um lugar muito agradável, gostoso de passear e sentar um pouco. Você também vai ver a escultura “Famous Five”, que representa cinco mulheres do início do século 20 que lutaram pelos direitos das mulheres e das crianças. Foram elas: Emily Murphy, Nellie McClung, Henrietta Muir Edwards, Louise McKinney e Irene Parlby. A história dessas cinco mulheres é incrível e está toda relatada no site Famous 5 Foundation.
“Afinal, qual é o propósito da vida de uma mulher? O propósito da vida de uma mulher é exatamente o mesmo que o propósito da vida de um homem: ela pode dar a melhor contribuição possível para a geração em que ela está vivendo. ” – Louise McKinney 1868 – 1931, uma das mulheres de “Famous Five”
Calgary Tower
Um dos cartões postais da cidade, o Calgary Tower não poderia ficar de fora do nosso roteiro. Calgary Tower é uma torre de 191 metros de altura, inaugurada em 1968 – fomos exatamente na comemoração de 50 anos da torre. Um dos maiores orgulhos do monumento é o título que leva da maior tocha olímpica do mundo, quando, em 1988, durante os Jogos Olímpicos de Inverno, a chama ficava acesa em seu topo.
Entre os prédios, você vira uma esquina e pah: um dos cartões postais da cidade! Vale a pena pagar pra subir sim!
Além da altura e da vista belíssima de 360º de toda a cidade, um dos pontos imperdíveis lá nas alturas é ficar sobre o piso de vidro no deck de observação. Há quem não se sinta à vontade rs. Ah, é necessário comprar o bilhete para subir até o observatório.
The Family!
A vista do Calgary Tower: visão 360o da cidadeNem todos criam coragem para se aproximar do piso de vidro no alto dos 191 metros do Calgary Tower
No andar abaixo do mirante tem o restaurante Sky 360 que oferece uma vista panorâmica giratória! Isso mesmo, enquanto você está sentado, as mesas giram em torno da torre, dando essa visão. Mas esse “giro” acontece uma vez a cada 45 minutos. Até pensamos em fazer uma refeição por lá, mas quando fomos visitar o restaurante, ele estava girando e não nos sentimos muito confortáveis.
Atrás do painel de madeira, o restaurante giratório. Eu que não me atrevo a tomar um vinho enquanto o restaurante gira rs
Stephen Avenue
Saindo de Calgary Tower, já que não comemos no Sky 360, fomos procurar um restaurante na Stephen Avenue Walk, um calçadão onde se concentram os melhores restaurantes, cafés, pubs e bares de Calgary. Os veículos podem transitar pela Stephen Avenue somente depois das 18h e até às 6h, ou seja, neste intervalo, somente pedestres.
Comemos em um restaurante chamado Milestones, na 8th Avenue, que simplesmente foi o melhor restaurante que comi em toda essa viagem que fizemos no Canadá! E olha que comemos muito bem em Vancouver! O meu prato foi o Crispy Sweet Chili Chicken Bowl (sabe quando dá água na boca só de lembrar?) – para quem gosta de pratos apimentados. Para as crianças havia diversas opções no menu kids – eles comeram hamburguer. No site do restaurante vi que eles têm várias unidades nas províncias de Alberta, British Columbia, Ontario, Newfoundland e Saskatchewan. Então se estiverem por lá, fica a dica de onde comer bem!
Wonderland
Voltando para a estação de trem, pausa para uma (várias) fotos em outro cartão postal da cidade: Wonderland, uma escultura de uma cabeça feminina, com 12 metros de altura, do artista catalão Jaume Plensa. O monumento fica em frente ao Bow Building. Pela foto não parece, mas já eram 21h e a Alice estava capotada no meu colo (no verão escurece tarde), e por isso não conseguimos tirar muitas fotos!
Dá até para entrar na cabeça de Wonderland pelas portas lateraisPausa para fotos na Wonderland Sculpture!
E assim terminou a nossa estadia em Calgary. No dia seguinte, fomos para a sede da CanaDream para retirar o nosso motorhome. Saindo de lá, parada estratégica no Canadian Super Store, um hipermercado, bem ao estilo de WalMart, para comprar mantimentos e produtos de higiene para os nossos próximos 7 dias a bordo de um motorhome. Confiram toda a nossa experiência no post sobre Viajar de motorhome com crianças.
Perrengue, desconforto, aperto e uma boa bagunça. Esses eram os adjetivos que vinham na minha cabeça quando pensava em viagem de motorhome. Mas a nossa experiência nos mostrou que percorrer as estradas em um RV (recreational vehicle, como também é chamado o motorhome) é muito legal, prático e divertido!
A família e a nossa casa sobre rodas
Foram mais de 1.200 km rodados em 7 dias, sendo 6 noites pernoitando em campgrounds diferentes dentro de nosso motorhome. O roteiro: desbravar as montanhas rochosas (rocky mountains) entre as cidades de Banff e Jasper, na província de Alberta, Canadá, passando pela Icefields Parkway, também conhecida como uma das estradas mais bonitas do mundo! A viagem ocorreu em agosto, verão no hemisfério norte e alta temporada por lá.
Você também pode salvar no Pinterest e ler depois:
As crianças (Teodoro – 6 anos e Alice – 4 anos) se adaptaram muito bem à nossa casa sobre rodas. Se sentiram totalmente seguros dentro do motorhome (mesmo à noite, no breu dos campgrounds). Adoraram brincar de cabaninha lá dentro e souberam lidar fácil com algumas limitações do nosso veículo – entre elas, o uso consciente da água (lição que trouxemos para casa).
Toda hora era hora de brincar!
O nosso motorhome era até bem espaçoso. Possuía duas camas de casal, sendo que uma delas se transformava em sofá e mesa durante o dia. Havia pia, fogão, geladeira com congelador, muitos armários e também um banheiro maior que de avião. Além disso, a empresa que aluga o RV também fornece um kit conveniência composto por panelas, travessas, talheres, lençóis e cobertores.
Fiz questão de alugar um modelo de motorhome que a cabine do motorista fosse aberta para o resto da “casa” e foi a melhor escolha que eu fiz! Óbvio que não dá para cozinhar ou tomar banho enquanto o veículo está em movimento, pois além de balançar, é bem perigoso, mas ter a cabine aberta é muito mais prático. Para os passageiros (no nosso caso, as crianças) foi super cômodo eles viajarem no sofázinho devidamente afivelados.
Lençóis, travesseiros, edredom e manta já vieram no chamado “kit conveniência” da empresa que nos alugou o motorhomeA “sala de jantar” vira a segunda cama!Visão geral por dentro do motorhome: bem espaçoso, né?
Alugamos o motorhome 5 meses antes de nossa viagem através da Motorhome Trips, uma agência brasileira especializada em aluguel de RV no exterior. Foi a melhor escolha que fizemos, pois eles tiraram todas as nossas dúvidas, nos ajudaram a escolher o melhor motorhome que atendesse as nossas necessidades e ainda nos deram toda a orientação necessária!
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Rotina
Em alguns dias acordávamos bem cedinho e tomávamos um café rápido. Com a programação do dia em mente, apenas colocávamos as crianças – ainda dormindo – nas cadeirinhas e pronto: pé na estrada! Assim mesmo, super prático!
Quando chegávamos no destino (que podia ser um lago, uma trilha, uma cachoeira ou até mesmo o centrinho de uma das cidades), aí sim era hora de acordar os pequenos, trocá-los, preparar um café da manhã mais reforçado e fazer o passeio em questão!
Em outros dias, preferimos acordar tarde e tomar cafë da manhã bem tranquilos ainda no campground, com a paisagem da floresta de fundo. Mas teve um dia que o nosso camping não tinha uma paisagem legal… sabe o que fizemos? Saímos de lá, estacionamos na beira de um lago e tomamos o nosso café!
Café da manhã no campgroundCafé da manhã na beira do Pyramid Lake, lago na cidade de Jasper. Nada mal!
E assim seguimos os dias descobrindo as paisagens de tirar o fôlego das montanhas rochosas canadenses: os lagos Lake Louise, Lake Moraine, Peyto Lake, a geleira Athabasca, a Icefields Parkway e até uma família de elks no meio da rodovia que nos surpreendeu (leiam o post com todo o roteiro detalhado!).
O verde surpreendente de Lake LouiseMomento brincadeira no Lake LouiseMorant`s Curve: um dos cartões postais das montanhas rochosasNascer do sol na rodovia Icefileds ParkwayIcefileds ParkwayNão é uma pintura, é o Emerald Lake
A cada lugar novo, uma emoção diferente, uma surpresa! Depois de quase um dia inteiro de passeio era hora de seguir até o campground, estacionar o nosso motorhome, relaxar e preparar a nossa comida. Era o famoso “almojanta” no final da tarde. Antes disso dava para segurar bem com sanduíches e petiscos.
Hora do almojanta (pode não parecer, mas já eram mais de 18h)Jantar a luz de velas… ops, de lanternas! Que tal?
A compra de mantimentos foi feita em Calgary, cidade que retiramos o motorhome. Foi uma compra grande, pois não era só alimentação: tinha que pensar em itens de higiene pessoal, alguns descartáveis, guardanapo, saco de lixo, etc. Mas tudo o que compramos foi usado… não sobrou nada!
Campgrounds
Alguns campgrounds foram reservados por nós com antecedência, ainda do Brasil, e outros campings chegamos na hora. Como era alta temporada, muitos deles já estavam lotados. Em uma das noites só conseguimos vaga depois da quarta tentativa. Em outra noite, a única opção que tínhamos era ficar no chamado “Overflow” – um grande descampado sem estrutura nenhuma (sem energia, sem banheiro, sem chuveiro, nada). Era um espaço apenas para estacionar, dormir e ponto.
Já nos campgrounds mais bacanas que ficamos, cada espaço para o motorhome tinha uma mesa de madeira com bancos e também um “fire pit” para fazer fogueira. Esses campings também eram providos de banheiros compartilhados com chuveiro quente (limpíssimos), tanque para lavar louça, lockers para comida (para quem estava acampado em barracas e precisava armazenar alimentos, uma vez que guardar comida dentro das barracas poderia atrair ursos). Mas tudo isso é pouco perto do maior e melhor benefício de ficar em um campground com o seu motorhome: o de estar totalmente inserido na natureza. Cada noite era um visual diferente, seja das montanhas, das árvores das florestas ou do rio que corria atrás do nosso veículo.
Na maioria das vezes ficamos em campgrounds rodeados pelas árvores das florestasNo meio da floresta!Presente: por do sol em frente ao nosso motorhome no campgroundMais um presente surpresa em campground: o rio que corria logo atrás do nosso motorhome
As crianças amaram explorar os campgrounds, afinal, estávamos no meio da floresta. Na maioria deles, inclusive, tinham vários alertas sobre os ursos. Sim, estávamos no habitat dos ursos e existia a possibilidade de cruzar com um a qualquer momento. Por isso a recomendação era jamais deixar comida para fora do motorhome. Em um dos campgrounds que ficamos, que era um pouco mais isolado, um dos funcionários veio nos alertar para que não fizéssemos churrasco naquele local, pois tinham muitos ursos naquela floresta.
Aviso em todas as trilhas e lagos: temporada de ursos!Alguns avisos sobre a vida selvagem ao redor dos campgrounds
“Coolers não são a prova de ursos”, dizia um recadinho no campground de Johnston Canyon
Mas oi, churrasco? Ah sim, o pessoal que costuma viajar de motorhome é bem preparado!! Muitos já levam suas churrasqueiras a tiracolo (que funcionam a gás propano, comprado nos mercados) e fazem seus hambúrgueres do lado de fora!
Hora do almojanta (pode não parecer, mas já eram mais de 18h)
Ficamos em apenas um camping com energia elétrica. Isso quer dizer que no local que estacionamos o motorhome havia um pequeno poste de energia onde conectávamos um cabo do veículo. Quando o carro não estava ligado na energia, ainda funcionavam todas as luzes e tomadas, mas o chuveiro não esquentava (isso varia de acordo com o modelo do motorhome). Sem contar no breu do lado de fora. Talvez por isso a cena mais linda que presenciei em toda a viagem não pode ser fotografada, apenas registrada em minha memória: durante a madrugada, em um camping em Banff, acordei e olhei pela janela do motorhome o céu mais estrelado que já pude imaginar existir!
E… bem, voltando ao primeiro parágrafo, até que rolaram alguns pequenos desconfortos sim. Um deles foi o banho frio que nós, incluindo as crianças, tivemos que tomar nos campgrounds sem energia. Depois do segundo dia de água gelada, optamos tomar banho nos banheiros compartilhados dos campings! No último dia, pulamos essa etapa chamada banho Hahahah
As crianças aprenderam na prática o uso consciente da água: se usássemos muito, acabava – simples assim. O reservatório de água limpa do motorhome durava 2 dias. Isso significa que atividades simples como lavar louça, tomar banho, lavar as mãos e tudo que incluísse água, tinham que ser feitas com moderação. Nada de escovar os dentes com a torneira ligada. E deu super certo, em momento algum as crianças acharam ruim essas limitações ou diferenças. Para elas tudo fazia parte dessa grande aventura e souberam direitinho entrar na brincadeira e aproveitar!
Encher o tanque de água limpa, assim como esvaziar o reservatório de água suja era fácil e tinha que ser feita nas chamadas “dumping stations” – que tinha na maioria dos campings. Para controlar o nível, existe um painel dentro do motorhome que indica se já está na hora de encher o tanque com água limpa e despejar a água suja.
O painel indicava que era hora de esvaizar o reservatório de água suja do motorhome
Carteira de habilitação
Pelo menos no Canadá, a nossa carteira de habilitação é válida para dirigir um motorhome, ou seja, não é preciso nenhuma autorização especial. Dirigir um motorhome não é tão simples, pense que é tipo um caminhãozinho, é um veículo pesado. Até você ganhar noção de espaço, leva um tempo. Inclusive é altamente recomendado pela empresa que na hora de manobrar, alguém desça do veículo para orientar a ré (ninguém aqui quer bater o motorhome alugado e ter preju na viagem né?). Ainda mais em lugares muito cheios como a gente foi, a chance de ter alguém passando atrás e o motorista não ver é grande! Todo cuidado é pouco!
Na estrada também era preciso tomar muito cuidados com os animais. Presenciamos um elk (espécie de veado) atravessando a rodovia do nada e por muito pouco o carro que estava vindo no sentido contrário ao nosso não o atropela. Em outra situação, encontramos uma família de deers na beira da estrada e conseguimos parar para fotografá-los.
Uma família de White-tailed Deer na beira da estrada. A foto está com zoom, pois a recomendação (lógica, apesar de muita gente não respeitar) é de não se aproximar dos animais. O ideal é 30 metros de distância dos elks e 100 metros de ursosE no mesmo dia que vimos os deers, vi essa placa no banheiro do nosso campground, alertando que as fêmeas podem ser agressivas!
A velocidade permitida nas estradas ficava entre 80 km/h (dentro dos parques nacionais) e 100 km/h. Esses tipos de veículos são muito grandes, por isso, em geral andávamos na faixa da direita – como caminhões rs.
Placa na rodovia alertando os motoristas para ficarem dentro dos veículos caso avistem ursos (dizem que é comum ver urso na beira da estrada, mas eu não vi 🙁
Últimas dicas
Para quem pretende embarcar em uma aventura como essa, algumas dicas:
Tenha uma programação anotada, mas não se prenda tanto a ela. Viajar de motorhome te dá essa liberdade, de não ter programação engessada.
Debruçados sobre o mapa programando o dia seguinte
Compre o Bear Spray. É um spray (tipo spray de pimenta) para ser usado caso você fique cara a cara com um urso na floresta – seja em uma trilha ou no próprio campground. A gente não viu urso nenhum (existe a chance de ver até mesmo na beira da rodovia).
Como não usamos o Bear Spray, entregamos na empresa que nos alugou o motorhome
Visite o centro de turistas das cidades (no caso de Banff e Jasper). Elas foram muito importantes na nossa viagem. Em Banff pegamos um mapa com alguns nomes de campgrounds que poderiam ter vaga e também compramos o Bear Spray. No centro de Jasper nos indicaram passeios para levar as crianças e também nos recomendaram o Overflow, já que todos os campgrounds da área estavam lotados e não tínhamos para onde ir.
Centrinho da cidade de Banff, com pouco mais de 7 mil habitantes
Compre um chip de celular com pacote de dados internacional, pois nesse trajeto todo o celular não pega. Wi-fi é quase inexistente. E lógico, tenha espaço na nuvem para subir suas fotos, que serão centenas! Usei o chip da Easysim4u, como fiz em outras viagens internacionais. Você compra ainda no Brasil, recebe em casa e já coloca no celular assim que o avião chega no destino.
Fotos, muitas fotos!
Falando em fotos, aposte em um tripé para a sua câmera/ celular! Não me volte desse paraíso apenas com selfies, peloamordi!
Eu, preparando o tripé para tirar uma foto da nossa família com esse lago incrível ao fundo (Emerald Lake)
Quanto a viajar de motorhome especificamente com crianças, não senti nenhuma diferença em relação a outras viagens: é preciso respeitar e seguir o ritmo delas, que é diferente do nosso. No motorhome ainda tem o lado prático: Cansou, quer dormir? Deu dor de barriga? Molhou a roupa? Não tem problema, a casa/ hotel sobre rodas estará sempre por perto!
A praticidade de estar de motorhome! Cansou? A sua cama está logo ali pertinho!
Essa foi a nossa grande aventura no Canadá a bordo de um motorhome. Uma viagem inesquecível tanto para nós, os adultos, quanto para as crianças. Se você tiver alguma pergunta, não hesite em me perguntar!!
É isso mesmo que vocês leram! Alugamos um motorhome, que será o nosso lar por 7 dias durante as nossas próximas férias em família! Canadá, aí vamos nós: eu, marido e filhos, de 6 e 4 anos!
A ideia de alugar um motorhome partiu da vontade de percorrer a estrada Icefields Parkway nas Montanhas Rochosas, em Alberta, no Canadá. Essa rodovia tem 230 km de extensão e paisagens deslumbrantes que a fizeram ser conhecida como uma das estradas mais bonitas do mundo! O trajeto, que liga os parques de Banff a Jasper, por si só já é uma atração pela paisagem, mas ao longo do percurso os viajantes têm diversos pontos de paradas com atrativos naturais, como os lagos Louise Laike (que no inverno se transforma em um rinque de patinação), Moraine Lake, a geleira Athabasca Glacier, além de atividades como trilhas, rafting, cachoeiras, passeios de canoas etc.
foto: www.banffinfo.com
Outra grande atração é a possibilidade de avistar ursos, alces e outros animais típicos das regiões alpinas ao longo da viagem. Dizem que quando tiver diversos carros parados na estrada, provavelmente é algum urso que está sendo avistado. Portanto, pare também para apreciar!
Mas não é apenas na beira da estrada que a gente pode se deparar com um urso! Estaremos praticamente no meio da floresta o tempo todo e, por isso, os visitantes são orientados a levar consigo o spray bear (#medo) e a tomar algumas precauções, como nunca deixar restos de comida no acampamento, andar em grupo nas trilhas e fazer bastante barulho enquanto estiver caminhando (vale falar alto, bater palmas, cantar, pois na verdade o urso também não quer te encontrar), entre outras medidas que vou conhecer quando chegar. Estou morrendo de medo de encontrar um urso, mas também ficarei bem chateada se não avistar pelo menos um!
foto: www.icefieldsparkway.com
Essa viagem poderia ser feita de carro com a opção de hospedagem em hoteis da região ou ainda de trem, mas decidimos alugar um motorhome pela (grande) aventura em família! Eu nem imagino o que nos aguarda, pois nunca fiz nada parecido (a última vez que acampei tinha 18 anos)!
Viajar de motorhome é muito mais trabalhoso, pois a gente vai ter que cozinhar o tempo todo (e lavar a louça haha), tem a preocupação com o descarte da água suja (você descarta o esgoto nas dump stations, que podem estar dentro dos campgrounds ou em lugares públicos), é tudo apertadinho, etc. Mas a experiência de dirigir um motorhome pela estrada mais bonita do mundo vai superar qualquer hotel!
Quando ir
Segui a dica de algumas publicações de turismo para pegar o verão no Canadá, tanto pela temperatura agradável quanto pelas paisagens de tirar o fôlego. Nesta época do ano só escurece por volta das 22h na região! Como faz para colocar as crianças pra dormir com esse horário maluco? Vamos ver como será!
O verão no Canadá é em julho e agosto, altíssima temporada (tipo dezembro e janeiro nas nossas praias), então existe o ônus de os preços estarem bem altos. Tentamos fechar essa viagem para julho, mas os preços estavam insanos de caros e seria totalmente inviável para o nosso bolso. Ainda que agosto seja alta temporada também, os preços caíram bastante e, portanto, optamos por esse período.
foto: icefieldsparkway.com
Aqui cabe um momento desabafo de mãe: o Teodoro está no 1º ano do fundamental, em plena fase de alfabetização. Assim que passou a euforia de fechar a viagem (passagens aéreas e motorhome), bateu um peso na consciência! Meu filho vai perder 2 semanas de aula e com certeza vai atrapalhar o rendimento escolar. Ele ainda não tem lição de casa, então vou levar algumas atividades na mala e tentar criar uma rotininha de leitura/ escrita/ matemática neste período. De qualquer forma, este será o último ano que viajaremos por tanto tempo fora das férias escolares.
O roteiro
Sem dúvidas, das viagens que já fiz, essa foi a mais difícil de planejar o roteiro. Foram muuuitas pesquisas, muitas revistas e blogs para conseguir me situar e encaixar tudo. Tem muito lugar para a gente conhecer! O roteiro básico ficou assim (e agora ainda falta detalhar quais são as atrações imperdíveis em cada ponto):
foto: icefieldsparkway.com
Chegada em Calgary, onde ficaremos hospedados em um hotel por 2 noites;
Retirada do Motorhome em Calgary (passagem por um supermercado para fazer as compras de mantimentos dos próximos 7 dias)
Trajeto Calgary – Banff – Jasper – Calgary (duração de 7 dias com pernoite nos campgrounds da região)
Retorno para Calgary e devolução do motorhome
Embarque de avião para Vancouver, onde ficaremos hospedados em um hotel por 5 noites
Volta para o Brasil
P.S. Se tivéssemos mais tempo e dinheiro, ainda faríamos uma rápida ida a Seatlle, que fica a 230 km de Vancouver, em Washington, nos EUA. Dá para ir de carro ou de trem, pela Amtrak.
Alugando o motorhome no Canadá
A pesquisa pelo aluguel do motorhome começou com 5 meses de antecedência e fechei quase 4 meses antes. Porém, descobri que deveria ter feito isso mais cedo, principalmente por se tratar de alta temporada. O ideal, pelos relatos que li na internet, é fazer a reserva com 6 meses de antecedência.
Fiz uma pesquisa pelo site www.motorhomerepublic.com que é uma plataforma de aluguel de motorhome. As principais locadoras são a Cruise Canada e CanaDream. Mas nas minhas pesquisas eram as mais caras também. Aí eu tentei alugar em outras empresas – a Compass e a Real Value – que ofereciam rv (como também são chamados, de Recreational Vehicles) mais em conta. Só que nas duas empresas, mesmo depois de solicitar a reserva pelo site deles e até de passar o número do cartão de crédito, recebi um email informando que aquele modelo escolhido não estava mais disponível devido a grande procura.
Então, em vez de ir direto nas principais Cruise Canada e CanaDream, optei por fazer todo o processo de aluguel pelo Motorhome Trips, uma agência de viagens de brasileiros especializada em aluguel de motorhomes no exterior. Aí tudo ficou mais fácil, pois minhas dúvidas (que eram muitas) foram todas esclarecidas em português e muito rapidamente.
ALERTA DESCONTO:
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O modelo escolhido para uma família de 4 pessoas: o SVC Super Van Camp da CanaDream
Eu já tinha lido indicação do Motorhome Trips em alguns blogs de famílias viajantes, como o Felipe, o Pequeno Viajante (que já rodou o mundo de motorhome) e o blog Viagens que Sonhamos, que inclusive fez esse roteiro recentemente e eu acompanhei tudo pelo instagram da família. A Francine, do blog Viagens que Sonhamos, foi uma querida, me ajudando muito com as dicas dessa viagem! Outro blog de viagem que me inspirei para fazer esse roteiro pelas montanhas rochosas de motorhome foi o Eu Viajo com Meus Filhos.
Campgrounds
Os campgrounds, que são os campings onde vamos estacionar o motorhome para pernoitar, são super comuns por lá! Os campgrounds que ficam dentro dos parques nacionais canadenses podem ser reservados pelo site https://reservation.pc.gc.ca. Também peguei as dicas de baixar o app Overlander para encontrar os campgrounds.
Tentei eservar antecipadamente os campgrounds antes da nossa partida, já que estamos indo na alta temporada (diferentemente de hoteis, é muito comum chegar sem reserva nos campgrounds). Alguns que tentei reservar já estão com as vagas esgotadas :/ Planejamento nunca é demais! Consegui reserva para os dois primeiros dias (em Banff e Laike Louise). Mas sei que alguns campgrounds também não aceitam reservas antecipadamente.
Itens extras
Quando a gente aluga o motorhome, existem alguns extras que devem ser levados em consideração na hora de fechar a conta, como o kit conveniência, composto por utensílios de cozinha, roupa de cama e toalhas. Geralmente paga-se um valor de acordo com o número de pessoas. No nosso caso, o valor era de 85 dólares canadenses por pessoa. Optamos por não contratar esse kit conveniência (que ficaria 340 dólares) e economizar comprando esses itens no WalMart! Eu realmente não sei o quanto vamos economizar com essa decisão… A agência que alugamos o motorhome falou que é muito comum as pessoas fazerem isso. Quando voltar, escrevo outro post contando se valeu a pena ou não!
Habilitação
Para dirigir o motorhome no Canadá, basta a carteira de habilitação na categoria B (carro normal) válida. De qualquer forma, nós temos a Permissão Internacional para Dirigir, emitida pelo Detran, e vamos levar.
Não vamos alugar GPS, preferimos ficar no Waze mesmo e nos mapinhas que pegaremos nos centros para turistas. Mas para a internet funcionar por lá, só contratando pacote de dados, pois wi-fi é inexistente nos parques. Você pode comprar o chip de celular Viaje Conectado da Yes Brasil, antes mesmo de viajar (mas compre com antecedência por conta do frete). Para o Canadá existem duas opções de pacotes de dados, é só escolher a que se encaixa melhor no seu planejamento.
Ainda estou fechando o seguro saúde, mas é imprescindível e não ficará de fora! Aguardem, pois em breve sairá um post sobre a importância do seguro saúde em uma viagem internacional e como escolher a melhor opção! O Teodoro já torceu o pulso enquanto estávamos de férias em Miami e voltou de lá com o braço engessado! Se eu não tivesse um seguro saúde, possivelmente estaria pagando a conta do hospital até hoje!
Bom, gente, esse é o meu primeiro post sobre a viagem de motorhome pelas Montanhas Rochosas no Canadá com a família! Será divertidíssimo, com certeza! Vou contando mais novidades aqui no blog e pelo instagram também, que terá praticamente um reality show dessa viagem hahaha
Acompanhem tudo no perfil @TodasAsMaesEmViagem pela hashtag #todasasmaesnocanada e também #todasasmaesemviagem
Confira a lista completa de posts sobre a viagem para o Canadá:
Planejando a viagem de motorhome (você está lendo este)