Ano: 2016

  • Mãe não é (e nem tem que ser) supermãe

    Mãe não é (e nem tem que ser) supermãe

    Na última semana rodou na rede a foto mostrando Melissa Wardlow trabalhando como fotógrafa em um jogo de futebol americano, ao mesmo tempo que carregava seu filho de 3 anos e o caçula de 8 meses no canguru. A foto foi publicada no The Dallas Morning News e a fotógrafa foi chamada de “ultimate multitasking” ou “mãe multitarefa”. A foto é de setembro, mas só agora que tomou uma proporção maior no Brasil.

    the-dallas-morning-news
    Um filho de 3 anos nas costas, outro de 8 meses na frente, mamadeira em uma mão, câmera na outra e muito trabalho

    As pessoas (e eu também faço isso sem querer) têm a mania de achar lindo ser uma supermãe. Mas será que quando cultuamos essa mãe multitarefas – aquela que faz de tudo um pouco tão bem – não estamos também renegando ajuda, seja do pai ou de outro cuidador? Não cabe a mim criticar nem julgar, apenas estou fazendo um convite à reflexão.

    Nessa foto muitas veem uma mãe guerreira, que não se abala com as dificuldades e carrega literalmente os filhos para o trabalho. Outras pessoas têm outro ponto de vista e enxergam uma mãe sobrecarregada, precisando de ajuda.

    O pai é o treinador de um dos times que estava jogando. Ao que tudo indica, ele estava trabalhando e não podia ficar com as crianças (ops, mas a mãe também estava trabalhando e mesmo assim ficou com as crianças. Ah táááá).

    Não quero fazer mimimi, não é isso. Mãe faz de tudo e mais um pouco sim, segura o rojão, é guerreira, aguenta dois, três, quatro filhos no colo, se necessário! Mas não tem que ser assim, não temos que aplaudir uma situação dessas. Você consegue imaginar o quão difícil deve estar sendo para essa mulher carregar os dois filhos, além da câmera (que não deve ser nada leve), mamadeira AND fazer fotos boas de um jogo de futebol??! No mínimo, está desconfortável!

    Não cabe a mim julgar essa cena… até porque uma foto não diz tudo (lembram-se da enxurrada de julgamentos que aquela mãe americana recebeu após ser clicada no aeroporto digitando no celular enquanto o bebê estava dormindo no chão sobre uma mantinha?). Eu só acho que não é bacana a gente achar o máximo uma mãe sobrecarregada! Porque é o que eu vejo (ela pode achar a situação OK, mas a minha leitura da foto é essa). Se fosse um pai no lugar dela (em geral mais forte fisicamente) muito provavelmente teríamos comentários do tipo “ó que paizão” :/

    Por trás da polêmica foto existe uma verdade que ainda virá à tona. Talvez ela tenha brigado com o marido no final do dia dizendo “p., custava você ficar com o mais velho, pelo menos?” hahah é o que eu teria feito!

    Impossível não lembrar da “mãe multitarefas” agora, com a proximidade das férias escolares! Eu, por exemplo, adoro ficar com meus filhos, mas nas férias é bem puxado, fico sozinha com eles, não tem ninguém para me ajudar em casa durante o dia (#indiretinha) e eles pegam fogo!

    Dou conta dos dois nas férias com aquela energia pipocando das 8h às 21h? Tenho que dar, ué! Mas não sou uma supermãe! É preciso lembrar que eu fico cansada, exausta e muito sobrecarregada, porque além de ficar/brincar/cuidar/alimentar/educar as crianças, eu ainda tenho zilhões de coisas para fazer e dar conta.

    Eu seria uma supermãe se eu passasse o dia inteiro brincando/cuidando/alimentando/educando as crianças sempre com disposição, sorriso no rosto e jamais com o celular na mão. Se eu SEMPRE seguisse as dicas das psicólogas quando há algum atrito (abaixar para falar, não deixar de castigo, disciplina positiva etc etc). Se todos os dias eles tivessem uma comidinha fresquinha, saudável e nutritiva feito pela mamãe, como os pratos que aparecem no Instagram. Se eu fizesse os passeios mais legais com eles durante as férias. Se eu NUNCA ligasse de eles se sujarem de tinta. Se eu nunca reclamasse da bagunça em casa. Se eu nunca tivesse preguiça de dar banho ou de escovar os dentinhos deles. Se eu nunca “esquecesse” de dar aquela vitamina de uso contínuo. Se mesmo depois de um dia cansativo, eu estivesse esbanjando meu charme às oito da noite com as olheiras devidamente maquiadas. Se eu nunca dormisse de calça de moletom e camiseta velha (e sim uma linda camisola de cetim). Se eu acordasse todos os dias às 7h da manhã brincando e fazendo cócegas nas crianças na cama. Se minha casa fosse todo dia limpa e perfumada. Hahahahahah…Não!

    Se um dia você vir uma mãe sobrecarregada, não aplauda. Ofereça ajuda!

    Não é fácil, mas também não quero me vitimar, afinal é uma escolha minha. Vem lavar uma louça ou me convidar para almoçar fora (cas criança tudo) que já fica tudo certo!

    Mas eu confesso que já tentei ser uma supermãe. No dia de apresentação esportiva e cultural da escola dos meus filhos, calhou que a entrega de faixa do judô do meu filho e a aula aberta de inglês da minha filha caíram no mesmo horário, só que em ambientes diferentes. Eu deveria pensar: tudo bem, meu marido acompanha um dos filhos enquanto eu acompanho o outro. E que bom que tenho essa possibilidade. Mas não. Eu quis acompanhar as duas apresentações ao mesmo tempo. Enquanto a caçula cantarolava e saltitava distraída no inglês, eu saí de fininho e fui até a porta espiar meu filho, que estava na quadra embaixo lutando judô. Resultado totalmente frustrante: enquanto eu dava minha olhadela no mais velho lá da varandinha do primeiro andar para a quadra, a professora me chamou: “A Alice está chorando porque ela percebeu que você não estava lá”.

    Fui correndo abraçar a minha filha, tomando consciência da grande besteira que eu fiz com ela. Por alguns minutos minha filha perdeu a confiança e não queria mais me largar, não se sentia mais à vontade de ir dançar com os amiguinhos. Ela me abraçava e eu afirmava que eu não ia mais sair, que eu ficaria só com ela agora. Finalmente eu entendi que se eu estava lá naquela sala, eu devia estar por inteira, pois ela precisava de mim naquele momento. O mais velho não estava desamparado, já que o pai estava cumprindo o seu papel, dividindo comigo a responsabilidade de estar presente em um momento especial do nosso filho. Ou seja, eu bem que podia ter me despido da capa de supermãe e aceitar que uma pessoa não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

    Definitivamente eu não sou uma supermãe. Eu não quero ser uma supermãe! Não dá certo!

    E, gente, ela não existe!

  • O cantinho do choro: apenas um desabafo de uma mãe exausta

    O cantinho do choro: apenas um desabafo de uma mãe exausta

    Toda mãe deveria ter o seu “cantinho do choro”!

    mãe triste sentada na escada

    Na semana passada meu filho mais velho ficou doente. Foram exatos 6 dias de febre alta (que não baixava por nada), dor de garganta, mal estar, choro. Muito choro. Eu não sei como é na casa de vocês, mas aqui, a cada dose de remédio que tenho que dar para meus dois filhos – seja de antitérmico, antibiótico, xarope, qualquer coisa – equivale a uns 10 minutos de conversa, argumentos, explicações e, muitas vezes acaba em irritação da minha parte. Isso sem contar com as ânsias de vômito. Detesto ter que dar remédio à força, mas às vezes não tem outro jeito…Afinal de contas, remédio é inegociável!

    Além disso, é claro, foram 6 dias de impotência de ver o filho doente e preocupação intensa, que resultam também em esgotamento. Foi punk, mas passou, ufa!! Graças a Deus (e aos remédios, à pediatra, aos meus cuidados e orações), meu filho voltou a ficar saudável e isso, pra mim, é a melhor coisa do mundo!! Acredito que você, mãe que está lendo meu desabafo, conhece bem esse sentimento de alívio quando o(a) filho(a) sara, mesmo que de um simples resfriado.

    Esse meu alívio durou menos de 1 dia, pois, passadas algumas horas da última febre dele, tchãram: filha caçula com febre também. E aí meu emocional vai lá pra baixo, né? Nossa, que desânimo que me bateu naquele dia. Não sabia se ficava triste por minha filha ter adoecido também ou agradecida de eles não terem ficado doentes ao mesmo tempo (porque aí sim nem sei o que seria de mim, de nós).

    Porque mãe de 2 ou mais tem essa, né? Filho fica doente, você se descabela até descobrir o que é (virose, otite, amigdalite, gripe, etc). Aí quando o outro filho começa a adoecer em seguida, pelo menos você pula essa etapa do “ai meu Deus, o que será que é??” e já tem uma ideia do que está por vir (daí o meu desânimo).

    E cá estamos, passando por tudo de novo: mais uma semana de febre, dor, mal estar, choro, muito choro, impotência, preocupação, esgotamento físico e emocional. Enquanto isso, a roupa para lavar amontoa, a poeira do chão acumula e os compromissos do cotidiano que esperem, pois a prioridade agora são os meus filhos. Mas sempre lembrando que a vidinha do outro filho segue – horários, almoço, uniforme, escola, janta, banho! Não para, não para, não para, não!!!

    E a gente vai armazenando toda essa carga e não se dá conta da bomba relógio que está se transformando.

    Como todos os dias, hoje passei a manhã me dedicando a eles: dando remédios (com negociação, choro etc), servindo suco, colocando desenho na TV, apartando briga, levando ao banheiro, mais suco, agora torradinha, limpando migalhas, montando brinquedo, apartando mais brigas, etc. Passei apenas 20 minutos na cozinha para preparar um almoço bem sapecado, mas sempre sob requisições – suco, desenho, banheiro, choros. Na hora de servir o almoço, o que acontece?

    Num quelo!!

    Ninguém queria almoçar!! (preciso dizer que a caçula estava há 2 dias sem aceitar almoço e jantar). O mais velho não tinha motivo, mas resistiu ao almoço também.

    Juro, a minha vontade naquela hora era de jogar o prato no chão e sumir (obviamente eu jamais faria isso, até mesmo pelo puta trabalho que eu teria de limpar depois). Tento negociar um pouco mais, argumentar, insistir, até que fico irritada de novo! Não queria me irritar com isso, mas não consigo, estou cansada, exausta. Então respiro e me conformo com o resultado que eu consegui – apenas três colheradas.

    Respira. Paciência. Respira. Calma. Respira.

    Volto para a cozinha, que está um show de horror, e vou arrumar. E rápido, pois esse é o horário mais corrido aqui em casa. Se uma tarefa atrasa, tudo atrasa. E geralmente é isso que acontece mesmo!

    Suspiro, pego um banquinho, sento e começo a chorar baixinho, num desabafo comigo mesma.

    E, nossa, como um chorico de nada me fez bem! Acho que vou adotar o cantinho do choro pra mim, viu? Mas não se iludam, nem no cantinho do choro eu tive a minha privacidade merecida. Em menos de 1 minuto, a minha caçulinha apareceu como se NADA tivesse acontecido (o stress do almoço) perguntando: “mãe, qui cê tem, tá cholando?”. Na minha negativa, ela ainda chama o irmão: “Todolo, vem vê a mamãe, ela tá cholando”.

    E foi exatamente por essa “invasão” que enxuguei minhas lágrimas, respirei fundo, levantei-me do banquinho e ainda ri. Ri porque achei graça, achei fofo! Mas não era um momento de achar alguma coisa fofa. Meu Deus, que confusão de sentimentos!!!

    E a vida segue! É assim que é, essa é a maternidade real. Não há o que falar. Não há um conselho salvador. É isso, é difícil mesmo, às vezes desesperador até. As desarmonias começam e terminam sem aviso e sem explicação, num universo onde o cansaço impera e a alegria domina (e sim, isso é MUITO conflitante).

    Mas se eu tivesse que dar um conselho para esses momentos conflitantes com os filhos, eu seguiria o que muitos psicólogos falam: na hora do nervoso, quando você percebe que está prestes a estourar, saia de perto (deixando-os em um ambiente seguro), respire outros ares (o cômodo do lado, gente, não é pra sair de casa!! haha), vá para o seu cantinho do choro, respire fundo e espere uns minutinhos, pois você vai se acalmar mais rápido que você imagina.

    Agora, se você tem um método mais ninja para se acalmar e levar a maternidade de boas, por favor, me conte tudo, porque eu preciso saber  – todasasmaes@gmail.com.

  • Alerta do CEATOX! Plantas comuns em casas e jardins podem ser tóxicas para as crianças

    Alerta do CEATOX! Plantas comuns em casas e jardins podem ser tóxicas para as crianças

    Você sabia que muitas plantas comuns em casas e jardins podem ser extremamente tóxicas para as crianças (para os adultos também), causando desde lesões, náuseas, vômitos, diarréia até taquicardia, alucinações e parada cardíaca?

    Não é brincadeira e essas plantas venenosas podem estar na nossa varanda sem nos darmos conta do perigo! Um exemplo? Comigo- ninguém-pode, espada de São Jorge e jiboia são algumas das plantas tão frequentes em decorações, porém tóxicas! Se ingeridas, causam lesões na mucosa, dor e queimação na boca e lábios, edema (inchaço) em língua e lábios. Outras plantas, como o caso do antúrio, causam irritação na pele só de encostar. (LEIA A LISTA DE PLANTAS TÓXICAS NO FINAL DO POST)

    Comigo Ninguém pode
    Comigo Ninguém Pode / Photo credit: Starr Environmental via VisualHunt / CC BY

    Aí você fala: ahhhhh, mas meu filho não vai comer planta!! Não é bem assim! De acordo com a Dra. Luciana de Oliveira Toledo, farmacêutica bioquímica e profissional do Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX), a maior incidência de casos de intoxicação por plantas está relacionada com crianças, geralmente de 0 a 8 anos. “A curiosidade em explorar as plantas e as brincadeiras de ‘cozinhar’, acabam resultando em ingestões acidentais”, explica. No ano de 2015, o CEATOX recebeu 239 casos de intoxicação com plantas.

    Espirradeira
    Espirradeira / Photo credit: Mauricio Mercadante via Visualhunt.com / CC BY-NC-SA

    Seguindo os dados de atendimento e casos registrados, a Dra. Luciana de Oliveira Toledo dá algumas recomendações bem importantes. Achei muito relevante ela advertir sobre ensinarmos as crianças a não brincarem com as plantas, principalmente de “comidinha”.

    – Atenção para conhecer as plantas perigosas da região, da casa e do quintal. (Eu mesma, fazendo esta matéria para o blog, acabei de descobrir que tenho uma planta jibóia no meu quintal. Óbvio, será doada amanhã mesmo!)

    – Atenção, grande número de casos ocorre quando os pequenos estão com fome e, ao menor descuido, levam à boca o que mais fácil tem ao seu alcance;

    – Atenção no preparo de chás ou remédios com plantas sem o conhecimento da espécie;

    – Atenção em ensinar os pequenos a não colocarem plantas na boca nem utilizá-las como brinquedos/alimento;

    Atenção com algumas podas em plantas que liberam látex, pois elas podem atingir a pele e os olhos causando irritações e/ou ulcerações.

    – Atenção em não permitir as crianças mascarem ou chupar folhas, sementes ou qualquer outra parte das plantas.

    Meu filho mais velho tem aquela curiosidade bem aguçada de mexer em tudo quando estamos andando na rua. E é nesse momento que tenho que ficar de olho, alertando que ele não pode ficar mexendo nas plantas da rua, que algumas são perigosas, que têm veneno, etc.

    Agora vem a pior parte: O que fazer se a criança ingerir uma planta tóxica?

    Antúrio
    Antúrio / Photo credit: Vitor Pamplona via Visual hunt / CC BY

    Segundo a Dra. Luciana, em geral, na população infantil, as intoxicações são diagnosticadas com base nos relatos de familiares que presenciam a criança ingerindo a planta. “É muito importante quando há uma possível ingestão que os pais levem a criança a um pronto atendimento o mais rápido possível e leve a planta ou parte dela para que o médico consiga avaliar se há algum risco e como deve proceder com o tratamento clínico. Caso não seja possível levar a um serviço de saúde é importante ligar para o 0800 014 8110 – CEATOX, para os familiares receberem as orientações iniciais e se há realmente algum risco”, explica.

    “Na dúvida ou suspeita de ingestão da planta, leve a criança ao médico”

    E quando bate a dúvida se ingeriu ou não?

    “Caso não tenha certeza se houve a ingestão e a criança apresenta bom estado geral (nenhuma alteração sintomática), é recomendado deixar a criança em pausa alimentar por duas horas e em observação dos responsáveis. Um dado importante: caso haja alguma ingestão “não dar leite” pois os sintomas podem piorar ou iniciar um nauseamento em uma criança que iria permanecer com um quadro assintomático. Fornecer leite após ingestão de algum agente tóxico é uma crença popular brasileira, totalmente contraindicada por nosso centro e infelizmente muito realizada até hoje”, explica a farmacêutica.

    Conheçam as plantas mais comuns em intoxicações e seus efeitos. Os casos mais frequentes, segundo Dra. Luciana de Oliveira Toledo, do CEATOX, são as que provocam lesões na mucosa, como comigo-ninguém-pode, espada de São Jorge e jibóia.

    Espada de São Jorge
    Espada de São Jorge / Photo credit: Capitu via VisualHunt.com / CC BY-NC

    Mamona, pinhão-paraguaio, pinhão-roxo, joá: causam náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal.

    Saia-branca (trombeteira), estramonio, dama da noite, doce-amarga: causam taquicardia, dilatação pupila, retenção urinaria, pele e mucosas secas, rosto avermelhado, aumento da temperatura corporal, alucinações.

    Comigo-ninguém pode, espada de São Jorge, jibóia, antúrio, tinhorão, inhame-bravo, espirradeira, bico-de-papagaio, chapéu-de-napoleão: causam hipersalivação, dor e queimação na boca e lábios, edema (inchaço) em língua e lábios.

    Antúrio: Em contato com a pele, a seiva produzida provoca irritação. Quando ingerida há náuseas, vômitos, salivação e dificuldade de engolir. Em contato com os olhos pode causar irritação e até lesão de córnea.

    Espirradeira: se ingerida, pode provocar parada cardíaca

    Crisântemo: A flor possui uma substância, a piretrina, que pode causar alergias em geral, desde espirros, bronquite e urticária.

    É gente, com criança não dá para vacilar… temos que ficar de olho o tempo todo e, principalmente, alertar os pequenos que as plantinhas devem ficar no lugar delas: sem brincadeiras e sem arrancar. E, pelo sim, pelo não, melhor dar uma averiguada no jardim e varanda de casa!

    Leia também:

    CEATOX: tenha o telefone sempre à mão

  • Um susto em minha vida: o resultado da mamografia

    Um susto em minha vida: o resultado da mamografia

    Estetoscopio
    Muito provavelmente a maioria das pacientes que entra em um consultório de um mastologista chega como eu cheguei: amedrontada, frágil.

    Faz tempo que estou para escrever esse post desabafo, mas não poderia fazê-lo em um dia melhor do que hoje. Algumas pessoas acompanharam o meu susto quando descobri um nódulo no seio (leia aqui). Mas não foi “apenas”o susto da descoberta (como se não bastasse isso, né?) … Infelizmente meu caminho cruzou com um médico totalmente despreparado.

    Tudo começou quando descobri o tal nódulo no seio direito através da mamografia e do ultrassom. O nódulo media 1,8cm e era palpável, ou seja, eu conseguia senti-lo. Mas, por estar localizado abaixo do músculo, eu não tinha certeza de que eu estava apalpando um nódulo, entendem? Ou seja, depois os exames confirmaram a minha suspeita.

    Como contei no outro post, o nódulo foi classificado no padrão internacional BI-RADS na categoria 3, que quer dizer “nódulo provavelmente benigno, com chance de 2% de ser maligno”. Fiquei apavorada com esses 2% e quis tirar tudo a limpo antes mesmo de mostrar o resultado para a minha médica. Sem pedir nenhuma indicação, fui atrás de um mastologista. Liguei em um hospital que eu já estava acostumada a ir e marquei consulta com o primeiro médico que estava disponível nos próximos dias.

    Fui na consulta sozinha, achei que não precisava, que estava tudo sob controle. Afinal, eu estava indo naquela consulta apenas para entender o que eram aqueles 2% de chance de aquele nódulo ser ou virar um câncer de mama.

    E gente…foi um dos piores dias da minha vida. Peguei o médico errado, simples assim! Um médico que não tinha o menor tato para lidar com pessoas! Muito provavelmente a maioria das pacientes que entra em um consultório de um mastologista chega como eu cheguei: amedrontada, frágil. E você quer ouvir explicações, além é claro, de palavras que te acalmem. Porque, para apavorar, já basta o Doutor Google! Mas não foi isso que eu encontrei! O tempo todo o médico só falava em “tumor” no lugar de “nódulo”. Uma palavra que por si só já assusta, né? E com apenas um ultrassom e uma mamografia feitos, com um nódulo categoria BI-RADS 3 (ou seja, sem a confirmação de malignidade), saí do consultório com vários pedidos de exames pré-operatórios na mão! Sem muitos rodeios, o senhor médico me disse que eu precisava operar… e depressa, pois o tumor poderia aumentar, tipo, semana que vem (sei que existem tumores malignos de crescimento rápido, mas não era o meu caso)! Perguntei se havia alguma chance de eu não precisar operar, já que, segundo os exames que eu estava apresentando, estávamos falando de apenas 2% de chance de ser maligno. E ele me disse “é da sua vida que estamos falando…estou aqui para resolver o seu problema”. POW! E em seguida veio uma oferta bastante inadequada para aquele momento: “e se você quiser aproveitar e colocar uma prótese de silicone, meu irmão é cirurgião plástico, aí a gente já faz um pacote”. OI????

    Na verdade a minha sorte foi ele ter oferecido os serviços do irmão, pois foi nessa hora que um alarme ecoou na minha cabeça. Afinal, isso também soou estranho para você, não? Bom, saí do consultório aos prantos, só conseguia pensar em coisas ruins naquele momento. Liguei para o meu marido e avisei que provavelmente dentro de 15 dias eu estaria em uma mesa de cirurgia e que eu precisava correr para fazer exames e consulta com um cardiologista, já que na semana que vem o nódulo do meu seio que media 1,8 cm poderia chegar a 5 cm! Ufa! Era MUITA coisa para uma tarde de terça-feira. MUITA informação para quem só queria entender o que eram os 2% de chance de malignidade.

    Ainda com um nó na garganta, liguei para a minha irmã para contar como havia sido a (desastrosa) consulta. Eu já estava um pouco anestesiada e até conformada, mas os fatos deixaram minha irmã indignada com aquele médico. Como assim já falar em cirurgia sem ao menos ter o resultado de uma biópsia? Como assim falar que pode fazer um pacote especial para aproveitar e colocar silicone?? OK, me convenceu a procurar uma segunda opinião!

    Nesse meio tempo ainda fui fazer a ressonância magnética que ele tinha indicado, um exame bem chato de fazer. Fiquei uns 40 minutos deitada de bruços dentro de um túnel, imóvel, com um barulho ensurdecedor. Já tinham me dado a dica para ficar o tempo todo de olhos fechados, para não bater um pânico lá dentro (uma vez dentro do túnel, você não pode se mexer. Mas se não aguentar, pode acionar um botão para parar o exame). Depois descobri que, no meu caso, eu não precisava ter passado por esse incômodo da ressonância.

    Procurei um outro médico, desta vez com indicação. Tudo diferente, mais humanizado e foi aí que fiquei com muita raiva do primeiro médico. Raiva da angústia e do medo que ele me fez passar, raiva de tanto pensamento negativo que passou pela minha cabeça graças a ele. Esse segundo médico fez questão de me explicar tudo o que o resultado do ultrassom significava e se mostrou surpreso quando contei que eu já estava com pedidos de exames pré-operatórios. Ele explicou que fazer uma cirurgia poderia sim ser uma possibilidade, pois o nódulo (veja bem, ele só falou em “nódulo”), mesmo benigno, poderia representar riscos de desenvolver um câncer mais para frente (mas ele falou em anos e não semanas). Mas isso só saberíamos depois de ter uma biópsia em mãos.

    Como eu disse no início, o nódulo era palpável. Além disso, me causava um incômodo, quase chegava a doer. Ou seja, eu não conseguia esquecer que eu tinha um nódulo. Isso começou a me dar um certo pavor.

    Mas saí do consultório super aliviada, feliz de ter encontrado um bom médico e que, além de tudo, sabia lidar com pessoas! Marquei a mamotomia, que é um tipo de biópsia da mama que utiliza uma agulha grossa. Cheguei bem nervosa para fazer esse procedimento. Fiz em um hospital. Não doeu nada, pois tomei anestesia, mas a sensação era muito estranha. Em momento algum eu olhei! Preferia ficar com o rosto virado para a parede, mas eu sabia que o médico estava ali com uma “maquininha” dentro do meu seio direito retirando fragmentos de uma coisa que nem era para existir! Foi retirado praticamente todo o nódulo, por isso não sinto mais incômodo nem dor.

    Quando terminou, ainda fiquei mais 20 minutos deitada com a enfermeira fazendo compressa gelada para auxiliar na cicatrização. Fiquei enfaixada por 1 dia inteiro, fazendo repouso e sem fazer força com o braço direito. Sem dúvida saí mais tranquila do que cheguei. O resultado chegou na minha casa 1 semana depois. Abri o envelope e meus olhos corriam por aquelas palavras estranhas, sem entender nada, até que fixei na frase: sem sinais de malignidade. UFA, finalmente!! Dados concretos!

    Voltei hoje ao mastologista para levar esse resultado. Ele frisou que não havia sinais de malignidade e que uma cirurgia era desnecessária, mesmo que fosse para retirar o restante do nódulo. Mas que agora preciso fazer o controle precoce, que é a mamografia e o ultrassom a cada 6 meses para saber se houve alguma alteração na lesão. Mais para frente esse controle pode virar anual.

    Foi um susto, um grande susto! Nesses últimos meses (tudo aconteceu em julho e agosto) acabei descobrindo algumas pessoas próximas a mim que passaram pela mesma situação, pelo mesmo nervoso e que, graças a Deus, tudo deu certo. Confesso que ainda fico incomodada em fazer o auto exame novamente, pois dá um medo absurdo de achar alguma coisa que não deveria existir… mas enfim, é necessário!

    Escrevi esse texto para desabafar, porque precisava colocar essa história para fora. Mas também escrevi para encorajar as mulheres a não sabotarem a própria saúde: façam os exames de rotina, façam o auto exame da mama e, se surgir alguma dúvida, não hesitem em procurar um médico. Ah, e se  possível, peçam indicação de um médico de confiança para alguma amiga ou conhecido, pois faz toda a diferença nessa hora, acreditem!

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  • Acredite, dias melhores virão!

    Acredite, dias melhores virão!

    Photo credit: Twig Aho via VisualHunt / CC BY-NC-SA
    Photo credit: Twig Aho via VisualHunt / CC BY-NC-SA

    Ontem foi um dia chato! Passei a tarde no PS com meu filho mais velho (pelo segundo dia seguido) para descobrir o que ele tinha (amigdalite bacteriana). Teve que fazer exame de sangue e foi bem tenso… Três enfermeiras, além de mim, para segurar o rapazinho, já que na base da conversa não teve jeito :/ (no dia anterior ele fez aquele exame de colocar um cotonete na garganta e foi tão difícil quanto).

    Enquanto esperávamos a médica nos chamar para dar o resultado, me ligam da escola avisando que a minha caçula estava com febre! Pow, os 2 de uma vez é f. hein?! Bem, todos medicados e, antes de ir pra casa, passo no McDonald’s pra comprar um McLanche Feliz pra cada. Eu sei, eu sei, eu deveria chegar em casa e fazer uma sopinha ou uma canja cheia de nutrientes pra eles…Mas né, mãe também é gente e eu estava esgotada! O que eu mais queria naquele momento era ver um sorriso de satisfação na carinha deles, mesmo que fosse promovido por um brinquedinho do McDonald’s e uma batatinha cheia de sódio!

    A alegria foi momentânea e deu lugar aos gritos histéricos na hora do mais velho tomar o antibiótico e, em seguida, talvez influenciada pelo irmão, na vez da caçula tomar o antitérmico. Muito muito muito tenso! Aí foi a minha vez de chorar! Chorei bastante de cansaço físico e emocionalTudo o que eu queria era vê-los bem, bagunçando, correndo e gritando pela casa!

    Coração de mãe sofre, né? Mas ninguém disse que a maternidade seria fácil, disse?

    É assim mesmo, uns dias são mais difíceis que os outros. Cabe a nós tentarmos contornar da maneira mais saudável possível, seja desabafando em lágrimas (pra mim resolve), seja rezando ou se apegando à máxima que dias melhores virão. Trata-se de um dia ruim apenas. Acredite!

    Hoje já está mais fácil por aqui…todos estão mais dispostos, apresentando melhoras e, portanto, mamãe menos preocupada e mais feliz! Já fizeram uma bagunça daquelas com muito barulho! E foi exatamente nesse momento que eu apenas sorri e agradeci aliviada! (P.S. daqui a pouquinho tem mais uma dose de antibiótico e talvez o clima mude hahaha)

  • Ordem nessa bagunça: cada coisa em seu lugar!

    Ordem nessa bagunça: cada coisa em seu lugar!

    Quem nunca teve um dia assim em casa que atire a primeira pedra:

    As pessoas que frequentam a minha casa sabem que não sou exemplo de organização… Minha casa é uma bagunça sem fim! Mas eu tento, juro que tento! Acho que o mais difícil não é arrumar a casa, e sim ensinar as crianças a guardarem os brinquedos e roupas em seu devido lugar. Parece que a gente fica o dia inteiro atrás deles catando brinquedo pelo chão e repetindo: guarda isso, guarda aquilo…

    peças de brinquedos
    Na minha opinião, o mais CHATO é organizar essas pequenas peças e partes de brinquedos que você não faz nem ideia de onde esteja o restate :/

    Eu já dei uma entrevista para o Jornal da Cultura sobre a autonomia e independência das crianças em casa (clique aqui para assistir). Apesar de estar tudo sempre à beira do caos, insisto que eles participem do funcionamento da casa. Mesmo que não arrumem do jeito que a gente quer (e não vão arrumar), ainda assim é de extrema importância que eles sejam inseridos na rotina de organização dos brinquedos e pertences.

    E para tornar essa tarefa um pouco mais simples para eles, fiz algumas mudanças na minha casa, criando alguns espaços específicos para eles guardarem seus pertences. Um exemplo: logo na entrada tem um móvel de marcenaria que possui um nicho para cada criança. Na volta da escola eles sabem o lugar correto de guardar as mochilas. Óbvio que nem sempre eles guardam e na maioria das vezes largam no meio da sala… Mas acredito que com paciência e persistência o ato de guardar e organizar vai (um dia) fazer parte do dia a dia deles.

    O móvel com os nichos para as mochilas foi a mudança mais “radical”, já que eu tive que encomendar com um marceneiro. Mas outras ideias foram adaptadas aqui em casa e são super fáceis, como os ganchinhos auto colantes para pendurar os casacos e a sapateira para guardar os bonecos.

    Confiram algumas ideias que apliquei em casa que acredito que estimulem a autonomia e organização nas crianças. Dica importante: para eles aprenderem a guardar suas coisinhas, tudo deve estar na altura deles. Nada de pegar banquinho ou cadeira para alcançar… Pode ser perigoso.

    E se você tiver alguma sugestão, não deixe de contar aqui!

     

    Sapateiras para guardar bonecos
    No quarto, os bonecos e heróis são guardados nas sapateiras de lona que ficam penduradas atrás da porta, sem ocupar espaço. Tudo na altura das crianças.
    Ganchos para pendurar casaco
    Fixei ganchinhos na parede, na altura das crianças, para pendurar os casacos. Na hora de sair de casa, eles conseguem pegar os casacos (e boné) sozinhos
    Na cozinha grudei esse painel/ lousa para me ajudar na rotina do dia a dia. Também fixei ganchos para pendurar as lancheiras da escola. Mais uma vez, na altura das crianças para eles conseguirem pendurar sozinhos.
    Na cozinha grudei esse painel/ lousa para me ajudar na rotina do dia a dia. Também fixei ganchos para pendurar as lancheiras da escola. Mais uma vez, na altura das crianças para eles conseguirem pendurar sozinhos.
    escrivaninha infantil
    Cada um tem uma escrivaninha para fazer seus trabalhinhos e brincar
    Na parede, fixei com fita dupla face clipes coloridos para pendurar os desenhos e artes das crianças
    Na parede, fixei com fita dupla face clipes coloridos para pendurar os desenhos e artes das crianças

    E para saber mais sobre organização de brinquedos, leiam a entrevista muito bacana que fiz com Micaela Góes, apresentadora do programa Santa Ajuda, do canal GNT.

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  • Eu volteeeeiii: relato de uma mãe que sobreviveu às férias escolares

    Eu volteeeeiii: relato de uma mãe que sobreviveu às férias escolares

    Seja bem-vindo, agosto!
    Seja bem-vindo, agosto! Não temos meias limpas, comemos macarrão e ovo por 30 dias e ainda tem massinha grudada no chão da sala! Mas tá tudo bem por aqui, gente! / Photo via VisualHunt

    Deu para reparar que estive um pouco distante do blog nos últimos dias, né? Além das férias escolares, que me deixaram beeeeem ocupada no mês de julho, passei por um susto de saúde (que agora posso dizer foi só um susto mesmo, ufa) que me atrasou um pouco na rotina do Todas as Mães. Inclusive o meu susto de saúde foi tema de post (clique aqui para ler) e será tema de uma continuação, pois MERECE uma continuação, affff!

    Além disso, na véspera da volta às aulas, no último domingo de julho, o que acontece? Filha doentinha com tosse e febre! Pelamordi, ninguém merece! Resultado: nada de volta às aulas! Passamos o dia 1o de agosto no hospital fazendo exames :/// Diagnóstico: broncoespasmo, com atestado de repouso domiciliar de 3 dias. Bom, sem contar que esses zilhões de remédios e xaropes têm deixado a menina ligada nos 220 V. Então soninho aqui só depois das 22h e olhe lá. Tá-pu-xa-do-viu? (E como toda mãe que usa Nosefrida nos filhos – aquele aspirador nasal que você puxa com o seu próprio ar, como se fosse um canudo – eu também fiquei resfriada :/)

    E eu na correria porque fiquei sem diarista durante todo esse mês de férias. Aí escolhia: ou saía/ brincava com as crianças ou cuidava da casa. Escolhi a opção número 1 e agora não temos meias limpas, comemos macarrão e ovo por 30 dias e ainda tem massinha grudada no chão da sala! Mas tá tudo bem por aqui, viu, não precisa se preocupar, não!

    Eu, nas férias de julho!
    Eu, nas férias de julho! Olhando na foto, até que tava uma baguncinha organizada!

    E outra novidade é que dentro de alguns dias farei a minha primeira viagem sem os filhos. Aliás, pela primeira vez, em quase cinco anos de maternidade, passarei a noite fora. Tô nervosa, tô tensa, tô elaborando uma lista de 50 (mil) cuidados e recomendações, que vão desde os macetes com o chuveiro elétrico da nossa casa, passando pela temperatura que o filho gosta de (aceita) tomar o leite, até a caixinha com a seleção de remédios que pode ser utilizada *mediante consulta materna, com todas as indicações!

    Óbvio que essas minhas “mini-férias sem os filhos” serão relatadas aqui, aguardem!

    Ufa, julho não foi fácil, não! E que seja bem-vindo agosto, mês do bom gosto! Porque tudo vai melhorar… já está melhorando!! Um ótimo mês para você também, porque a gente merece!

  • A difícil tarefa de arrumar a mala das crianças para viajar

    A difícil tarefa de arrumar a mala das crianças para viajar

    Viajar em família bom demais, mas arrumar a mala das crianças é uma tarefa que demanda paciência!criança em cima da mala

    Roupa de calor caso faça calor, roupa de frio caso faça frio, mantinha, travesseiro, roupa de banho, fralda, fralda para nadar, roupão, farmacinha com os remédios mais importantes, nécessaire com escova de dente, pente e até uma tesourinha de unha (nunca se poder uma oportunidade de cortar a unha rs), shampoo e sabonete infantil, meias, tênis, chinelinhos, leite em pó, mamadeira, biscoitinhos para comer no caminho, frutas (banana sempre é mais fácil), aquele brinquedo preferido do momento ou qualquer outro objeto que mantenha a criança entretida por alguns minutos e…. UFA… ACHO que a mala está pronta!

    Olha, eu adoro viajar com meus filhos, mas não posso negar que dá um trabalhão arrumar a mala!  Aí sempre aparece alguém falando: “ai que exagero, é ‘só’um fim de semana”. Só que gente… arrumar uma mala de bebê/ criança para um fim de semana dá o mesmo trabalho para uma viagem de 10 dias! A única coisa que muda nesse caso é a quantidade de roupas (e o tamanho da mala), pois os itens são os mesmos citados no começo do post!

    Oi, alguém disse “arrumar as malas”?

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    Eu, pelo menos, tenho uma baita preguiça de arrumar a mala dos meus filhos, ainda que muuuuitos itens não preciso levar mais. Hoje, por exemplo, o horário de alimentação deles é mais flexível – diferente do bebê que está em fase de introdução alimentar (e aí soma-se à mala uma lancheira térmica com papinha, colherzinha, mil guardanapos, babador, paninho de boca etc). Também não preciso mais me preocupar em esterilizar mamadeiras!

    Mas mesmo assim, não abro (e nunca abri) mão de um rápido fim de semana na praia com as crianças, mesmo que eu leve um dia inteiro para arrumar as malas (2 dias, caso eles me ajudem haha) e 1 semana para desarrumar (rs).

    E sim, sempre haverá um item que você esquecerá em casa, é fato! Ou então você vai ter colocado muita roupa de calor ou muita roupa de frio… sempre o contrário da temperatura que está fazendo.

    Mas vale à pena? Siiiimmmm, vale muito!! Então bora arrumar essa mala e pé na estrada!

    giphy (2)

    Leia também:
    Dicas na hora de arrumar a mala
    Farmacinha em viagem com crianças: o que levar