Mês: julho 2020

  • Turismo de isolamento: a nossa experiência em viajar durante a pandemia

    Turismo de isolamento: a nossa experiência em viajar durante a pandemia

    Final de semana passado fomos para Ilhabela (praticamente nossa segunda casa) para mudar de ares, respirar um pouco. Aqui vou contar a nossa experiência, os medos e os cuidados que tomamos em uma viagem em meio a pandemia.

    Importante: nós não nos hospedamos em hotel (apesar de grande parte dos hotéis e pousadas já estarem abertos) e a ideia era não ter contato com ninguém.

    Muito se tem falado de turismo de isolamento, que é diferente do turismo tradicional, onde a gente vai passear, conhecer a cidade de destino etc. No turismo de isolamento o objetivo é manter a quarentena com as mesmas pessoas que estavam em isolamento, porém em um local distante/ diferente da sua casa, com maior contato com a natureza, mais espaço, etc. Pra tomar um ar mesmo, mudar de ambiente!

    turismo de isolamento
    Em isolamento: sobre mudança de ares com segurança, essa foto representa bem

    E é por essa razão que muitas famílias estão alugando chácaras, chalés ou casas de temporada tanto no interior quanto no litoral (sugiro o Booking.com).

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    Então, seguindo essa nova modalidade de turismo, pegamos estrada. Levamos todos os alimentos e insumos de São Paulo (onde só compramos por delivery). Na estrada, usamos Sem Parar nos pedágios e na balsa também. E quanto à gasolina, em São Paulo, de vez em quando precisamos sair e abastecer no posto, portanto já é um lugar que voltou a fazer parte da rotina. 

    >> Quem não tem carro: acho bem mais seguro alugar um carro do que viajar de ônibus. Recomendo o rentcars.com para alugar um automóvel.

    No segundo dia, sugeri passarmos na praia pra pisar na areia, dar um mergulho rápido e voltarmos pra casa. Fomos, mas sem levar cadeira, canga, nada! Bem diferente do que estamos acostumados, como escrevi no post “Viagem para a praia com bebê e criança: o que levar

    levei lenço umedecido, álcool gel, saquinhos para as máscaras e uma máscara extra para cada pessoa (caso alguma caísse na areia ou molhasse, por exemplo). É bizarro, mas é indispensável ter essa preocupação na hora de arrumar a sua bolsa.

    Em Ilhabela os restaurantes, bares e quiosques de praia já estão funcionando (mas não servem na areia). 

    A situação da Praia do Julião: bastante gente e praticamente ninguém de máscara. Me senti um ET (mas nos mantivemos assim). Rodrigo foi andar com o Teodoro nas pedras (ambos de máscara) e eu fiquei mais isolada com Alice brincando na areia.

     

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    A máscara que estou usando é da Malwee, com tecido com acabamento antiviral, antibacteriano e antifungos, eficaz contra a Covid. Saiba mais sobre a linha Malwee Protege. 
    

    No tempo que ficamos, eu vi, no máximo, 3 pessoas passando de máscara por mim. O restante estava caminhando ou sentado, bebendo, conversando, curtindo, tudo sem máscara. Tipo vida normal. Foi chocante.

    E aí entendi quando li que na pandemia, o problema não é a praia para a proliferação do vírus e sim os banhistas, que acabam se aglomerando.

    Não fiquei nem 5 minutos na praia (na verdade a ideia era essa mesmo). Me senti mal por estar em um lugar com tanta gente, mesmo com distanciamento e ao ar livre. Não cheguei a molhar meus pés na água, pra terem ideia. Me senti acuada. Minha família e eu estávamos de máscara, protegendo a nós e aos outros. Por que os outros não podiam estar de máscara também? 

    E as crianças?

    A gente já tinha conversado com as crianças que seria uma passagem rápida na praia. Eles estão entendendo a situação e não houve resistência por parte deles na hora de ir embora. Dias depois, já em São Paulo, fiquei mega orgulhosa da Alice quando foi contar a novidade para a professora que tínhamos estado na praia. Ela disse: “mas a gente ficou pouco porque a minha mãe não achou seguro, tinha muita gente sem máscara lá“. Ela não só entendeu como soube passar a informação adiante! 🙂

    Quanto ao comércio, hotéis e restaurantes abertos e a minha opinião sobre essa flexibilização e reabertura do turismo: não sei quantas pessoas perderam seus empregos e agora estão aliviados em poder retornar e ter seu ganha pão de volta, principalmente se tratando de uma cidade que tem o turismo como uma fonte de renda importante (se não a mais). Não dá pra julgar.

    Mas é inadmissível turistas não usarem máscara em locais públicos, como uma praia. Nesse sentido acho, inclusive, mais seguro viajar para um hotel fazenda ou resort, onde o ambiente é controlado e os protocolos de higiene são seguidos à risca. 

    Veja quais hotéis já anunciaram a reabertura e descubra como será o “novo normal” da hotelaria

    É isso. Com todos os cuidados, dá para respirar, mas penso que muita gente ainda não está pronta pra esse tal de “novo normal” não. 

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  • Lazer em SP na pandemia: espaço para crianças brincarem reabre com controle

    Lazer em SP na pandemia: espaço para crianças brincarem reabre com controle

    Dica para quem é de São Paulo e gostaria de levar/ deixar os filhos para brincarem em um lugar seguro e responsável na questão de higiene e assepsia! 

    O Start Arte, espaço de eventos em São Paulo, abriu as portas na unidade Macunis (Pinheiros), mas de forma super controlada, sem aglomeração e com bastante rigor na higienização dos ambientes. 

    Para a criançada brincar: é necessário fazer o agendamento prévio e, por enquanto, o espaço será aberto para apenas 1 família por vez (com até 4 integrantes). As crianças ficam com um arte educador, mas os pais que quiserem ficar no local, não serão cobrados.

     Quantas às medidas de higiene e segurança, o Start Arte está seguindo as orientações da OMS:

    – Álcool gel em todos nossos ambientes;

    – Arte educadores de máscara de tecido e face shield em tempo integral;

    – Os brinquedos são higienizados logo depois da utilização;

    – Na piscina de bolinha, as bolinhas são trocadas e higienizadas a cada utilização;

    – Limpeza do espaço após utilização.

    O Start Arte da Macunis fica em uma casa super fofa no bairro de Pinheiros (Rua dos Macunis, 180), com muito espaço aberto, 2 jardins abertos, campinho, escalada, brinquedão, horta, ateliê e sala just dance. 

    O Start Arte está funcionando de segunda à domingo das 8hs às 14hs  (através de agendamento prévio). 

    Valores por criança:

    1 hora: R$ 55
    3 horas: R$ 138
    5 horas: R$ 150

    Agendamento e infos: (11) 9474-6779

     

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    Leia também: Quarentena em casa com crianças. - brincadeiras para pais e filhos
  • Relato: eu fiz o exame de Covid-19

    Relato: eu fiz o exame de Covid-19

    Você já fez teste para Covid-19? 

    Fiz o exame na semana passada para checar se já tive contato com o coronavírus e se tinha anticorpos. Fiz o exame de sorologia IgG e IgM e não o PCR.

    O exame PCR detecta a presença do vírus no organismo, ou seja, quando o paciente tem sintomas.

    O exame de sorologia que fiz foi o de quimioluminescência e que tira sangue da veia (não é aquele que faz um furinho na ponta do dedo). Esse é indicado fazer depois de, pelo menos, 10 dias de sintomas ou contato com alguém doente (ou situação de risco). O resultado saiu no dia seguinte. 

    Também existem os testes rápidos, que ficam prontos em poucos minutos e lembra muito aqueles exames de gravidez. Só que a sensibilidade e especificidade desses testes rápidos são menores em comparação as outras metodologias.

    Neste link do laboratório Fleury tem uma explicação bem didática sobre a diferença dos exames para Covid-19.

    Importante: estou praticando a quarentena, mesmo com a flexibilização de São Paulo, contato mínimo com as pessoas. Mas como já relatei no Instagram, perdi a minha mãe no final de março (e início disso tudo), por problemas respiratórios.

     

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    Na ocasião, estive com ela no hospital e ainda circulei rapidamente dentro de uma UTI. Desde então, há 3 meses, vivia com essa dúvida que estava me deixando ansiosa em um grau extremo (mesmo o exame da minha mãe na época ter dado negativo para Covid-19).

    O teste é bem caro (a ANS decretou que os planos de saúde deveriam cobrir, também, o exame de sorologia, mas quando eu realizei, o meu plano não tinha cobertura). Leve em conta que, quem tem anticorpos do Coronavírus não tem um passaporte 100% para a imunidade. Há muitas controvérsias a respeito! 

    Encontrei preços bem diferentes entre os principais laboratórios. Embora todos sejam de sorologia, não sei avaliar a diferença e a confiança dos testes, mas perguntei pra pediatra dos meus filhos (que acaba sendo nossa médica de família) e ela nos disse que o Fleury é o melhor (e o mais caro!). Não considerei aqui os lugares que aplicam os testes rápidos (mas para quem se interessar, a Drogasil, por exemplo, realiza os testes rápidos mediante agendamento).

    Valores dos exames de Covid (sorologia, pesquisado na primeira semana de julho)

    * Como eu já estava pesquisando “exames Covid” há um tempo, também levei em consideração as propagandas de laboratórios que apareceram no meu Instagram, mas são de empresas que eu não conheço, como esse do LabiExame. 

    O meu resultado deu não reagente tanto para o IgG quanto para o IgM (veja imagem abaixo de como é interpretado esse exame que eu fiz). Ou seja, não tive contato com o coronavírus. Isso quer dizer que todo o meu cuidado está sendo eficiente!!! Ao mesmo tempo, ainda estou vulnerável ao vírus sem saber como o meu corpo poderia reagir. Tenso, né?

    Alguns países  estão exigindo exames de Covid para a entrada de estrangeiros. Será que vai ser comum essa exigência no futuro (não muito distante)?

    Leia também: Malwee lança máscaras e t-shirts antivirais eficientes contra a Covid