O ano está terminando e estou certa que vem muita coisa boa pela frente! Para dar aquele arremate final em 2017, fiz uma retrospectiva com os posts mais lidos nos últimos 12 meses.
Mas nesta lista só levei em conta os posts publicados em 2017. Porque, por exemplo, se considerar os posts publicados em outros anos, o texto mais lido foi: Um susto em minha vida – o resultado da mamografia (post publicado em 2016, mas que figura entre os mais lidos e comentados em 2017).
Outro post bem movimentado por aqui é o texto sobre a retirada da chupeta, publicado em 2015 – mas ainda super atual!
Bem, vamos aos top 10 de 2017! *Excluí da lista posts relacionados a eventos temporários.
Faltou algum post que você gostou muito de ler e queria que estivesse nessa lista? Pra mim sim (rs). Gostei muito, muito mesmo, do meu post desabafo com o meu relato sobre ter parado de fumar (embora tenha largado o cigarro em 2011, escrevi o texto só em 2017).
Vou contar uma coisa… às vezes (muitas vezes) me irrito quando leio/ assisto matérias do tipo “desmistificando a maternidade”, “o lado B da maternidade” ou, falando mais abertamente, “o lado ruim da maternidade”. Porque ser mãe não é fácil, porque a gente não dorme bem nunca mais, porque amamentar é dolorido, porque educar é estressante, porque o casamento sofre mudanças etc etc etc. Essa é a mais pura verdade? É! Mas de tanto texto assim que vejo por aí, parece até que o objetivo é desencorajar as futuras mães…
Photo via VisualHunt
OK, entendo que é importante falar sobre a vida real, até mesmo para outras mães que estejam passando pela mesma situação encontrarem uma rede de apoio e poderem sentir que não estão só. Mas, por outro lado, acho chatíssimo ficar falando o tempo todo das coisas negativas da vida de mãe. Quando eu estava com 8 meses de gravidez do meu primeiro filho li uma matéria em um blog falando que a amamentação era difícil, era dolorida, que podia dar mastite, que o peito ia rachar, que o bebê ia demorar muito para aprender a pega. E sinceramente? Achei super broxante ler tudo aquilo!
Quando meus filhos completaram 2 anos, eu estava mais preocupada com o tal do “terrible two” que li tanto na internet do que com as novidades do desenvolvimento deles. Qualquer chorinho eu já apontava: “olha lá, olha lá, é o terrible two!!”. E às vezes nem era isso…
Eu sei que precisamos falar também das dificuldades do mundo materno. Mas acho que, se é pra falar algo ruim, que seja dando a solução, indicando um caminho, ajudando ou então que vá pelo lado mais cômico, mais na esportiva. Falar que é difícil só por falar, me parece um spoiler chato, um estraga prazeres. Por que eu vou querer saber das “10 coisas chatas que não te contaram sobre a maternidade” se posso descobrir eu mesma sendo mãe dos meus filhos?
Está rolando uma problematização da maternidade muito maçante na minha opinião. Acho que dá para levar a vida com os filhos com mais leveza, não dá?
Esse “sermão” serve para mim também, tá? Muitas vezes me pego falando sem necessidade sobre partes chatas de maternar. Quer tentar fazer um reforço positivo comigo nos próximos dias? Que tal nos esforçarmos para enxergar mais o lado A da maternidade, que é o que importa de verdade?
Em um dos seminários da Pais&Filhos que estive presente, a Mônica Figueiredo, diretora editorial da revista, brincou sobre a quantidade de blogueiras de maternidade que existe hoje em dia: “nasce um bebê, nasce um blog”. Todas nós rimos, pois essa é a mais pura verdade! Existem centenas ou milhares de blogs de maternidade que falam sobre a experiência de ser mãe. E não é à toa que as mães blogueiras viraram novas influenciadoras digitais.
Neste mês, a agência Youpper publicou um estudo inédito sobre mães, influência e consumo. De acordo com a pesquisa, 75% das mães brasileiras que acessam a internet, buscam informações sobre experiências reais que envolvem o universo maternal, os blogs, fóruns, redes sociais etc. O estudo apontou que não são as marcas diretamente que influenciam as mães, mas principalmente as vivências das mães com as marcas que determinam o consumo de produtos pelas mulheres que vivenciam a maternidade.
O difícil, para nós, blogueiras, não é criar um blog. O difícil é manter um blog, e com qualidade! Faço o Todas as Mães com o maior carinho e respeito, com o objetivo de fazê-lo crescer a cada ano. Escrevo pensando nas mães leitoras, sem deixar a minha essência e meu objetivo, que é compartilhar experiências, desabafos e novidades. É um trabalho de formiguinha, com muita paciência e perseverança. Não quero ganhar seguidoras… quero conquistar amigas. Por isso, sigo meu caminho, escrevendo com muito amor e dedicação, pois é isso que me faz feliz! AMO, amo demais quando leio um comentário de alguma mãe dizendo que meu texto a ajudou de alguma forma! Ou quando uma entrevistada/especialista convidada recebe elogios através do blog. AMO o que faço porque eu aprendo também, e ainda tenho muito o que aprender – tanto sendo mãe quanto blogueira rs
Esse é o pôster que fica na minha mesa representando o meu amor pela escrita <3
E hoje, conversando com a minha mãe sobre me dedicar a um blog de maternidade, perguntei:
“Eita, e quando meus filhos crescerem? Minha carreira vai acabar hahaha?”
É claro, que não, respondeu minha mãe. “A gente sempre tem o que falar quando o assunto são filhos, não importa a idade. Não é porque sou avó que deixei te ver como minha filha”, disse a sábia da minha mãe . Então tá! Mãe e filha decidiram já deixar prontas algumas pautas para o meu blog daqui uns 20, 30 anos. Porque pelo que estou entendendo da maternidade, a preocupação com os filhos não acaba nunca, nem com o passar dos anos…
10 pautas para blogs de maternidade daqui a 30 anos
Explicando para os filhos que não existia internet, Netflix e nem celular quando você nasceu. Sim, filho, eu já fui xóvem
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Síndrome do ninho vazio, como enfrentar 🙁 Nossa hora vai chegar 🙁
Almoçando com a nora (especial com 3 posts e entrevistas com especialistas) Não gostei dela…
Dicas infalíveis para acabar com a farra do sumiço do tupperware Quem nunca?
Almoço de domingo: sim, eles podem lavar a louça mesmo estando na sua casa! Vamo botar esses marmanjo pra trabalhá!
“Quando serei avó?” e outras perguntinhas que meus filhos não gostam que eu faça. Mãe sendo mãe
Ela não me ligou no fim de semana …será que minha filha está se afastando de mim?” Essa “pauta” foi sugerida pela minha mãe. Não, mãe, não estamos nos afastando rs
Posso apresentar A Galinha Pintadinha aos netos? Sempre fiz isso com meus filhos e eles aí, criados e vivos! Na dúvida, a gente pergunta
Transmissão 7D e holografia: confira a lista com os 5 melhores apps para estar em contato com os filhos e netos à distância Acho que vou publicar essa em 5 anos
É, gente… mães quando se juntam tem assunto de sobra, mesmo daqui 20, 30 anos!